2015-05-26

O aparecimento das folhas de uma árvore


No final do Inverno do ano passado dei uns passeios a pé aos domingos pelos Olivais Sul e, tendo observado o aparecimento das primeiras folhas em algumas árvores pensei em fotografar com uma periodicidade semanal o estado de uma árvore enorme que já referi aqui e que, pelo que li num post do "Dias com árvores" parece-me agora que será um Populus x canadensis, enfim, uma variedade de choupo.

Tirei fotos cerca das 11:00 em 2014-03-09 (Domingo), em 2014-03-16, em 2014-03-29 (um Sábado, 2 semanas depois), em 2014-04-08 (uma terça-feira) e talvez já farto interrompi a série e tirei uma final (na Primavera seguinte) em 2015-05-08 da parte da tarde, em princípio com as folhas em estado estacionário (nem a aumentar nem a diminuir).

Foto de 2014-03-09:




Foto de 2014-03-16:




Foto de 2014-03-29:




Foto de 2014-04-08



Foto de 2014-05-08





2015-05-25

Origami de "pequeno dodecaedro estrelado" (dir-se-á assim?)



O Museu do Oriente anda a promover uma série de conferências de Mestres do Origami, como por exemplo esta do mestre Kunihiko_Kasahara.

Não frequentei este curso mas através da Wikipedia cheguei ao conhecimento da existência dos "modular origami", origamis feitos com origamis clássicos (produzidos a partir duma folha de papel dobrada) que se encaixam uns nos outros para produzir o "Origami modular".

Fiquei também a a conhecer o "small stellated dodecahedron" (pequeno dodecaedro estrelado?), um poliedro não convexo que se obtém colocando pirâmides de base pentagonal em cada uma das faces dum dodecaedro pentagonal.

Depois vi este filminho no Youtube

 

segui as instruções como se vê na 1ª foto


e concluí a construção (2ª foto),


enquanto via a Quadratura do Círculo, programa de título mais que adequado para se ir construindo sólidos geométricos.

2015-05-21

Logicomix


Este livro de Apostolos Doxiadis e Christos H. Papadimitriou, com arte de Alecos Papadatos e Annie di Donna tem um formato muito original, apresentado sob a forma de Banda Desenhada, falando sobre a procura no século XX de fundamentos sólidos para a Matemática.

Existem uns narradores que vão conversando sobre como será a melhor forma de apresentar o assunto, tendo assim o livro referências a si próprio.

É a  autoreferência que está no âmago dos paradoxos mais difíceis de resolver, é também ela que possibilita a consciência, uma forma de autoreferência que faz parte da essência da nossa humanidade, se bem que existam outros animais que também apresentam consciência.

Tenho-me vindo a aperceber que a percentagem de pessoas com doenças mentais é muito maior do que eu pensava, embora continue a achar exagerada a percentagem de 25% que foi referida na comunicação social como existente em Portugal.

Atribuo essa minha ignorância a um certo pudor, ou medo, ou vergonha em as pessoas se referirem a problemas mentais e não fazia ideia da quantidade de matemáticos ou de familiares de matemáticos que tiveram este tipo de doenças.

O livro refere grandes partes da vida de Bertrand Russel que os autores “usam” como personagem condutora da sua história, uma escolha que me pareceu muito acertada pois ele interagiu com a maior parte dos matemáticos com actividade relevante neste domínio da Matemática. Assim nos “quadrinhos”, na maior parte do tempo, ou aparecem os autores a falar sobre o livro e o tema ou o Bertrand Russel a falar sobre o seu trabalho, a sua vida e os encontros que teve com outros Matemáticos/Filósofos da Lógica.

No final do livro tem umas notas curtas sobre as pessoas de que o livro fala e lá encontramos Aristóteles, Atena, George Boole, Georg Cantor, Círculo de Viena, Ésquilo, Gottlob Frege, Kurt Gödel, David Hilbert,  Gottfried Leibniz, Giuseppe Peano, Henri Poincaré, Bertrand Russel, Alan Turing, John Von Neumann, Alfred North Whitehead e Ludwig Wittgenstein!

Li o livro com muito interesse e recomendo-o vivamente!

* * *

Fui à procura de Gödel neste blogue e encontrei vários posts onde consta o seu nome.

