2016-08-23

Preencher o plano (2)


Não sei se me esqueci de reparar ou de dizer que um dodecágono regular, por exemplo como aquele que serve de base ao padrão que mostrei no post anterior, não consegue preencher um plano completamente.

Essa tarefa está reservada aos triângulos, quadrados e hexágonos como é sabido e referi aqui.

No entanto, para o caso do dodecágono, a figura seguinte mostra que faltam apenas uns triângulos que usando a cor branca se integram perfeitamente com os dodecágonos.

Os padrões internos do dodecágono, com 4 cores sabiamente combinadas, continuam a suscitar a minha admiração.

2016-08-20

Preencher o plano


Numa viagem à Índia do Sul em 2012 já referi o hotel Raintree onde ficámos em Chennai.

Na altura gostei muito dum impresso do hotel com este padrão geométrico



que digitalizei num scanner ou fotografei.

Na altura pensei em fazer um pequeno filme para mostrar qual o elemento repetido mas não dei prioridade ao projecto até há poucos dias. Agora fiz um pequeno filme que a partir desta imagem isola o elemento base e depois inverte o percurso percorrido até regressar a este desenho. Aqui está o filminho que demora 34 segundos:



depois isolei o elemento base que mostro aqui
seguidamente fiz um gráfico em Excel para ver melhor os diversos elementos da figura, recorrendo a coordenadas polares


e a seguir colori-os num programa parecido ao Paintbrush



Nesta versão as linhas que separam as áreas coloridas ficaram em cinzento claro.

2016-08-11

Arbusto na areia



Quando passo por aqui, no sopé do acesso à Praia da Rocha mais perto da Fortaleza de Santa Catarina, costumo reparar no viço impressionante deste arbusto implantado já sobre a areia.




O arbusto está rodeado por chorões, plantas carnudas com capacidade para armazenar água, espalhados pelo chão à sua volta, talvez a água venha da rega do jardim da vivenda que se vê na imagem. A planta terá uma altura duns 5 metros.

A foto foi tirada em 15/Set/2015.

2016-08-05

Portimão



Em Novembro de 2015 tirei umas tantas fotos no topo de um edifício localizado numa parte de Portimão que se desenvolveu nos anos 60 do século passado.

Na primeira foto destaca-se o Colégio dos Jesuítas, referido pela Direcção Geral do Património Cultural neste sítio, mandado construir em 1660 e concluído em 1707.



Referi o ensino da Matemática em Portugal e a extinção das ordens religiosas em 2 posts de 2013

Na imagem seguinte constata-se a pequena dimensão de muitas das casas e o seu desenvolvimento na vertical em que as escadas interiores devem gastar bastante espaço



Na terceira imagem a maior presença de açoteias poderá lembrar Olhão, se bem que existam aqui também muitos telhados.



A profusão de marquises sem protecção de estores exteriores, para evitar a entrada de raios de sol directos nos dias quentes, juntamente com a presença de aparelhos de ar condicionado, faz-me pensar no desperdício de energia existente em Portugal. E também no maior destaque dado pelos órgãos de comunicação social às “rendas” das companhias de electricidade atribuindo a quase totalidade das culpas das contas de energia aos comercializadores de energia, passando ao lado da responsabilidade dos consumidores em muitos gastos inúteis de energia.

Na foto seguinte gostei de ver as casas de quase bonecas no topo dos terraços


e da mancha verde dum pátio interior que destaco a seguir 



Neste final de Julho e princípio de Agosto os dias quentes têm-se sucedido, com muito mais calor do que quando tirei estas fotos mas o céu continua dum azul límpido maravilhoso.

2016-07-28

Surreal, como por exemplo Dominique Appia


Em finais dos anos 70 devo ter comprado o poster que mostro a seguir, que tem surpreendido as crianças que têm passado lá por casa




O poster tem o título "Entre les trous de la mémoire" e mostra uma obra de Dominique Appia, um artista suíço de Genebra.

