2016-02-01

O filme “Faraó” de Jerzy Kawalerowicz


Há muitos anos, penso que no Cineclube Universitário, que passava uns filmes normalmente deprimentes e chatos nos anos 60 do passado século, vi um filme sobre um Faraó do antigo Egipto que me agradou.

Tratava da luta pelo poder entre um jovem faraó e a classe dos sacerdotes.

Quando começaram a aparecer os DVDs, por qualquer motivo (talvez por existirem muitos posts neste blogue que aparecem quando se procura Egipto)  lembrei-me do filme e andei à procura dele na internet. Sobre o filme falam bem na Wikipedia, de onde tirei a imagem seguinte


e noutros sítios como o IMDB (http://www.imdb.com/title/tt0060401/). Foi realizado por  Jerzy Kawalerowicz em 1966 e chegou a ter uma nomeação para Óscar. Como o filme é falado em polaco tive receio de adquirir um DVD, sem ter a certeza de quais as legendas disponíveis, e acabei por escrever o nome do filme num papelinho que juntei a outros com variadas tarefas pendentes.

Em meados de Janeiro passei pelo papelinho, vi na internet que existia um DVD com uma versão de 184 minutos mas com imagem de má qualidade e outra versão de 145 minutos que era classificada como abreviada de forma inadmíssível. Entretanto descobri que existia uma versão disponível no Youtube, que pode ser acedida através da imagem que segue





com 145 minutos de duração e com a qual, não sabendo eu se há várias dezenas de anos vi esta ou a mais comprida, fiquei de qualquer forma muito satisfeito.

De tal forma que fiz o download do filme a partir do Youtube, a versão com definição de 854 x 480 pixels ocupa-me cerca de 600Mbytes no disco do PC. Por motivos não completamente claros lembrei-me de traduzir as legendas em inglês para português.

Quem estiver interessado nos ficheiros de legendas poderá encontrá-los aqui 

Para carregar directamente as legendas em português:
- PHARAOH - Jerzy Kawalerowicz (145min).srt
ou em inglês:
- PHARAOH - Jerzy Kawalerowicz (145min)_EN.srt

basta carregar o ficheiro .srt para a mesma pasta onde se colocou o ficheiro .mp4 resultante da transferência do Youtube para o PC. O ficheiro .mp4 e o .srt têm que estar na mesma pasta e ter o mesmo nome. Estes ficheiros. srt têm apenas caracteres ASCII, podem ser vistos com o Notepad e a estrutura do conteúdo é óbvia.

Para ver o filme com legendas usei o Media Player Classic mas existem muitos programas gratuitos disponíveis na internet para esse efeito.

2016-01-29

Reflexos de luz solar sobre prédio côncavo em Londres


Recebi um filminho sobre as perturbações provocadas numa rua de Londres pelo reflexo do sol num prédio vizinho que tinha uma fachada com forma côncava.

O prédio está na 20 Fenchurch Street em Londres e derreteu algumas peças de plástico de automóveis, deformou anúncios e iniciou incêndio de um tapete de porta.

Fui à procura na internet e descobri este artigo do Daily Mail (de 9/Out/2014) de onde retirei as imagens deste post.

Esta era quando causava problemas:


e neste diagrama refere que o problema ocorria cerca de duas horas por dia e nem sempre o céu londrino está tão descoberto




O problema foi resolvido colocando palas em grande parte da fachada.

Nos países solarengos as palas nas fachadas dos edifícios eram e são uma constante, com um pequeno interregno quando a energia era baratíssima e os arquitectos compensavam a ineficiência energética com maior consumo nos equipamentos de ar condicionado.

Em inglês existe uma palavra para "palas" que é sunshade, designação genérica como dispositivo para criar uma sombra que protege do sol. No entanto, dada a frequência do céu nublado no Reino Unido, os britânicos sentem-se pouco à vontade com o conceito e no texto do Daily Mail aparece esta frase:

«The 525ft building, 20 Fenchurch Street, has been fitted with a sunshade known as a 'brise soleil'...  »

Puseram-lhe umas "sunshades" embora, não completamente satisfeitos com o nome encontrado para as palas lhes tenham adicionado o termo "brise-soleil".

Afinal não são só os portugueses a usar estrangeirismos desnecessários como por exemplo "yellow boxes" para as zonas amarelas dos cruzamentos.


Este foi o aspecto com que ficou


que confirmei no Google Earth.

2016-01-25

Luz eterna


Depois das Teorias de Tudo pareceu-me adequado mostrar outro pequeno filme do Cristóbal Vila, de quem já mostrei outras realizações. Este chama-se LUX AETERNA.



 A igreja que aparece no filme com uma abertura em forma de cruz na parede que deixa entrar a luz é do arquitecto Tadao Ando e já a referi aqui.