Volto a mostrar um rótulo auto-referente que encontrei no museu do Louvre e que mostrei aqui.



2015-05-20

Alain de Botton – As Notícias: Um manual de utilização



Quando eu  era muito jovem o meu pai comprava-nos livros da colecção Formiguinha e depois da leitura exigia-nos que lhe contássemos a história que acabáramos de ler com as nossas próprias palavras.

Ficou-me daí um pequeno trauma de infância relacionado com a palavra “depois”. Era uma palavra difícil de evitar, na ligação entre os diversos episódios do livro, por vezes o “e depois” podia ser substituído por o “e então”, mas à mais pequena distracção havia sempre um “e depois” que se inseria sorrateirament no discurso.

Não sei se é por esse hábito que neste blogue vou falando dos poucos livros que vou lendo, presumo que deve haver alguma ligação

Neste caso trata-se dum livro do Alain de Botton, filósofo que nasceu na Suíça, que vive em Inglaterra e que tem tido enorme sucesso nos livros que publica e nos programas para a televisão que tem feito.

Claro que com tanto sucesso seria praticamente inevitavel que o viessem classificar como escritor pouco profundo, que dará uma ideia completamente errada dos temas que trata, etc.

Eu não cheguei a ver na íntegra os programas que passaram na TV, nessa altura não havia a facilidade das gravações automáticas mas uma vez que o ouvi falar sobre religião apreciei a interpretação que deu do pecado original e que referi aqui.

Neste livro concordei com a maior parte das observações, faz-me contudo impressão que os defeitos por ele apontados e que são tão numerosos não tenham sido eliminados há muito tempo. A persistência do que parecem ser defeitos gritantes nos meios de comunicação social deve ter raízes mais profundas do que as expostas no livro, caso contrário já teriam desaparecido. De qualquer forma o livro está cheio de recomendações que parecem boas

Os títulos dos capítulos são Prefácio, Política, Notícias do mundo,  Economia, Celebridade, Catástrofe, Consumo e Conclusão.

Passo a citar algumas passagens soltas do livro:

“… as notícias deviam ajudar-nos … a reconciliar-nos com a dificuldade que consiste em sermos capazes de imaginar a perfeição ao mesmo tempo que não somos capazes a garantir – por uma série de razões estúpidas mas inamovíveis”

Claro que o autor refere a predominância das notícias negativas sobre as positivas. Embora estejamos agora no meio de uma crise considerável, o país melhorou imenso desde o 25 de Abril de 1974. No entanto, durante todo esse período de grandes melhorias não se passou um ano em que não predominasse a opinião que caminhávamos a grande velocidade para a nossa ruína.

Esta citação

“Uma gaffe jornalística é qualquer coisa que uma pessoa importante inadvertidamente diz ou faz num momento de distracção – e que (como toda a gente sabe) de modo nenhum reflecte as suas ponderadas opiniões – e à qual os noticiários se aferram, e se recusam a larger, insistindo em que a gaffe é forçosamenteum indicador de uma profunda e vergonhosa verdade”

fez-me lembrar o vergonhoso episódio que se passou com António Guterres quando, após lhe comunicarem que a mulher tinha um cancro no fígado, foi dar uma conferência de imprensa em que se enganou num cálculo mental. A população em geral e os jornalistas em especial teceram considerações idiotas sobre as suas fracas capacidades, criticando com displicência um aluno e politico brilhante!

O autor aponta ainda a confusão entre o que é novo e o que é importante: “O ritmo do ciclo noticioso é implacável. Por muito momentosos que sejam as notícias de ontem – os deslizamentos de terras, a descoberta do corpo meio-escondido de uma rapariga, a humilhação de um politico outrora poderoso-, cada manhã toda a cacofonia começa de fresco.”

No livro tem uma fotografia do autor num bosque de bétulas que mostro ao lado, foi uma coincidência curiosa eu ter mostrado um quadro do Klimt sobre um bosque de bétulas no post anterior

2015-05-15

Klimt



Tenho mostrado poucas obras deste pintor austríaco que muito aprecio.