Gosto da forma como a Torre de Pisa foi facilmente endireitada, de como a espuma das pequenas vagas que entram na sala fazem lembrar renda, da transparência das figuras.

Nada disto faz sentido, designadamente a queima de livros, e talvez tenha sido por este ambiente ser tão estranho, que me lembrei dele hoje, quando a Comissão Europeia regressou ao caminho do bom senso depois dum percurso surreal, pronunciando-se finalmente contra a aplicação de sanções económicas a Portugal e Espanha.





2016-07-21

Está calor



Mas já o ano passado, em 6/Julho também estava, como se pode constatar por este vestido azul tão arejado que fotografei o ano passado por esta altura:



A moda continua a surpreender.


2016-07-13

Arco do Triunfo


Para comemorar a vitória de Portugal no Europeu de futebol de 2016 coloco aqui esta espécie de Arco do Triunfo, uma escultura de Artur Rosa de que já falara aqui.





Considerando o entusiasmo persistente que a grande maioria dos portugueses tem pelo futebol e as vezes que a Selecção Nacional quase conseguiu um título pareceu-me que esta vitória era mais do que merecida!

2016-07-08

Blogue Courelas


O JPT que escrevia em Moçambique o blogue-defunto Ma-schamba, que entretanto talvez venha a ficar disponível noutro sítio, reiniciou a actividade bloguista no Courelas, juntamente com mais dois parceiros, onde se podem voltar a ler as suas opiniões fortes, agora mais focadas sobre Portugal.

Retirei o Ma-schamba (actualmente inacessível) da lista de blogues e coloquei lá o Courelas.

2016-07-07

Ohad Naharin, Batsheva Dance Company


Chegou-me via e-mail este endereço

https://www.facebook.com/FalaCaetano/videos/vb.250276871743419/857162461054854/?type=2&theater

apontando uma entrada no facebook do Caetano Veloso com este texto de apresentação:

«
Trecho do documentário biográfico de Tomer Heymann sobre o coreógrafo Israelense Ohad Naharin, que teve grande influência na dança moderna com o seu próprio movimento, intitulado GAGA. Música: Caetano Veloso - It's a Long Way
»


que mostra um pequeno filme de 4 minutos que recomendo entusiasticamente!

Uma pequena biografia do Ohad Naharin está na Wikipédia, a companhia de dança de que ele é director artístico e que é mostrada no filme é a Batsheva Dance Company corpo de bailado com base em Telavive, fundado por Martha Graham (referi-a aqui) e a baronesa Batsheva de Rotschild.


Parece-me que o video no Facebook, acessível através do endereço acima referido, é de melhor qualidade, mas o espectáculo de dança está também disponível no YouTube, acessível aqui




No Vimeo tem também um vídeo interessante que mostro a seguir


DECA DANCE - Tanzstück von Ohad Naharin from Theater-TV on Vimeo.



2016-07-05

Salada de dois queijos para ajudar a Europa


O calor apertou um pouquinho mais agora mas já fiz esta salada em 25/Mai deste ano, presumo que na altura não estivesse frio.



Parece-me uma salada adequada aos tempos que correm, bastante austera, ou contida, adjectivo usado hoje pelo nosso presidente sobre um vinho do Douro.

Tem um leito de alface que deve ser  nacional, queijo da ilha dos Açores também nacional e tomate tipo cereja que se não for produzido em Portugal não deve ter sido produzido mais longe do que a nossa vizinha Espanha, que também precisa de ganhar algum dinheiro para nos comprar os nossos produtos. Temos depois queijo Feta feito na Grécia, ajudando assim a prevenir um agravar da crise grega. Temos ainda orégãos que devem vir do Alentejo e uns grãozinhos de pimenta-rosa para apimentar a nossa relação com a Indonésia, agora que já passou a crise de Timor. Trata-se assim de uma salada que não agrava o nosso défice comercial, evitando contudo tentações isolacionistas.