2016-01-21

Teorias de Tudo, por John D. Barrow – 2


No post anterior referi-me a vários aspectos do livro de John D. Barrow tentando ilustrar a enorme abertura de espírito necessária para tentar chegar a alguma espécie de Teoria de Tudo.

Claro que nessa procura o autor fala da Teoria da Relatividade Geral, da distorção do espaço pela Gravidade, da Expansão do Universo, da parte não visível do Universo, do Big Bang, dos Buracos Negros, do 2º Princípio da Termodinâmica, das partículas subatómicas, da Mecânica Quântica, da Teoria das Cordas, etc, em suma da grande panóplia de descobertas, conceitos e ferramentas que podem guiar o explorador da Totalidade do Universo. Mas se eu fosse abordar estes temas este post ficaria, na melhor das hipóteses (de eu ser capaz dessa tarefa) com uma dimensão parecida ao livro, pelo que me limitarei a mais alguns apontamentos soltos.

Um tema engraçado é o das Constantes da Natureza. Ele há a constante de gravitação universal, a constante de Planck, a velocidade da luz e são conhecidas mais umas tantas. De uma forma geral elas são apresentadas como um facto observado. Mas constata-se que sabemos pouco sobre elas porque caso contrário existiria uma teoria que explicasse o seu valor e não teriam a importância que têm actualmente. O autor interroga-se se as constantes sempre foram constantes e se terão o mesmo valor em todos os locais do Universo. Perguntas que ilustram a nossa ignorância sobre o tema.

Saltando o capítulo da Quebra de Simetria, passo ao dos Princípios Organizativos, onde o autor aborda com elegância o tema do Reducionismo. Na sua versão troglodita o reducionista vê uma hierarquia rígida. A Zoologia pode (e deve, como nos casos seguintes) ser reduzida à Biologia, que pode ser reduzida à Química que por sua vez pode ser reduzida à Física que deverá preferentemente ser explicada pelos comportamentos das partículas mais elementares da matéria. Na minha educação foram-me apresentadas várias versões mais ou menos mitigadas desta ideologia, no sentido pejorativo do termo.

O autor aponta que num conjunto muito grande de elementos em que exista forte interacção entre eles o todo é maior do que a soma das partes surgindo fenómenos em que as leis do nível mais básico são inadequadas para os descrever. É essa complexidade adicional que faz com que surjam novos domínios da Ciência, caso contrário explicaríamos tudo com as leis da Mecânica Quântica, para usar uma imagem simplória da minha lavra.

É neste capítulo que aparecem uns gráficos onde num apresentam a massa versus a dimensão de várias entidades desde o protão, passando pelos seres humanos e pelas galáxias até ao Universo visível,  noutro o tempo passado entre várias fases da evolução do Universo, sememelhante à usada por Carl Sagan no programa Cosmos que passou na TV, noutro onde mostra a evolução do poder de cálculo dos computadores e finalmente outro, que mostro a seguir, onde se apresenta a memória e o poder de cálculo de vários sitemas, uns criados sem intervençao humana e outros feitos pelo homem.


Tenho dúvidas sobre a posição no gráfico de alguns dos sistemas mas apresento-o sobretudo para mostrar que as Teorias de Tudo também têm que tratar destes sistemas.

O livro aborda os Efeitos de Selecção em que se fala do Princípio Antrópico Fraco: o Universo evoluiu de forma que viabilizou o aparecimento de seres como nós, baseados no carbono, que existiram antes das estrelas se extinguirem. Aprecio a sensatez deste princípio.

Finalmente o livro fala do papel da Matemática na concepção da nossa visão do Universo.

Nem sei porque tento descrever os livros que li. Se calhar é porque o meu pai me pedia quando eu era pequeno para lhe descrever o que acabara de ler

2016-01-14

Teorias de Tudo, por John D. Barrow


Ofereceram-me este livro no Natal de 1999, o tempo voa e conhecer os mistérios do Universo não esteve nas minhas prioridades. Constatei que o original em inglês foi escrito em 1991 e a sua tradução para português em 1996. Como a procura da explicação para o Universo me parecia pueril considerei que o tema podia esperar. Como nas duas ou três décadas passadas não ouvi falar de grandes progressos nesta área pensei que o livro não estaria completamente desactualizado e comecei a lê-lo tendo concluído a leitura com sucesso, nestes tempos difíceis em que a internet me dispersa tanto.

Achei o livro muito interessante revelando o autor uma grande abertura de espírito e um enorme leque de interesses, adequado para tratar de uma matéria tão vasta.

Logo na Introdução o autor pergunta:
«
Poderá este esforço (encontrar as “Teorias de Tudo”) ser bem sucedido? Poderá a nossa compreensão da lógica subjacente à realidade física ser total? Será de prever o dia em que a física fundamental estará completa deixando só por revelar os detalhes complexos latentes nas suas leis?
»
e pouco a seguir afirma
«
Tentaremos demonstrar que, mesmo que as Teorias de Tudo, tal como correntemente concebidas, venham a provar ser necessárias para a nossa compreensão do Universo que nos rodeia, elas estão longe de ser suficientes.
»
o que para mim constituiu um excelente começo.

