2019-06-12

O BREXIT e a Corrida ao Poder


Enviaram-me num e-mail esta representação eloquente do andamento do BREXIT através deste novo modelo automóvel inglês, o "Vauxhall BREXIT" imaginado por Kevin Bazeley .


A legenda diz que "O Vauxhall Brexit parece que se dirige num caminho mas, quando se move segue por outro e afinal não faz ideia para onde vai".


A corrida actual à liderança do partido conservador com tantos candidatos fez-me lembrar episódios passados na empresa em que trabalhei, sobre liderança de projectos de sistemas de controlo adjudicados a fornecedores exteriores: o  responsável pela gestão do projecto Brexit (nesta analogia a Theresa May) tentou chegar a um acordo com a outra parte (neste caso a União Europeia) sobre como ultrapassar as dificuldades encontradas na negociação de algo nunca antes realizado (uma saída da UE).

Nessa analogia, outros elementos da minha empresa criticavam o líder dizendo que ele contemporizava demais com o fornecedor e que eles teriam obtido melhores condições, tal e qual como fizeram os deputados do parlamento do Reino Unido, quer dos Conservadores quer das Oposições. Porém, noutros projectos eles também tinham contemporizado por também terem considerado que isso era melhor do que resolver o assunto em tribunal.

Estamos na fase dos treinadores de bancada, veremos como se comporta o que conquistar a liderança.

2019-06-06

Sol Lewitt no Espaço Espelho d'Água


No mês de Abril/2019 fui a uma festa no Espaço Espelho d'Água e deparei-me com esta parede ao fundo, que fotografei, tendo posteriormente desfocado as mesas com convivas.


Com alguma surpresa vi numa tabuteta ao lado que a obra era de Sol Lewitt, de 1990, conforme se verifica na imagem seguinte


Presumo que esta obra seria intitulada "Planificação de pirâmide polícroma sobre parede dourada".

Continuo com alguma dificuldade em admirar a arte contemporânea, existem muitas obras a que sou indiferente. Esta achei visualmente agradável, se bem que não me tenha entusiasmado.



Noutro dia li o livro "O Valor da Arte" de José Carlos Pereira, publicado na colecção "Ensaios da Fundação Francisco Manuel dos Santos", na esperança:
- de apreciar melhora a natureza da arte contemporânea;
- de compreender a razão dos valores estratosféricos que atingem algumas obras de arte, independentemente de serem ou não contemporâneas.

Embora o livro contenha considerações muito sensatas, progredi pouco nestas duas esperanças com que iniciei a sua leitura.


2019-06-04

Rectas sobre Tons de Azul ou Revisitando o Céu





Hesitei no título a dar a esta imagem abstracta, como primeira tentativa pareceu-me que "Rectas sobre Tons de Azul " seria muito adequado.

Talvez Sol Lewitt aprovasse esta descrição que, dada a simplicidade da composição, me parece até mais exacta do que as descrições usadas  por esse famoso artista, por exemplo aqui.

No fundo ou  fundo, faz lembrar este "Céu Azul" e também esta "Primavera com Azul" de há um ano.

Os tons de azul fazem pensar no céu de Lisboa na Primavera e no Azul Monocromático

Mas a imagem não será tão abstracta como parece à primeira vista.


Há muitos anos a iluminação eléctrica das cidades e a electrificação dos edifícios levou ao surgimento de um emaranhado de fios de transporte de energia eléctrica que perturbavam a paisagem urbana. Há muito tempo que esses fios migraram para caminhos subterrâneos e para caminhos adequados dentro dos edifícios.

Portanto, esta abundância de fios que se vê em certas zonas de algumas cidades devem ser fibras ópticas transportando informação da internet, para as quais ainda não foi possível organizar melhor o seu percurso.

Completo as duas fotos anteriores com esta


tirada na mesma rua ou numa muito próxima, com o título mais completo "Céu de S.Petersburgo em dia de sol no acesso da Avenida Nevsky à Igreja Luterana de S.Pedro e S.Paulo".

2019-06-01

São Petersburgo (2)


Em Maio/2008 fiz um post com umas imagens que eu recolhera em 1994 em São Petersburgo, 3 anos apenas após a extinção da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.

Na segunda metade de Maio/2019 revisitei São Petersburgo e visitei Moscovo, inserido num grupo excursionista, constatando que São Petersburgo está muito diferente do que era há 25 anos atrás.