Da Alemanha importamos apenas o sentido da ordem e da organização, ao mesmo tempo que assim ajudamos os nossos parceiros alemães a não agravar o seu superavit comercial, abstendo-nos de lhes comprar os produtos que fabricam e prevenindo a ameaça cada vez mais provável (dura lex, sed lex) de a Comissão Europeia lhes aplicar sanções pela violação sistemática das regras da União Europeia relativas a superavits comerciais.

De notar que com tão poucas calorias (aqueles bocadinhos de queijo são mesmo pequeninos) ainda contribuímos para hábitos saudáveis dos Portugueses, diminuindo alguma tendência para a obesidade e contribuindo assim também para a contencão da despesa do Serviço Nacional de Saúde.


Em suma trata-se de mais uma das minhas modestas contribuições para a resolução da crise político-económica que assola a Europa.

2016-06-30

Canon de J.S.Bach


Um filme que me chamou a atenção




porque em tempos li no Gödel, Escher & Bach do D.R.Hofstadter uma referência ao Crab Canon.


2016-06-29

SOS Calçada nos Olivais








Há uns tempos que vejo na rua cartazes anunciando um novo serviço da Junta de Freguesia dos Olivais, com a mesma informação da imagem ao lado que fui buscar ao sítio da dita freguesia.




No passado dia 20/Junho, segunda-feira da semana passada, na sequência de uma queda num afundamento que existia na calçada na Rua Cidade de Benguela, telefonei para o nº 914 828 978 publicitado, de onde me disseram que poderiam demorar 15 dias úteis a intervir.










Hoje, dia 29/Jun, quarta-feira, a calçada estava arranjada, como se constata na foto.



 

2016-06-27

Poupa nos Olivais, família Upupa


Num hotel do Algarve em 2006 reparei que no relvado estavam umas aves que não me lembrava de ter visto




ou mais em pormenor



Pensei na altura que poderiam ser Poupas, uma ave que me lembrava aparecer num cromo da colecção “História Natural” de que mostro a respectiva digitalização, incluindo o texto de qualidade fraquinha



Passados quase 10 anos, em Outubro de 2014, uma imagem duma poupa chamou-me a atenção para este artigo da BBC, “How Cyclone Hudhud got its name” onde explica que enquanto no Atlântico dão nomes aos cyclones tropicais desde 1953, no Índico só adoptaram esta prática em 2004, data em que 8 países (Índia, Pakistão, Bangladesh, Maldivas, Myanmar, Oman, Sri Lanka e Tailândia) forneceram 64 nomes, 8 por cada país, para designar ciclones do Índico nos tempos mais próximos.

Como se vê pela lista existem sensibilidades religiosas diversas e foi complicado encontrar nomes que não levantassem objecções. Lembro-me que mesmo no Atlântico, o uso exclusivo de nomes femininos para designar ciclones foi objecto de críticas (o facto das figuras mitológicas gregas designadas por fúrias serem do género feminino não foi  considerado decisivo), passando a usar-se alternadamente nomes femininos e masculinos.

Desta vez o nome pretence à lista de propostas de Oman, Hud-hud é o nome em árabe, etimologicamente uma onomatopeia, à semelhança do nome em ingles Hoopoe. Hud-hud é uma das poucas aves referidas no Corão, a propósito do uma história envolvendo um Hud-hud, o rei Salomão e a rainha do Sabá, actual Yémen.

Copiei esta imagem do artigo da BBC, mostrando uma Poupa a voar



Israel parece ter uma relação complicada com esta ave, enquanto a Torah diz que é uma ave detestável que não deve ser comida, o estado de Israel adoptou-a como a ave nacional em Maio de 2008, são pormenores que li na versão inglesa da Wikipédia, nuns países simpatizam com a ave, noutros não.