O autor começa por falar dos Contos Mitológicos das diversas civilizações como as primeiras Teorias de Tudo, onde se explica como tudo apareceu. A fraqueza das Teorias de Tudo mitológicas é que como a explicação é fraca é preciso um novo elemento de cada vez que se descobre um novo facto. Por exemplo há um deus para a chuva, outro para o relâmpago, etc. Exemplo disso é o Olimpo grego, onde além dos deuses que se encarregam dos fenómenos “naturais” existem os “especialistas” dos sentimentos humanos.

Isto fez-me lembrar uma visita que fiz ao templo Thillai Nataraja em Chidambaram, no estado do Tamil Nadu,  onde o nosso guia se multiplicava em explicações intermináveis sobre os mitos indianos (porque tivera uma má avaliação duns turistas dum grupo anterior) e eu me distraía a olhar para aquela torre (gopura) ao fundo cheia de estátuas coloridas



receando que me contassem a vida de todas aquelas figuras




olhando para esta pequena estátua do deus Shiva dançando sempre



e para este homem que tinha tomado banho no lago do templo, sagrado mas com a água demasiado esverdeada.



E volto a citar o livro:
«...
Nestas explicações (mitológicas) não existe um caminho plausível para a simplificação.
...
Enquanto os antigos se contentavam em criar muitas divindades menores, cada uma com capacidade de explicar as origens de um aspecto particular, mas podendo muitas vezes entrar em conflito, o legado das grandes religiões monoteístas é a esperança numa única explicação para o Universo.
...
Mais uma vez, constatamos que esta motivação é essencialmente religiosa. Não existe nenhuma razão lógica para que o Universo não contenha irracionalidades ou elementos arbitrários que não se relacionem com o resto.

»

Passando depois ao tema das Leis da Natureza o autor sublinha mais uma vez a contribuição da crença na existência de um Deus legislador único das religiões monoteístas do Ocidente, na procura de teorias unificadas da Natureza, em contraponto ao politeísmo e holismo das religiões orientais, que dificulta a análise e consequente compreensão do mundo que nos rodeia, pois não se pode separar uma parte dado que o todo tem que ser sempre considerado.

E um pouco mais à frente
«
As nossas tradições monoteístas reforçam o pressuposto de que o Universo é , na sua raiz, uma unidade, que não é governada por legislações diferentes nos diversos locais, nem é  o resultado de qualquer choque de titãs lutando para impor as suas vontades arbitrárias sobre a natureza das coisas, nem resulta do compromisso de alguma assembleia cósmica.
»
diferenciando assim a Ciência da Política e doutras lutas pelo poder como o Futebol.

Claro que nem tudo são rosas nas relações entre as religiões monoteístas e a Ciência, designadamente quando é atribuído a Deus um papel mais interventor no dia-a-dia, tal como provocar doenças ou terramotos como castigo mas, enquanto encarado como um legislador racional e universal, o conceito de Deus único favorece a procura das suas leis.

À medida que se foram descobrindo leis da Física como, por exemplo, a conservação da energia, foi diminuindo a necessidade de considerar a intervenção divina numa série de assuntos.

O livro fala a seguir das Condições Iniciais e da sua importância no estado do Universo.
Discute a eventualidade de as leis da Natureza a aplicar poderem depender das condições iniciais mas acaba por considerar preferível uma situação em que a lei seja a mesma independentemente das condições iniciais. Não consigo deixar de pensar que a estrutura da Ciência reflecte a sociedade onde nasce. Agora o sentimento de Justiça predominante é que a lei seja aplicada a toda a gente independentemente da sua condição, mas este conceito é contrabalançado com o pensamento que se deve tratar de modo diferente o que é diferente.

Finalmente o autor afirma que
«
A um nível mais profundo pode simplesmente não existir qualquer divisão radical entre aqueles aspectos da realidade que usualmente designamos por “leis” e aqueles que passamos a conhecer como “condições iniciais”.
»

Refere depois o determinismo e o livre-arbítrio, a ubiquidade de sistemas caóticos, e a dificuldade em conhecer o futuro, e portanto o passado, de uma forma exacta, só sendo possível um conhecimento estatístico. Aborda ainda a existência provável de partes importantes do Universo que ainda não podemos observar colocando-se a questão de saber se nessas partes vigoram as mesmas leis que na parte que é visível para nós.