Depois de dizer em post anterior que não era natural ter árvores solitárias mostro este bosque de bétulas, com cores outonais para variar da actual Primavera



Há uns tempos recebi num e-mail a imagem da esquerda que não conhecia



O uso frequente de dourado por Klimt coloca problemas delicados na reprodução das pinturas, pois o dourado reflecte intensamente a luz, sendo mais afectado pela cor da luz incidente.

Andei à procura de reproduções desta obra pela net e tive dificuldades, aqui encontrei esta versão do lado direito que me parece mais próxima do original, mas que sofreu uns cortes. Na realidade a da esquerda parece-me agora uma cópia tomando muitas liberdades do original. Chama-se “Serpentes Aquáticas I”.

Gostei deste detalhe que mostro a seguir e que me parece ainda mais próximo do original




Há algo que me escapa nas reproduções digitais dos quadros do Klimt.


 




Tenho referido que a reprodução exacta das cores de um quadro é uma tarefa nada trivial.



No entanto o tipo de variação de que são exemplo as duas reproduções acima faz-me pensar na existência de mais do que um “original” da mesma obra, no limite o próprio Klimt poderá ter feito várias versões de um mesmo quadro.



Neste caso a que me parece mais fiel é a que mostro ao lado, que encontrei na Wikipedia desta vez foi um pouco mais difícil, diz que está no palácio Belvedere em Viena e que foi feita entre 1904 e 1907.



Acabo de descobri num livro da Taschen – Público (jornal) as Serpentes Aquáticas I muito parecidas precisamente a esta imagem da Wikipédia:

































De 1904 a 1907, Klimt produziu ainda “Serpentes Aquáticas II” outro quadro lindíssimo que mais uma vez nos dá a ver imagens que parecem tiradas de um sonho (para não dizer "oníricas")



Além dos quadros, Klimt deixou numerosos esboços, alguns deles preparando quadros futuros, outros como fim em si próprios. As mulheres predominam como motivos, quer nos quadros quer nos esboços.

Neste site tem numerosas obras de Klimt, incluindo muitos esboços mais ou menos eróticos de que seleccionei este, talvez precursor de sereias.




2015-05-13

Comparação da OCDE de alunos de 76 países











A OCDE, Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, comparou a preparação de alunos de 15 anos de diversos países nos domínios da Ciência e da Matemática.


Em 76 países Portugal está 30º lugar, o que me parece muito bom, para o único país da Europa que em 1974 tinha ainda um terço da população analfabeta.


Vi a referência a este estudo neste artigo da BBC World News, mostro a lista de classificações e depois um mapa, ambos copiados do site da BBC

2015-05-12

A solidão das árvores dos jardins


Embora num post mais antigo tenha referido uma multidão de choupos-bébés na última foto desse post, fiquei na altura na dúvida se se tratariam de novos rebentos se de desenvolvimentos a partir das raízes da árvore aí existente.

Um dia destes, ao constatar que os ulmeiros ao pé da minha casa estavam a largar milhares de sementes, pus umas tantas sobre algodão regado com água e verifiquei a sua germinação. Agora ando a fazer criação de ulmeiros num pequeno vaso, um dia destes ainda tenho uma floresta-bonsai!

Este sucesso inicial com a germinação fez-me reparar que, quer no canteiro em que estão os dois ulmeiros quer noutro canteiro próximo, existem actualmente dezenas de rebentos de ulmeiro.

Só então me apercebi quão artificial é a existência de árvores solitárias nos nossos jardins, certamente que os jardineiros suprimem os rebentos que germinam todos os anos à volta delas, caso contrário o normal seria termos florestas de árvores em cada canteiro!

Nesta época muitas árvores estão num frenesim reprodutivo, produzindo dezenas ou mesmo centemas de milhares de sementes. Foi o caso deste choupo enorme nos Olivais Sul


que espalhou sementes envoltas numa substância parecida com algodão que criou uma mancha branca no chão à volta do seu tronco, chão que mostro a seguir em pormenor


junto à base do tronco a camada de sementes ainda é mais espessa



finalizando com uma imagem do tronco e de algumas folhas para confirmar que se trata de um choupo





2015-05-08

Ulmeiro, uma parede vegetal


Ao passar ao pé de dois ulmeiros dos Olivais Sul referidos aqui, dos poucos sobreviventes desta espécie, agora cobertos de uma folhagem nova, não resisti a fotografá-los com o telemóvel, fazendo posteriormente um reenquadramento e um ajuste (redução) do brilho da imagem




Depois pensei que talvez ficasse melhor uma foto tirada com uma máquina fotográfica e, depois de reenquadrar e reduzir o brilho obtive esta imagem de quase a mesma cena




Entretanto descobri que de há uns tempos a esta parte o Picasa faz "melhoramento automático" das imagens que lá ponho. Desliguei esse "melhoramento" nas definições.