O ano passado no Verão avistei outra Poupa sobre outro relvado algarvio (até parece que é uma região chuvosa) mas bastante ao longe



a seguir vê-se melhor



acho que não fui suficientemente rápido a tirar a foto, vi a ave com maior pormenor do que esta imagem mostra.

Com todos estes encontros, quer em cromos, quer na BBC quer no Algarve, fiquei bastante entusiasmado quando vi uma Poupa no bairro dos Olivais Sul em Lisboa, no dia 18/Jun/2016






seguindo-se uma imagem mais pormenorizada



Nesta apanhei a Poupa a voar, se bem que o telemóvel não tenha teleobjectiva




nesta também



e ainda outra



Como no dia 19 a Poupa continuava no local, no dia 20/Jun levei uma pequena máquina Canon, com algum zoom óptico. Nesse dia fotografei um casal de Poupas, em vez de uma só:






No dia seguinte, dia 21/Jun, ainda levei a Canon e consegui este grande plano:






Mais informações sobre esta ave no sítio das Aves de Portugal.

2016-06-23

Referendo no Reino Unido





Já disse a propósito do referendo grego em Julho de 2015 que:

«
E não me esqueço que durante o tempo do Salazar em Portugal toda a esquerda era unânime na condenação dos referendos como forma populista e direitista de consultar a população. O próprio Tsipras falou contra referendos há pouco tempo. E que é difícil e muito limitador responder à maioria das perguntas relevantes com um simples "sim" ou "não".
»

Continuo a pensar o mesmo sobre este assunto e considero particularmente grave que os politicos se demitam de tentar encontrar soluções para problemas difíceis, função para a qual foram eleitos e ainda que tenham falhado convencer uma maioria considerável da população de que uma das opções é consideravelmente melhor do que a outra. A minha opinião é que deviam ficar.

As actuais previsões, talvez menos falíveis do que as projecções eleitorais inglesas, tornadas praticamente impossíveis pelo sistema inglês de maioria simples em volta única, mostram que a decisão será praticamente equivalente a lançar uma moeda ao ar.




É irresponsável governar um país desta forma, um país que tem entre tantas instituições extraordinárias também a Royal Horticultural Society, de onde tirei estas imagens de jardins britânicos.






Cultures and Organizations



Um amigo meu visitou recentemente a Holanda e em conversa posterior veio a propósito falar de um livro que achei muito interessante sobre as culturas e formas de organização de diversos países. A imagem ao lado é da edição inglesa em paperback de 1994 (a 1ª edição é de 1991).

O autor Geert Hofstede, de nacionalidade holandesa, define várias características de uma cultura (genérica) e ordena os países em relação a cada uma dessas características.

Nas características das diversas culturas nacionais Portugal costumava estar longe das características predominantes nos países mais desenvolvidos mas havia uma ou outra excepção.

Uma excepção curiosa era de estarmos muito próximos da Holanda em relação à predominância de valores femininos, designadamente de ambas as sociedades serem mais inclusivas do que exclusivas, em relação aos seus membros.

O autor justificava esta similitude de valores nas sociedades holandesa e portuguesa porque, tendo sido sociedades de navegantes, em ambos os países os elementos masculinos dos casais estiveram ausentes do lar familiar durante largos períodos, levando as mulheres a uma posição de maior autoridade em casa, favorecendo a inclusão.

O livro foi-me sugerido num voo para Amesterdão (acabo de verificar que foi em 1999) pelo passageiro da cadeira ao lado, que se tratava de um polícia que tinha vindo passar umas férias em Portugal e que se dedicava na altura a fazer um mestrado ou um doutoramento numa Universidade da Holanda.

Confesso que fiquei surpreendido por um polícia estar a tirar um mestrado ou um doutoramento, reconheço que era um preconceito (mais um  como este) de que entretanto me libertei, mas o insólito da situação levou-me a adquirir e ler com muito gosto e proveito o livro de que falo.