Prossegue depois sobre o tema do Tempo, citando

- este graffiti de um anónimo no Texas:
«O tempo é o modo como Deus evita que as coisas aconteçam todas ao mesmo tempo»;

- Bernard Shaw:
«Os ingleses não são um povo muito espiritual. Então, inventaram o críquete que lhes dá alguma noção de eternidade»;

- e “A Cidade de Deus” de Santo Agostinho:
«O mundo foi então seguramente feito, não no tempo, mas simultaneamente com o tempo. Porque aquilo que é feito no tempo é feito tanto antes como depois de algum tempo – depois disso, que é passado, eantes disso, que é futuro. Mas então nada podia ser passado, pois não existia nenhuma criatura cujos movimentos pudessem ser medidos para determinar a sua duração. Mas simultaneamente com o tempo o mundo foi criado.».

considerando que esta visão da simultaneidade da criação do Universo e do tempo é a opinião dominante dos cientistas de hoje, que corresponde à opinião de Santo Agostinho, manifestada no século V.

E como já gastei muito tempo, quer a mim quer ao leitor deste blogue, sobre este interessante livro vou hoje ficar por aqui.

Talvez ainda faça outro post sobre este livro.




2016-01-08

Cristóbal Vila e M.C.Escher


Na minha revisita dos e-mails antigos constatei que em Janeiro/2011 referi neste blogue dois filmes de animação deslumbrantes sobre os números de Fibonnaci (feito em 2010) e sobre Arquitectura da cidade de Isfahan, no Irão (feito em 2005).


Esses filmes foram feitos por Cristóbal Vila, um desenhador gráfico (ou designer gráfico, este termo em português não está ainda bem definido) nascido na Suíça, que vive em Zaragoza há muito tempo e que se interessa pela influência da Matemática, nomeadamente da Geometria, nas formas da Natureza e na Arte.

Agora visitei o site Etérea e descobri outras pérolas da sua actividade.

Desta vez destaco o filme Inspirations, que deve ser visto em full screen e com o som ligado. O seu objectivo é imaginar como poderia ter sido o atelier do artista holandês M.C.Escher e o resultado é, mais uma vez, extraordinário.



Poderão verificar aqui as alusões que o filme faz a várias ideias que influenciaram as obras de Escher.

2016-01-06

Bomba H da Coreia do Norte?


Li na edição diária do jornal Expresso que a Coreia do Norte tinha feito rebentar uma bomba atómica de hidrogénio, provocando um sismo de magnitude 5,1 na escala de Richter, às 01:30 (UTC) de 2016-01-06, isto é, à 01:30 hora de Lisboa de hoje.

No site do  European-Mediterranean Seismological Centre, na "tab" "World Wide earthquakes" fazendo um zoom para a Ásia e depois para a Coreia do Norte obtive esta imagem que confirma a ocorrência do sismo.



Entretanto na BBC referem que peritos no assunto duvidam que a bomba atómica que provocou o sismo seja do tipo de fusão nuclear.

De qualquer forma a comunidade internacional está indignada pela realização do teste, ainda por cima sem qualquer aviso prévio.

Este sítio do Centro Sismológico Europeu-Mediterrânico, que eu já referira após um sismo sentido em Lisboa em 2009-12-17, permite verificar informação sobre sismos.


2016-01-03

Arrumações


Tenho dedicado um tempo que me parece inacreditável a revisitar os e-mails que tenho arquivados.

Não sucumbi às gravações video quando apareceram máquinas relativamente acessíveis que gravavam os filmes em cassettes. O meu horror a transportar pesos ajudou-me nessa resistência. Por outro lado apercebi-me que não fazia sentido gravar paisagens lindas observando-as no visor a preto e branco da máquina de filmar, que era o que havia na altura, embora a gravação fosse feita a cores, para as ver no écran em casa, quando havia tantos filmes do National Geographic gravados em melhores condições. Depois constatei ainda que editar um filme usando na altura apenas o gravador de video e a máquina de filmar dava um enorme trabalho para se obter um filminho que deixava bastante a desejar.

Finalmente um amigo dizia-me que uma pessoa não podia passar mais de metade da sua vida a gravar cenas pois precisaria da outra metade para ver, pelo menos uma vez, tudo o que tinha gravado.

Talvez os e-mails se guardem não para os ler no futuro mas apenas para manter essa possibilidade.

Constatei no entanto que deveria adoptar no futuro um conjunto de regras sobre o que seria mantido e o que seria apagado e que deveria aplicar retroactivamente essas regras aos e-mails já recebidos/enviados.

A operação presta-se a grandes divagações, ainda não perdi a esperança de a concluir.

Para finalizar mostro duas obras do artista suíço Ursus Wehrli, que gosta de ter tudo muito arrumado, como por exemplo esta sopa de letras




ou esta salada de frutas, em que nem as bolas brancas que decoravam a tigela escaparam





2015-12-30

Marlis Hoops


Redescobri na arrecadação uns mini-puzzles que foram usados pelos filhos quando pequenos e agora pelos netos.