Para um excursionista as maiores diferenças são a existência de outros turistas em número já apreciável, o aparecimento de montras de lojas nas ruas tornando-as mais animadas, e os jovens já falarem inglês e pouco se distinguirem dos jovens da Europa ocidental. As diferenças continuam acentuadas nas pessoas da terceira idade.

Começo por mostrar uma igreja ortodoxa que me pareceu paroquial, no sentido de servir o bairro em que se situa, não atraindo devotos de longas distâncias e que se localiza facilmente procurando no Google Maps por "Svyato-Isidorovslkaya Tserkov, Sankt-Peterburg, Russia"






Fiquei a pensar se estes topos de torre em forma de bolbo terão alguma vantagem funcional ou se serão apenas decorativos.

Não percebi tão pouco qual a divisão de espaço interior do edifício pois neste caso o que estava aberto na altura em que o visitámos (fora do programa da excursão) era uma sala pequena onde estariam umas vinte pessoas.

Fotografei depois esta instituição religiosa da imagem que segue, que fica em "Nikol'skaya Ploshchad', 1, Sankt-Peterburg, Russia, 190068", a menos de meio kilómetro a pé da anterior



Numa visita posterior, fora do programa, também constatei que o espaço usado pelos fiéis na altura da minha visita não tinha o pé-direito que se esperaria observando o edifício do exterior.

Como se vê estava um sol glorioso e um céu muito azul, o guia dizia que só havia sol em 75 dias por ano, tivemos portanto sorte. As cúpulas e agulhas douradas dos edifícios devem animar o pessoal quando o tempo está cinzento e ficam gloriosas quando lhes bate o sol.

No caso desta imagem dei-me ao trabalho de tirar os cabos que cruzavam o céu em muitas direcçoes, como se pode constatar na imagem seguinte que era a original. É uma terefa simples quando o fundo é um céu azul, mas os cabos "têm tendência" para passar também em frente do motivo principal da foto e nessa zona apagar os cabos é mais trabalhoso.


Para finalizar deixo uma foto dum barco potente a passear no canal adjacente aos edifícios da imagem anterior. Normalmente estas fotos com reflexos do sol na água não me saiem bem mas estas máquinas fotográficas modernas ajudam cada vez melhor os fotógrafos amadores.


A presença com alguma frequência de barcos caros como estes nos canais de S.Petersburgo é também um sinal de novos  tempos.



2019-05-28

Caligrafia Kufic


Já não sei há quanto tempo descobri que algumas construções geométricas existentes em mesquitas, que eu tomara por elementos decorativos, eram afinal caracteres da caligrafia Kufic, uma escrita muito antiga com as variantes geométricas de pendor decorativo.

Googlando (Allah in Kufic) apareceu-me logo esta imagem


Desconhecendo a escrita árabe recorri à Wikipédia procurando o nome de Allah (em inglês é mais rápido) e escrevi este post onde aparece a figura seguinte


 em que refiro também este medalhão na Hagia Sofia em Istambul


Da comparação das 3 imagens anteriores concluí que na cúpula desta mesquita em Yazd, no Irão estava o nome de Alá


bem como na mesquita de Lisboa ao pé da Praça de Espanha que fotografei em Maio/2017 de dentro do carro


e de que mostro o detalhe do prisma quadrangular no tecto da mesquita referida


Adenda: um colega amigo perguntou-me onde é que eu tinha tomado conhecimento da existência da caligrafia Kufic. Fiz então uma pequena investigação que tentara evitar com a frase de abertura deste post: "Já não sei há quanto tempo descobri..."

Julgo que vi pela primeira vez a referência à caligrafia "kufi" num artigo de Jay Bonner intitulado "Three Traditions of Self-Similarity in Fourteenth and Fifteenth Century Islamic Geometric Ornament" que referi neste meu post sobre Escher.

Provavelmente googlei (kufi) e apareceu-me este artigo sobre "Caligrafia Kufi Quadrada" que referi neste post com um índice dos posts que fiz sobre o Irão.




O termo "Caligrafia Kufi Quadrada" teria sido um título mais adequado para este post pois a caligrafia Kufi abrange um conjunto mais vasto do que o que trato aqui mas opto por manter o título inalterado.


2019-05-15

Imagem gigante de Gueixa


No passado dia 7 de Abril almocei ao pé desta imagem gigante do que julgo representar uma gueixa, no restaurante de comida japonesa Arigato, no Parque das Nações.

A escala da imagem é dada pela mesa, na base da foto.

Com este grau de detalhe do motivo talvez aprenda a desenhar gueixas num futuro mais ou menos distante.




2019-05-11

Chuvinhas de Maio


Bastaram umas chuvinhas nestes dias de Maio para que a vegetação dos canteiros da Rua Cidade de Bolama no bairro dos Olivais desabrochasse num mar de verde como se pode ver aqui




de onde destaquei o que me parece ser uma Agave





Isto não são campos mas são verdes como eles, fez-me lembrar a canção do Zeca Afonso "Verdes são os Campos":





2019-05-09

Os Números como Figuras de Retórica


A maioria dos comunicadores de Portugal não gosta de números, gosta mais de truísmos como "as pessoas não são números" e outras frases parecidas, que servem como barreira a qualquer discussão baseada em factos que apresentem características que faz sentido quantificar.

Uma consequência é que qualquer número que apareça num jornal no meio de uma notícia tem que ser verificado, pois a probabilidade de ser incorrecto é muito elevada.

No caso da recente análise da UTAO (Unidade Técnica de Apoio Orçamental da Assembleia da República) ao custo da recuperação integral do tempo de serviço o jornal Expresso noticiou na sua edição online de 8/Maio/2019, que segundo cálculos da UTAO, o impacto da recuperação referida seria um terço inferior ao valor apresentado pelo ministro Centeno conforme se constata na figura



onde se refere que seria "30% abaixo".

Entretanto esta manhã, no Expresso Cuto que recebo por e-mail, na versão das 8:41
referia que "a contagem integral do tempo dos professores custa menos de um terço do que o anunciado por Mário Centeno":




Bem sei que provavelmemnte foi involuntariamente acrescentado um "de", tendo ficado "custa menos de um terço" (portanto menos de 33%) onde deveria estar "custa menos um terço" (portanto 67%) mas é aborrecido tropeçar nestes enganos.

Antes de 1988 os funcionários públicos estavam isentos do pagamento do imposto profissional porque se considerava que não fazia sentido o Estado estar por um lado a pagar o salário e no mesmo instante a reter o imposto. Porém, com a introdução do IRS em 1988 e consequente extinção do imposto profissional e de outros impostos "cedulares" então existentes considerou-se na altura que seria melhor tratar fiscalmente os funcionários públicos da mesma forma que os outros trabalhadores por conta de outrem, como me parece ser o caso nos países da OCDE. Mesmo assim as comparações dos vencimentos dos funcionários públicos com os dos outros trabalhadores por conta doutrem são muitas vezes mal feitas por ignorarem que a média das qualificações dos funcionários públicos é maior do que a média dos outros trabalhadores.

Não tive acesso aos pressupostos das contas da UTAO que não foram divulgados  à população em geral mas o que tenho ouvido suscita-me as maiores reservas sobre a validade desses cálculos e a oportunidade da divulgação dos mesmos da forma parcial como foi feita, sem referência aos seus numerosos pressupostos. 

Parece-me que a divulgação como foi feita se destina a fornecer  munições retóricas contra o governo, em vez de contribuir para uma discussão serena (na medida do possível...) deste assunto.



2019-05-07

Os papéis dos géneros aureolados


No último domingo de Páscoa, no passado dia 21/Abril, assisti a vários baptizados numa missa na igreja do Campo Grande.

Nos dois nichos laterais da nave principal dessa igreja existem fundos brancos criados por painéis com alguma transparência dando origem em cada nicho a uma zona iluminada por janela de forma redonda situada por trás de cada nicho e dando para a rua.

Colocadas em frente dessa dessa zona iluminada estão figuras de Nossa Senhora e de S. José cuja cabeça está convenientemente colocada em frente do centro do halo ou auréola existente no fundo branco de cada um dos nichos, como se pode ver nas imagens seguintes


Estava a achar este aproveitamento das janelas redondas muito interessante quando finalmente reparei no aggiornamento das representações dos papéis femininos e masculinos:



Neste caso a mulher, representada pela Nossa Senhora de Fátima está literalmente nas nuvens, concentrada em oração, enquanto o homem representado aqui por S. José (com algumas ferramentas de carpinteiro) se ocupa do "Baby Sitting" do Menino Jesus.

Que diferença nesta representação da Sagrada Família em relação aos milhares de representações da Madona com o Menino Jesus de outros tempos!



2019-05-02

A Malva cheirosa revisitada


No início de Setembro de 2018 fotografei no Algarve uma planta que me disseram ser a Malva cheirosa e que referi neste post.

No passado fim-de-semana passei pelo mesmo canteiro e colhi uma folha que me desapontou pois não tinha o cheiro tão agradável que eu encontrara no passado mês de Setembro.

Volto a mostrar as folhas de que falo



A experiência tem-me mostrado que as plantas são muito mais promíscuas do que a sua fixação com raízes a um local fixo levaria a supor. O pólen viaja grandes distâncias com a ajuda do vento e de animais polinizadores, dando origem a misturas que não ocorrem nos animais, dificultando a identificação das espécies.

Quem segue mesmo vagamente o tema constata a dificuldade da classificação das espécies botânicas e as muito frequentes reclassificações de plantas desde que se tem acesso ao ADN respectivo.

Googlando (Malva sylvestris e Pelargonium graveolens) passei em diagonal por este sítio onde se confirma a complexidade da botânica.

Googlando (harvesting Pelargonium graveolens) fui dar aqui onde dizem que na ilha da Reunião plantam em Fevereiro e fazem a colheita em Maio e Junho mas isso é numa latitude tropical, semelhante à de Madagascar, não é no Algarve.

No mesmo artigo dizem "... rose-scented geranium produce maximum leaf growth with high oil content under warm, sunny condition and oil content normally increases from the onset of flowering and reduces after full blooming...", o que faz sentido. O cheiro das folhas aumenta com o desabrochar das flores para atrair os insectos, diminuindo a seguir.

Mas é curioso que existam plantas onde os cheiros, presumo que para atrair polinizadores, seja produzido numa parte da planta diferente da flor

Na próxima visita, com tempo mais quente, irei verificar se as folhas voltaram a produzir perfume.





2019-04-20

Prados dos Olivais (7)


No ano de 2016 publiquei vários posts com o título "Prados dos Olivais", o último da série teve o número 6, retomo-a agora se bem que de vez em quando tenha falado das plantas dos Olivais Sul.

Desta vez gostei do aspecto fresco do coberto vegetal depois destas chuvinhas de Abril de que deixo aqui dois exemplos







2019-04-18

O incêndio da catedral da Notre-Dame de Paris


Anteontem tive muita pena quando tomei conhecimento de que a catedral Notre-Dame de Paris estava a arder.

Era um sítio que eu tentava sempre visitar de cada vez que passava por Paris e onde me sentia muito bem.

Acho que a minha última visita foi em 2009, quando numa excursão à China se fez uma escala em Paris implicando uma espera de 5 horas no aeroporto, que aproveitei para uma ida e volta no RER com visita curta à catedral de que então fotografei a fachada


e os dois vitrais do transepto que mostrei neste post.

Parece estranho que um incêndio desta dimensão possa ocorrer, como parece mais provável, devido precisamente a obras em curso de reparação da catedral.  Estes incidentes relembram-nos que quando as actividades humanas correm bem, esse facto não se deve apenas a vivermos no século XXI e numa civilização muito desenvolvida mas também porque nessa actividade específica foi colocada muita dedicação e cuidado pelos seres humanos responsáveis pela sua execução.

Tenho lido algumas notícias que tratam este evento como o fim desta catedral com centenas de anos, ou o sinal de decadência inexorável da França, da Europa , ou talvez mesmo da civilização ocidental. Esta forma de respeito pelo legado da História tem aspectos curiosos pois revela falta de conhecimento dessa mesma história.

Um monumento como a catedral de Notre-Dame cuja construção se iniciou no século XII e “terminou” no século XIV, sofreu certamente ao longo do tempo numerosas vicissitudes. Na Wikipédia referem que a catedral chegou ao século XIX em bastante mau estado, tendo sido recuperada por obras que duraram 25 anos, datando dessas obras a espira que agora foi vítima do incêndio.

Nos anos 60 do século XX, com o abandono do uso do carvão no aquecimento das casas citadinas, substituído por combustiveis líquidos, por gás ou por aquecimento eléctrico, houve por toda a Europa uma operação de limpeza da pedra de numerosos monumentos e as catedrais de paredes negras regressaram finalmente à sua cor mais ou menos original. Durante décadas a população foi privada da cor da pedra usada na construção das catedrais, tendo de se contentar com uma cobertura preta incaracterística.

Certamente que imensos pormenores da catedral estão exaustivamente registados tornando possível uma recuperação da maior parte do que se perdeu, dando ainda lugar a animadas discussões sobre as obras necessárias.

No fundo o que se perdeu foi mais o usufruto pleno da catedral durante uns tantos anos.

Neste sítio da BBC têm uma descrição bastante completa do que se passou e publicaram estas fotos elucidativas da evolução do incêndio


e mais estas do colapso do pináculo central


e este desenho mostrando as partes mais atingidas:


O incêndio parece ter começado no pináculo e propagou-se depois às numerosas vigas de madeira que suportavam o telhado da catedral. No entanto, boa parte dessas vigas não chegaram a cair no chão por terem ficado retidas pelas abóbodas em pedra que formam o tecto da catedral. Houve contudo parte dessa abóboda que cedeu ao peso do telhado.


Termino referindo outro post deste blogue intitulado “Construindo e destruindo catedrais” em que tenho algumas imagens do magnífico livro do David Macaulay explicando como construíam as catedrais, e algumas fotos da destruição de Gdansk (antiga Dantzig).

Temos gozado décadas de paz na Europa devido à União Europeia e as guerras no continente eram bastante mais nefastas (para usar um eufemismo) para os edifícios em geral e as igrejas em particular do que estes incêndios acidentais.

2019-04-14

Flores dos Prados dos Olivais Sul, com luzes diferentes


Neste início de Primavera tenho levado algumas vezes os netos no meu percurso diário habitual pelo bairro dos Olivais Sul, para repararem na variedade de plantas que neles existem.

Em 2008 recolhi umas florinhas e fiz uns arranjos em pequenas jarras com as flores colhidas como se vê aqui, e aqui.

Depois contentei-me em observar as flores nos prados mas desta vez achei contraproducente impedir as crianças de fazerem uma pequena colecção do que foram vendo.

Depois voltei a arranjar umas jarrinhas com parte da colheita mas não me decidi pela luz mais favorável pelo que publico as 4 variantes:

Flores dos Prados dos Olivais, luz de fim de tarde com céu azul


Flores dos Prados dos Olivais, luz de fim de tarde com céu azul e lâmpada fluorescente tubular cor 2700ºK em cima em simultâneo


Flores dos Prados dos Olivais, de noite com lâmpada fluorescente tubular cor 2700ºK em cima e controlo de brancos em  automático


Flores dos Prados dos Olivais, de noite com lâmpada fluorescente tubular cor 2700ºK em cima e controlo de brancos para luz de cor 3000ºK

Acho que gosto mais da 1ª e da 3ª.



2019-04-11

Teia de aranha


Tenho-me dispersado por várias actividades e constatei agora que neste mês ainda não publiquei nada. Recorri então a esta imagem duma teia de aranha que fotografei em Dez/2018. As gotas de água revelam a teia duma forma muito bela.




2019-03-31

Side Salads


Desta vez fui para um termo inglês, o termo "Salada de acompanhamento" parece-me com mais significado do que dizer que é uma salada "para ficar" ao lado, mas apreciei o ritmo do termo em inglês.

Tenho vindo a reparar que os morangos à medida que são vendidos com tamanhos maiores vão ficando menos doces e acho que noutro dia me aparaceu uma salada com morangos além de outros produtos.

Dado este período que atravessamos de temperaturas mais altas apeteceu-me fazer umas saladas de acompanhamento com morangos.

Têm leito de alface, rodelas finas de pepino cortadas com descascador manual de batatas/fruta, um morango fatiado em cada uma, algumas rodelinhas de tomate-cereja, bocadinhos de noz e pimenta preta moída. Azeite  e vinagre ficaram para a mesa.





2019-03-27

Prados para piqueniques


Talvez por ter perdido o cabelo bastante cedo não gosto de ficar durante muito tempo ao sol.

Assim aprecio prados à sombra como este, que sugere frescura nestes dias subitamente quentes


ou ainda o seguinte, em que tive a dificuldade habitual de obter uma exposição adequada, a câmara do telemóvel (mas com máquinas fotográficas normais este problema também se coloca) tira a média da luz que está a chegar, ficando o conjunto um bocado sobreexposto


Desta vez, num programa de processamento de imagens, usei uma correcção gama de 0,5 tendo obtido este resultado que me parece mais de acordo com o  que vi


É nestes locais à sombra onde se fazem os melhores piqueniques no Verão, como se pode também constatar aqui.



2019-03-23

Recenseamento étnico


Acabo de ler no Jornal Expresso um artigo referindo um grupo de trabalho nomeado pelo governo para estudar a inclusão de uma pergunta inédita que permita caracterizar no próximo Censo a componente étnico-racial da população em Portugal .

Fez-me lembrar um interlocutor que uma vez me disse a propósito de um tema em discussão pública acesa nessa altura: Portugal é um país que tem poucos problemas, talvez por isso os  portugueses se dediquem a inventar problemas que não existem para terem assuntos para discutir.

No artigo do jornal Expresso alegam que há quem nesse grupo defenda que será preciso conhecer melhor a composição étnico-racial de Portugal para poder desenhar políticas de integração de acção afirmativa, como por exemplo quotas para admissão às universidades e à função pública.

Dizem também que a resposta à pergunta será de resposta facultativa, não indo portanto contra a Constituição.

Porém eu interrogo-me sobre qual será a utilidade da resposta pois para concretizar acções afirmativas para integrar minorias que se caracterizam pela componente “étnico-racial” é preciso começar por definir critérios que discriminem os membros das diversas comunidades.

Trata-se assim dum método extraordinário em que para proceder à integração começa-se por discriminar quem se pretende integrar. Será que recomendam o método do lápis no cabelo usado pelos racistas da África do Sul durante o apartheid?



Por outro lado, não existindo critérios de definição de raça, que como se sabe é um conceito impossível de definir de forma objectiva pois não tem base científica, recorrer a “sentido de pertença definido pelo próprio” para acções afirmativas de acesso às universidades ou à função pública parece “imprudente” ou mesmo inclassificável.

Por outro lado interrogo-me porquê restringir à função pública as acções afirmativas? Se fizessem sentido não deveriam aplicar-se a todos os empregadores operando em Portugal?

Considero que o estabelecimento de algumas quotas, de carácter limitado no tempo, para as mulheres é uma forma aceitável de acelerar o fim de discriminações que têm existido na nossa sociedade e é fácil definir o sexo feminino excepto para uma muito pequena minoria de cidadãos com sexo mal definido.

Definir a identidade étnico-racial-cultural de cidadãos cria muito mais problemas do que os que pretende resolver, os problemas de integração na sociedade portuguesa actual são sobretudo de discriminação económica contra a qual existem algumas medidas que essas sim deveriam ser melhoradas.

A propósito de identidade cultural referi neste post o livro “Identidade e Violência” do Amartya Sen.

Se os partidos definissem a sua posição entre incluir ou não esta “pergunta para caracterizar a composição étnico-racial” no próximo censo isso poderia ajudar os eleitores a definir o seu sentido de voto numa das próximas eleições.

2019-03-21

Árvores em flor


Enquanto não chegam as flores dos jacarandás temos estas, de menor porte mas também bonitas, como habitualmente nos Olivais






2019-03-20

11º Aniversário


Comecei este blogue em 2008-03-17, faz agora portanto 11 anos. Por esta altura começa a Primavera, desta vez o Equinócio é hoje às 21:58 e costumo fotografar a exuberância das plantas neste fim do Inverno pelo que mostro aqui mais um prado dos Olivais, bairro urbano de Lisboa com provavelmente a maior percentagem de zonas verdes desta cidade


Antes usava o Sitemeter para fazer estatísticas das visitas, entretanto esse serviço desapareceu e agora uso um contador do próprio blogspot que nesta altura mostra 900.952 como "Número total de visualizações de páginas", gosto de ter visitantes mas não sei bem qual o significado deste número. Noto que ainda não chegou a 1 milhão.

Desta vez achei que seria interessante compilar um índice dos posts de aniversário (mais dia, menos dia) da primeira década.  Apenas um dos posts não continha imagem.




2018-03-17 Campo de flores no 10º aniversário


2017-03-18 Dormir faz bem

2016-03-17 Casos de estudo: Lula da Silva e Fátima Felgueiras


2015-03-19 Lake Palace em Udaipur

2014-03-17 Árvore com ninho à beira-rio



2013-03-18 Juventude


2012-03-17 Ar

2011-03-07 Fogo


2010-03-17 A Terra


2009-03-17 O Mar, de pernas para o ar


2008-03-17 Primeiro post: O Mar