O autor foi criticado pela metodologia que seguiu de entrevistar apenas empregados da empresa IBM no seu estudo, pois tratava-se de uma amostra claramente enviesada da população. Em sua defesa o autor argumentou que sabia que se tratava de uma amostra enviesada mas, dada a profundidade com que os valores culturais de uma sociedade afectam todos os seus membros, ao escolher apenas os trabalhadores da IBM fazia ressaltar as diferenças de sociedade para sociedade pois a IBM procurava funcionários com perfis profissionais semelhantes em todos os países.

De uma forma geral a análise das diversas características pareceu-me bastante realista e ainda me lembro de o autor referir que em Portugal, nesse aspecto bastante diferente da Holanda, as pessoas se interessarem mais pela posse de um diploma universitário, do que por aprender as matérias que eram leccionadas, preferência que me chocava e que eu sabia corresponder à realidade, quando passei pelo IST entre 1966 e 1971 e que presumo prevalecer nas outras escolas superiores do país de então.

Se calhar ainda vou reler algumas partes do livro, agora que falei nele, como prometera num post recente.




2016-06-20

História dos eléctricos de Lisboa


Em meados do passado mês de Abril assisti à apresentação do livro “Do Dafundo ao Poço do Bispo uma História sobre Carris”, uma edição do autor, Luís Cruz-Filipe, apresentação de que se pode ver uma pequena reportagem, por exemplo neste Youtube ou uma referência neste sítio.

O livro trata da história dos carros eléctricos em Lisboa e da sua rede cuja electrificação se iniciou cerca de 1900, que se foi expandindo a vários ritmos, tendo atingido a sua dimensão máxima nos anos 60 do século XX.

A partir daí foi diminuindo, sendo as carreiras substituídas parcialmente por autocarros e também sempre que se instalaram linhas do Metropolitano em percursos onde existiam linhas de eléctrico, estando a rede actualmente reduzida a 5 carreiras, duas à beira-rio com eléctricos modernos da Baixa até Belém e Algés, as 25 e 28 com grande procura de turistas e a 12 que circula entre o Martim Moniz e a Graça também procurada pelos turistas.

O livro tem informação vasta, detalhada e verificada com grande cuidado.

Dada a minúcia do tratamento li apenas com mais detalhe a primeira parte do livro, que versa sobre a evolução da totalidade da rede, passando mais depressa o tratamento específico das diversas carreiras.

O livro tem um conjunto notável de fotografias e através delas revi um conjunto de cenas comuns que foram desaparecendo quase sem eu dar por isso.

Além das composições com reboque



desapareceram também os modelos mais compridos, com 9 ou 10 janelas laterais como se vêem abaixo



Quando os autocarros foram introduzidos as suas janelas não tinham aberturas tão grandes como nos eléctricos e nos dias de calor atingiam temperaturas verdadeiramente insuportáveis. Os eléctricos, quando se conseguia um lugar à janela, sobretudo no modelo mais à esquerda ou nos antigos ainda em circulação, proporcionavam uma viagem muito agradável com a brisa da deslocação do veículo a refrescar os felizes ocupantes dos lugares à janela.

Outra vista que deixou de ser frequente, pela simples redução da quantidade de veículos em serviço, eram as enormes filas quando se formavam engarrafamentos, muitas vezes devidos a veículos mal estacionados obstruindo a passagem do eléctrico.

Às vezes penso que a tolerância da nossa sociedade (a modéstia da multa/penalidade) para veículos que impedem a passagem do eléctrico, que continua a existir como referido aqui, deve ter dado um forte contributo para a quase extinção deste meio de transporte, que continua a ser utilizado em várias cidades da Europa.

Este livro é também um sinal de que as condições da emigração actual são completamente diferentes das que prevaleciam há alguns anos, em que a distância implicava um corte muito maior com o que se passava em Portugal. O Luís trabalha actualmente na Dinamarca mas continuou a consultar os jornais portugueses de há décadas que estão disponíveis na internet, com a mesma facilidade que um habitante de Lisboa. E troquei com ele agora um e-mail sem fazer ideia do sítio onde está.