Tratam-se de puzzles de 48 (8 x 6) peças feitos pela HEYE, uma companhia alemã, que continua a fazer puzzles.

As imagens minhas preferidas destes mini-puzzles de que mostro uma caixa



foram feitas por uma artista chamada Marlis Hoops, talvez uma berlinense. Tive dificuldade em encontrar informação sobre ela na internet, as 3 figuras que mostro a seguir têm datas de 1977-1978.

Supondo que no mínimo teria 22 anos em 1977, teria agora no mínimo 60 anos. Talvez já não esteja viva.

Coloquei a imagem seguinte no Google Imagens



e embora me tenham aparecido várias imagens de felinos, não apareceu nenhuma pintura da  Marlis Hoops, foi preciso colocar o nome para finalmente me aparecer esta pequena referência. Mostro a seguir a mesma imagem mas feita a partir das peças do puzzle.




Depois constatei que existem muitas referências em alemão à artista mas fiquei a pensar que o Google "procura melhor" os textos escritos em inglês.

Mostro agora a imagem de outra caixa, também com gatos



referindo que, dada a minha distância da sociedade alemã, julguei ao princípio que o nome "Marlis" seria de um homem. Depois experimentei no Google "Marlis" e só me apareceram fotografias de mulheres.

Mostro a seguir o puzzle dessa caixa



e finalizo com imagens de um pato, também da mesma pintora de arte naïf



em que se nota bastante variação nas cores, as caixas foram obtidas usando um scanner enquanto os puzzles concluídos foram fotografados




Antes de terminar gostava de mostrar ainda outra imagem que, ao contrário das anteriores, é imediatamente reconhecida pelo Google Imagens:



Trata-se de uma obra contemporânea que foi transaccionada por dezenas de milhões de dólares. Na referência qua a wikipédia faz a esta obra, a primeira característica mencionada é precisamente o valor pelo qual a obra foi transaccionada. Um dia destes o seu possuidor talvez tenha que registar imparidades significativas. Não consigo resistir a dizer que o rei vai nu.

Boa passagem de ano para os leitores deste blogue e que o ano de 2016 traga boas novidades para todos.


2015-12-24

Couve Mandelbrot


Antigamente no Porto no Natal era hábito comer bacalhau com tronchuda. A tronchuda é uma variedade da couve portuguesa que é consumida mais no tempo frio e julgo que essa tradição ainda lá perdura.

Nos tempos que correm as regras são menos rígidas e hoje deparei-me com esta couve em forma de fractal que se devia chamar Mandelbrot.




Disseram-me no supermercado que tinha um gosto parecido à couve-flor, o que já confirmei cozendo parte em vapor e mostro também a prateleira do supermercado


para confirmar que não se trata de uma imagem 3D gerada por algum algoritmo implementado em silício mas por um algoritmo existente no ADN da planta em questão.

Chama-se Romanesca, sendo originária de Itália e mesmo nesta era de globalização só agora chegou a um supermercado perto de mim.

Dei uma vista de olhos pela internet e vi logo imensas referências a esta planta. Por exemplo, aqui tem algumas receitas.

Aproveito para renovar os votos de Boas Festas.




2015-12-20

Governação tranquila


O governo da maioria de esquerda começou bem, começando a corrigir várias medidas do governo anterior que, não tendo impacto económico, revelavam preferências que não são as minhas.

Começo pela substituição dos leilões de automóveis de luxo de um fabricante alemão por Certificados de Aforro num valor que dizem ser equivalente. Não tenho ouvido contestação à eficácia da medida que premeia quem pede factura no aumento do conhecimento pelo fisco de muitos rendimentos de comerciantes. Os estímulos materiais dão bons resultados em muitos casos e este é certamente um deles. Mas discordo profundamente da atribuição de um prémio "em espécie" constituído por um carro de gama alta. O governo anterior acusava os portugueses de viverem acima das suas possibilidades. Não fazia assim sentido premiar alguns com um automóvel cujo custo de  manutenção estaria provavelmente acima das suas possibilidades. E desde a invenção do dinheiro que não é necessário receber como pagamento ou prémio um objecto que eventualmente não nos faz falta e que teremos que trocar por outro objecto de que necessitamos mais. Um governo liberal pagaria em dinheiro vivo. O de Passos Coelho oferecia um prémio que só seria bom para gente rica, mesmo assim cerceando a possibilidade de escolha do premiado. O de António Costa é mais liberal pois usa Certificados de Aforro que são neutros quanto às preferências de bens materiais dos premiados, e sugerindo ao mesmo tempo que será interessante poupar parte ou a totalidade do prémio.

Continuo louvando a reposição da isenção das taxas moderadoras para os dadores de sangue. Talvez porque não dei tanto sangue como o que achava que deveria ter dado sinta um reconhecimento maior aos dadores de sangue. Isentar essas pessoas altruístas de pagar as taxas moderadoras não era um estímulo material para dar sangue, quem fosse tão pobre que pensasse em dar sangue para evitar o pagamento das taxas moderadoras já estaria de certeza isento, tratava-se antes de um gesto de agradecimento. O restauro da isenção para dadores de sangue é uma medida praticamente sem impacto orçamental e que mostra a gratidão da sociedade a essa boa gente que dá sangue para salvar vidas.

Finalizo com a intenção manifestada de acabar com o Banco de Fomento. Em Portugal existia um Banco de Fomento durante muitos anos, lembro-me dum edifício imponente na avenida Casal Ribeiro em Lisboa. Esse Banco de Fomento era uma instituição do Estado Português para fomentar o desenvolvimento económico, vindo de tempos remotos (antes do 25 de Abril!) em que se considerava que o Estado devia ter maior intervenção na economia. Esse banco foi privatizado, vendido ao BPI por volta do ano 2000, era Sousa Franco do PS ministro das finanças. Considerou-se provavelmente nessa altura que a iniciativa privada tinha muito mais capacidade para avaliar projectos de investimento do que um banco estatal. Passados apenas 15 anos e com uma tendência tão forte para privatizar tudo o que é do Estado sempre me pareceu incompreensível a recriação de um Banco de Fomento nesta altura. Para quê? Para privatizar daqui a um par de anos? Assim, a intenção de acabar com o Banco de Fomento parece-me uma boa notícia, tanto mais que a sua criação tem sido muito lenta.

Até novas tempestades, designadamente as do Banif e do Novo Banco, estamos assim numa fase de governação tranquila, corrigindo erros de percurso, uns maiores de que não falei agora e outros menores mas irritantes como os que acabo de mencionar.

A condizer mostro mais um fim-de-tarde calmo à Beira-Tejo com uns selfies das nossas sombras



seguido dum detalhe da foto anterior em que as aves à distãncia são quase só sugestões,



finalizando com a terra, a água e o ar em grande harmonia, e uma bóia vermelha que faz pensar no fogo



2015-12-16

Bruxelas no Natal


Tirei estas fotos no fim de Novembro do ano passado em Bruxelas. Fazem-me lembrar postais ilustrados, faz de conta que são cartões de Boas Festas, emitidos com alguma antecedência para os leitores deste blogue.

Primeiro a Câmara Municipal da cidade, na "Grand Place"




e depois outra vista da "Grand Place", com uma árvore de Natal, grande mas não exagerada




2015-12-11

As Galáxias e a Origem do Universo



Ofereceram-me mais um livro de banda desenhada sobre temas científicos (o outro referido aqui), desta vez o Cosmicomix, sobre a descoberta do Big Bang, de que gostei muito e que tem uma boa apresentação num post do blogue De Rerum Natura.

Durante a leitura surpreendeu-me a referência no Congresso da Academia Nacional de Ciências dos E.U.A. em 26/Abril/1920 a um grande debate também aí em curso sobre se as numerosas nebulosas espirais que se viam nos melhores telescópios de então seriam galáxias iguais à nossa Via Láctea onde se situa o Sol.

Eu lembrava-me dos programas de Carl Sagan na televisão e depois do seu livro “Cosmos”, publicado pela Gradiva que li em 1985. Fui agora ver na net, verificando que a série composta por 13 episódios e emitida em Setembro/1980 foi vista por 500 milhões de pessoas. Constatei também que o livro “Cosmos” foi o 5º da colecção “Ciência Aberta” da Gradiva, uma editora portuguesa fundada em 1981 e que tem dado ênfase a publicações de divulgação científica.

Nessa série a teoria do Big Bang, como explicação da origem do Universo numa enorme explosão, era dada como a melhor descrição científica do que se tinha passado. A melhor prova disponível para essa teoria, foi premiada com o prémio Nobel de Física de 1978, atribuído a Arno Allan Penzias e Robert Woodrow Wilson pela descoberta da radiação cósmica de fundo na frequência das micro-ondas. Os premiados tinham publicado a sua descoberta em 1965. A atribuição dos prémios Nobel rodeia-se de bastantes cuidados, neste caso o reconhecimento veio 13 anos depois.

Nessa série falava-se também da existência das galáxias, agregados de milhões de estrelas como a Via Láctea e outras “nebulosas” que povoam o céu nocturno. Eu lembrava-me de no final dos anos 60 ter lido uns livros de ficção científica em que falavam de viagens intergalácticas, em que as galáxias já apareciam como agregados de estrelas mas fiquei curioso de saber o que teria aprendido no liceu sobre este tema.

Entretive-me então a tentar descobrir em que disciplina o tema poderia ter sido abordado. Não seria assunto para a Biologia onde se descrevia os reinos vegetal e animal, o corpo humano, sua anatomia e fisiologia e a evolução da vida na Terra. A Física tratava das leis mais simples da Mecânica, do Calor e da Electricidade, não faria sentido falar em modelos cósmicos. A Geologia, no 7º ano do liceu, equivalente ao 11º ano do ensino actual tratava da constituição do planeta Terra e da sua história, restavam as Ciências Geográfico-Naturais, disciplina que constava do curriculum do 1º e 2º anos do liceu, os agora 5º e 6º anos.

O livro de J.Correia Monteiro que ainda guardo dessa época de que mostro a capa e a contra-capa

    

era o que estava em vigor (livro único) nos anos lectivos de 1959-60 e 1960-61 em que passei respectivamente pelos 1º e 2º anos do liceu.

No início desse livro, logo na página 9, são referidos os diversos astros visíveis no firmamento, que pertenciam a 4 categorias: Estrelas, Planetas, Cometas e Nebulosas



Das nebulosas refere-se o seu aspecto de manchas esbranquiçadas mas o livro é completamente omisso sobre a existência de galáxias e das estrelas que as constituem.

É um pouco estranho que o livro escolar não fale sobre as galáxias e a sua composição, esta falta de informação sobre conhecimentos adquiridos 30 anos atrás revela talvez alguma lentidão. Gostava de saber como se passam estas coisas noutros países, quanto tempo passa entre uma descoberta científica e o seu aparecimento em livros de texto.

E vou acumulando evidências de que já tenho uma idade considerável, embora muito mais novo do que qualquer das galáxias observáveis.

A galáxia que está mais ao pé da nossa Via Láctea é a galáxia de Andrómeda de que deixo aqui uma imagem muito bonita captada pela NASA, que fui buscar ao artigo da Wikipédia.





Errata do Cosmicomix: na 1ª edição de Julho de 2015 existe um erro de tradução na página 37, pois enquanto na versão original em italiano mostrada na página 143 diz:
"Ora, immagina che la stanza riceva un'improvvisa spinta dal basso"

que o google tradutor traduz correctamente para:
"Agora, imagine que o quarto recebe um impulso repentino do fundo" (ou de baixo)

na edição referida a frase foi traduzida para:
"Agora, imagine que o quarto de repente recebe um impulso para baixo"

2015-12-04

Areal quase deserto


Há alguns dias, na areia seca da Praia da Rocha.




Quando vejo estas pegadas na areia costumo pensar que o caminhante não estava a ouvir o álbum "Learning to fly" dos Pink Floyd

2015-12-01

O Ginkgo Biloba do largo do Príncipe Real


Tenho grande simpatia pelos Ginkgo Bilobas, com as suas folhas bilobadas que lhes dão parte do nome. Ginkgo é uma das poucas etiquetas (labels) que uso neste blogue , para dar acesso a todos os posts onde aparece esta árvore

O ano passado tirei estas fotos em 21/Dezembro mas depois acabei por não as mostrar. Julgo que a cena este ano será parecida pelo que publico já, pois só faltam 3 semanas para o fim do Outono.













Ouro sobre azul!


2015-11-28

Aves nos Olivais e em Lisboa


Em  Julho deste ano ao passear nos Olivais ao fim da tarde ouvi uma grande barulheira que constatei depois ser feita pela pequena ave no topo da árvore que mostro a seguir:



Mais uma vez tive que usar o telemóvel pelo que mal se vê a avezinha, mesmo usando a ampliação máxima da mesma imagem:



Nessa altura tinha visto uma referência no jardim da Gulbenkian ao Periquito-de-colar, uma ave tropical abundante na Ásia e África e que se tem dado bem por Lisboa e outras terras de Portugal.

Neste mês de Novembro avistei também nos Olivais Sul outra ave



que uma pessoa da SPEA (Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves ) simpaticamente  identificou como sendo um Gaio. Soube depois que também têm avistado Gaios no jardim do reservatório da EPAL situado no alto da rua Cidade de Bissau.

Ao colocar esta imagem no Google apareceram-me várias aves, entre elas uma de outro Gaio, mostrando que a identificação de seres vivos pelo Google imagens, embora fazendo progressos, ainda pode ser muito aperfeiçoada.

Se eu tivesse ido ao sítio das Aves de Lisboa, que é uma porta para as Aves de Portugal talvez tivesse chegado á mesma conclusão.

Há muita actividade para além da política que, embora seja muito importante não deveria ocupar tanto espaço nos canais da TV de informação. Em Portugal dá a sensação que esses canais falam exclusivamente de política, futebol e economia, parece-me que por esta ordem.

Toda esta conversa fez-me ainda lembrar um filme muito interessante sobre as aves de Lisboa e o trabalho do LxCRAS (Centro de Recuperação de Animais Silvestres) para a sua conservação:



 

2015-11-24

Laranja gigante


Fui surpreendido no mercado de Portimão por esta laranja gigante que pelo tamanho mais parecia uma toranja. Nessa banca havia vários exemplares de dimensão semelhante mas trouxe só a que mostro na foto, que pesava 730 g! A qualidade não era exceptional mas era boa.




Desde que num restaurante me trouxeram uma laranja descascada cortada às rodelas, enriquecidas com mel e canela, passei a polvilhar canela com bastante frequência nas rodelas de laranja. O mel só raramente porque as nossas laranjas costumam ser doces.


2015-11-18

Cogumelos nos Olivais


No meu agora passeio matinal passei por este coto de árvore com uma população de cogumelos dispostos numa formação "em escada" que achei curiosa.



Perguntei a um amigo que se interessa por cogumelos que espécie seria e ele disse-me que se devia tratar de Armillaria Mellea, um fungo que costuma aparecer nas árvores e que é fatal para várias espécies de árvores.
A seguir mostro a mesma imagem mais ampliada




Na Wikipédia existe uma versão em língua galega sobre a mesma Armillaria com uma imagem interessante.

Fiquei na dúvida se cortaram algumas árvores como esta nos Olivais por terem sido atacados pelo fungo ou se o fungo "aproveitou" o coto restante do abate. Noto contudo que não aparecem rebentos neste coto de choupo, ao contrário do que tenho observado noutros casos, o que me faz inclinar para a primeira hipótese.

A foto de cima foi tirada no dia 12/Nov/2015, a seguinte no dia 16. As manifestações visíveis dos fungos aparecem com frequência e desenvolvem-se depressa, mas a decadência também é rápida:




Um resumo da História da Síria



Muito bem resumida em 10 minutos uma situação tão complexa, num filme recomendado pela Isabel Meireles no jornal Expresso:



Se falhar pode tentar directamente este sítio.

2015-11-14

Guerra em Paris e Instituto do Mundo Árabe


À medida que o mundo se vai globalizando aumenta também a globalização das consequências dos desastres que antes eram mais locais.

Na Europa tivemos essa experiência em 1914-18 e depois com maior intensidade em 1939-45.

Foi pouco depois desta última devastação que foi criada a União  Europeia, precisamente para tentar evitar a Guerra na Europa através do aumento de trocas comerciais, que além de serem mutuamente benéficas, criariam laços de amizade e de interesses mútuos.

Ama o teu próximo como a ti mesmo ou, não matarás (sobretudo o teu próximo visto que é aquele que deves amar) seria assim estendido aos clientes e f ornecedores. A ética do homo economicus desaconselha que se mate quer o nosso cliente quer o nosso fornecedor de artigos que podemos revender com boa margem ou obter para consumo a preço muito interessante.

Não se tem conseguido até agora estabelecer relações económicas mutuamente vantajosas entre o Ocidente e o Médio Oriente onde, para complicar mais as coisas, persiste uma cultura da morte mais acentuada do que no Ocidente.

Por cá já se apreciou muito os actos de heroísmo da carne para canhão da Guerra de 1914-18 e de vez em quando há quem fale que já não há valores pelos quais valha a pena dar a vida (morrendo). Felizmente tem-se observado uma evolução no Ocidente para lutar por valores pelos quais se dá a vida vivendo.

Mas não se pode continuar a “ignorar” os desastres que se desenrolam no Médio Oriente porque eles acabam por vir dar à nossa porta, como ontem aconteceu com estes atentados horríveis em Paris. Com esta escalada do nível de violência o Ocidente terá que intervir com maior intensidade nos seus vizinhos. Resta determinar como melhorar a estratégia seguida até aqui que acaba de se revelar insuficiente.

Há quem se interrogue porque será a França um alvo importante dos atentados terroristas. Mesmo assim o atentado que causou maior número de mortos na Europa continua a ser o da estação da Atocha em Madrid. Mas existe uma razão simples, a França tem uma interacção forte com o mundo árabe e é um bode espiatório externo muito óbvio quando as coisas correm mal por lá.

Não é por acaso que existe em Paris o Institut du Monde Arabe, uma organização com sede num edifício magnífico inaugurado em 1987 do arquitecto Jean Nouvel e Architecture-Studio ( ).

Uma das fachadas tem este aspecto exterior




que vista no detalhe se constata ser composta de vidro e dispositivos metálicos de geometruia variável cuja imagem fui buscar aqui




tendo reduzido o número de pixels na imagem anterior e enquadrado o detalhe na imagem seguinte, mostrando que cada orifício do dispositivo metálico tem uma dimensão regulável




e usando padrões geométricos de inspiração tão frequente na decoração dos edifícios árabes.

Na imagem seguinte mostro o interior do edifício cuja imagem fui buscar aos prémios Aga Khan para Arquitectura




constatando-se o sucesso na criação dum ambiente que capta a atmosfera de alguns edifícios dos países em que é preciso alguma protecção contra o excesso de luz.