A imagem seguinte é o enquadramento original no formato 4.3, também escurecido mas um pouco menos




e esta era a foto original




Acabo por ter dificuldade em escolher uma em detrimento de outra. As que estão mais escuras parecem-me mais próximas da sensação que tive quando as vi. Porém, isso será válido para o meu PC que tem um monitor específico com regulações próprias. Noutro PC o aspecto será diferente e é impossível para mim saber como é que as pessoas que vêem este blogue verão estas imagens e outras que vou apresentando. É a vida.


2015-05-06

Wings to Paradise


Passei por 2 filmes que me encantaram. Tratam da filmagem de aves, muitas vezes migrando, sobrevoando sítios conhecidos, com a máquina de filmar incrivelmente perto

Wings to Paradise 1 of 2 (11:37)

- Cegonhas sobre Istambul: 1:42 a 2:10
- Grous sobre Veneza: 2:36 a 3:20
- Gansos talvez sobre a Irlanda aos 5:27
- Grous sobre Chenonceau no vale do Loire dos 5:55 aos 6:54
- Grous sobre campos floridos da Holanda dos 6:54 aos 8:03
Depois tem ainda uns gansos a passar ao pé do Monte St.Michel e cruzando as rochas brancas de Dover, mostrando finalmente a equipa a filmar.




Wings to Paradise 2 of 2 (13:56)
África, Flamingos, Gelo, Cisnes e Grous


2015-05-05

Campo Alentejano


Fui ao Alentejo, constatando que o campo lá é diferente dos canteiros do bairro dos Olivais Sul em Lisboa.

Tem mais alcachofras



há giestas e umas flores roxas


e ainda grande profusão de malmequeres



2015-05-02

Salada de autodidacta


Derivada do cocktail de camarão, de que tem o camarão, a alface e o molho cocktail




coloquei a alface na base, umas rodelas de pepino à volta do prato para pôr os  camarões por cima (embalagem de 200g de miolo de camarão cozido que basta descongelar, 100g por prato) cortei um tomate pequeno aos bocadinhos para dar cor no centro, fatiei o abacate mas mantive as fatias unidas para suportar o molho cocktail e do lado oposto ao abacate pus meio ovo cozido também fatiado.

Fiz uma espiral de maionese sobre o tomate para decorar e temperar um pouco a salada. Não faço ideia das calorias que tem, não devem ser muitas.


2015-04-30

Tecnologia- Fotovoltaicas


Em 15 de Março deste ano reparei numa textura estranha nos edifícios da Marina de Portimão na Praia da Rocha:




olhando com mais atenção constatei que o tecto dos caminhos de acesso aos apartamentos da marina tinham sido integralmente cobertos com células fotovoltaicas, conforme se pode constatar na ampliação seguinte:





Estou convencido que esta instalação é recente, depois do Verão de 2014, embora o meu último registo fotográfico da zona seja do Verão de 2006, quando estavam a construir a torre feia do radar ao pé do farol de Ferragudo.




Desconheço as razões que levaram à instalação das células fotovoltaicas naquele sítio específico, houve uma altura antes do resgate de 2011 em que o governo de Portugal, à semelhança do governo da Alemanha, pagava uma tarifa de 40c€/kWh aos produtores de energia usando tecnologia fotovoltaica, quando a energia eólica estava a ser remunerada a cerca de 10c€/kWh e o preço do kWh no mercado grossista ibérico andava à volta dos 5c€/kWh, quando o preço de venda no consumidor doméstico é agora cerca de 15c€/kWh.

Depois duma primeira atribuição de licenças de produção fotovoltaica com direito a tarifa assegurada realizou-se outro concurso que ficou deserto. Neste segundo concurso o Estado também concederia licenças de produção com direito a tarifa assegurada por alguns anos a quem desse mais dinheiro para ter esse direito.

O conceito parece interessante, pois todas as tecnologias de energia tiveram no seu início subsídios estatais mas nesta modalidade o Estado está a vender o direito a vender energia a um preço muito elevado por alguns anos, penalizando assim os consumidores futuros de electricidade com um sobrecusto pois as receitas arrecadadas pelo Estado na venda do direito à tarifa regulada não ficam dentro do sector eléctrico. Seria mais razoável outorgar a licença a quem se propusesse fornecer a energia com a tecnologia desejada pelo menor preço.

Por vezes as alegadas rendas excessivas na área da energia correspondem a compensações por contributos que as empresas de electricidade deram ao Estado em situações de maior apuro, tratam-se de direitos que foram comprados, sendo portanto “adquiridos”, tão adquiridos como os dos credores que avançaram dinheiro para terem depois direito aos juros e à devolução do capital emprestado.

Existe um “mercado secundário” para esses direitos, que corresponde simplesmente às transacções sobre a propriedade das instalações produtoras licenciadas.

Parecia-me um bocado absurdo o pagamento de 40c€/kWh, considerando eu que seria melhor financiar estudos para baixar o preço das células fotovoltaicas. Agora acho que estava equivocado. É difícil uma comissão avaliar quais os processos industriais mais promissores de melhoramento de uma dada tecnologia. Com uma gestão cuidadosa dos incentivos é possível estimular a descoberta de novos processos industriai, além das economias de escala que são inerentes à produção.

No gráfico que mostro a seguir, que retirei da publicação “Fraunhofer ISE (2015): Current and Future Cost of Photovoltaics. Long-term Scenarios for Market Development, System Prices and LCOE of Utility-ScalePV Systems. Study on behalf of Agora Energiewende”




constata-se que em 10 anos a tarifa de remuneração da fotovoltaica reduziu-se de 40 para menos de 10c€/kWh de 2005 a 2015.


A nível mundial outro gráfico da mesma publicação mostra o dinamismo da indústria fotovoltaica.





Quando o preço das células fotovoltaicas for competitivo para o consumidor doméstico sem necessidade de qualquer subsídio, vai ser praticamente impossível de evitar a montagem maciça de células fotovoltaicas nas casas particulares, mesmo que seja apenas para autoconsumo. Vai então haver grandes mudanças no sector eléctrico.

Em Portugal a APREN, Associação de Energias Renováveis, é uma das instituições activas na promoção destas energias.

No próximo dia 4/Maio realiza-se em Évora uma conferência sobre energia solar, comemorando o dia internacional do sol.

2015-04-27

Desenhar árvores



De vez em quando falo neste blogue na dificuldade em desenhar e/ou pintar árvores.

Estas árvores na pintura indiana de Nihal Chand do post anterior, de que mostro aqui um detalhe

 

pareceram-me à primeira vista excessivamente estilizadas, sobretudo a do meio deste conjunto de 3 árvores no fundo do cenário.

No entanto olhei com mais atenção para algumas fotos que tenho tirado e constatei que esta árvore, que larga um perfume muito agradável na rua Cidade de Moçâmedes, tem as folhas dispostas em estrela como no quadro



bem como esta no depósito de água dos Olivais Sul , no topo da rua Cidade de Bissau



Ou ainda esta ao pé dum campo de rugby em Monsanto




acabando por concluir que a estilização das árvores do quadro indiano está bastante realista.


Relembro imagens já mostradas neste blogue das árvores duma pintura de Perugino (1450-1523) na Capela Sistina em Roma,


e estas de Pintorichio (1454-1513), na biblioteca Piccolomini na catedral de Siena



a selva em ”O sonho” de Henri Rousseau, a sua última obra, no ano da sua  morte em 1910



a palmeira rodeada por duas agaves de M.C.Escher, gravada em 1933



e “Le blanc seing” (o cheque em branco) de René Magritte em 1965



Ainda não tinha mostrado “L’éclair” (1959), também de Magritte,



e  “The lost jockey” (1948), ainda de Magritte, onde se constata o trabalho que dá desenhar árvores mesmo quando não têm folhas