Quem quiser comprar o livro pode obtê-lo enviando e-mail para o autor usando o endereço: lcfilipe@gmail.com.

2016-06-19

Árvores floridas no Brasil


Apreciar os prados dos Olivais requer bastante atenção ao detalhe quer do que se mostra quer do que se oculta, designadamente para deixar fora do enquadramento das fotos os numerosos detritos que cidadãos menos cuidadosos vão deitando para o espaço público em vez de usarem os recipientes instalados na via pública para recolher o lixo.

Já neste jardim, de que mostro a seguir três árvores e que já referi num post de Abril/2011 é fácil reparar nas árvores em floração como este Ipê rosa





ou este Ipê amarelo





ou ainda esta Sibipiruna (Caesalpinia pluviosa var. peltophoroides, segundo diz na wikipédia)





Todas estas fotos foram tiradas pela Sonia A.Mascaro e publicadas neste post do Leaves of Grass.


2016-06-15

Prados dos Olivais (6)



Desde que estou reformado quase todos os dias dou um pequeno passeio a pé pelo bairro dos Olivais, repetindo habitualmente o mesmo percurso. Como os prédios das ruas mudam pouco, a minha atenção acaba por se debruçar principalmente sobre as plantas que abundam no bairro e que nesta fase da Primavera exibem flores de variadas cores e feitios.

Em tempos referi que gostaria de conhecer os nomes das plantas que nos rodeiam, aliás a procura “nomes de plantas” é uma das buscas que traz mais visitantes a este blogue, mas constatei rapidamente que precisaria de uma formação demorada em Botânica antes de ficar capaz de identificar mesmo que fosse um pequeno subconjunto da grande variedade existente, contentando-me em ir mostrando imagens que tento não repetir e colocando de longe em longe uma pergunta aos autores do sítio Dias com árvores.

Desta vez mostro duas pequenas flores, a maior com um diâmetro duns 3 cm com 3 cores, no centro amarelo, depois branco e a seguir roxo na periferia



que no meu percurso apareceram apenas neste sítio onde estiveram durante bastantes dias. É engraçado como uma pessoa se vai adaptando ao ambiente que a rodeia, neste caso por vezes ao aproximar-me do local interrogava-me se estas duas pequenas flores ainda estariam no seu sítio, mostro em baixo uma ampliação da foto anterior



A seguir, tendo os prados como fundo, mostro um ramo florido de uma árvore comum nos Olivais, com umas folhas parecidas às das oliveiras na forma e no tom, se bem que diferente no brilho




e continuo com outra planta, desta vez do género “emplumado”, talvez se possa dizer “fluffy” em inglês




Por vezes mesmo eu, que tenho apreciado tanto os prados dos Olivais, acho que a vida botânica selvagem está a ficar excessivamente exuberante nalgumas partes do bairro, como no exemplo que segue, de 8/Mai/2016



A seguir deve ter havido um percalço e usei inadvertidamente o modo“panorama”. Mas gostei da banda resultante, dos ramos de um arbusto cheio de botões de flores







e a seguir um enquadramento mais “normal” do mesmo arbusto com um tantos botões desabrochados


Este arbusto está numa zona protegida do sol nascente pela sombra de um prédio e as plantas parecem nessa pequena zona um pouco mais viçosas, como no dia 4/Mai/2016



Parece-me ser este o único sítio do meu passeio em que vejo estas florinhas cor-de-rosa de 4 pétalas. Como as florinhas ficaram pouco nítidas na foto, voltei a fotografá-las no dia 8/Mai/2016. Estava vento pelo que segurei a haste de uma flor com a mão, o que dá também uma ideia do tamanho da florinha em questão



a mesma foto com enquadramento reduzido



e agora ainda a mesma foto mas mostrando apenas a flor: