Há alguns anos que tenho levado netos de forma relativamente regular à Piscina Municipal do Vale Fundão em Lisboa. Há algum tempo reparei que estavam a construir edifícios novos ao pé dessa piscina em que no topo estavam a instalar painéis que conjecturei serem fotovoltaicos.
O aspecto inovador desses prédios levou-me a que noutro dia, vi agora que foi em 27/Fev/2026 por volta das 5 da tarde, visitá-los de mais perto. Na altura, uma moradora que saía de um dos dois blocos, a que talvez eu tenha perguntado se eram apartamentos para venda, informou-me que eram casas da Câmara de renda acessível com várias tipologias em número de quartos.
Vi depois numa placa que os dois blocos foram inaugurado pelo presidente da CML em 31/Jul/2025.
Os blocos A e B têm as varandas viradas para dentro do conjunto, como se vê na imagem seguinte, com outro bloco maior mas semelhante ao fundo, inaugurado em 12/Dez/2025, como “Edifício do Vale Formoso de Cima nºs 292 e 294”.
Gostei da fachada com varandas grandes, fizeram-me lembrar varandas antigas de dimensão generosa que costumavam existir nas traseiras dos prédios de alguns quarteirões, suportadas por pilares de ferro fundido.
Existe uma urbanização recente à Beira Tejo, atravessada pela Rua Maria José Nogueira Pinto, em Braço de Prata, concebida pelo Atelier italiano de Renzo Piano - RPBW Arquitetos, em que varandas são também dispostas em frente umas das outras.
Conjecturei que os painéis no topo do edifício seriam fotovoltaicos, achei muito positivo que fossem instalados de raiz, evitando problemas de instalação no futuro num topo não preparado para esse efeito.
Apreciei estas paredes metálicas no rés-do-chão, que fotografei numa revisita em Abril, cinzentas que ao longe ou segundo alguns ângulos parecem opacas
mas ao perto revelam outra natureza
e com alguma boa vontade avista-se o que parece ser uma bicicleta colocada ao alto num suporte metálico
Trata-se afinal duma arrecadação ampla para o conjunto do prédio, onde se podem guardar bicicletas, aparelhos que além de sujarem o interior das casas ocupariam nelas um espaço enorme. Poderá servir também para o armazenamento temporário de alguns monos antes do seu transporte para outra casa ou para o lixo. Estas arrecadações costumam ser sítios lúgubres, mal ventilados e mal iluminados que neste caso têm iluminação diurna abundante e vemtilação quase como ao ar livre. Numa parede existia um armário com vários cacifos.
Talvez nesta se veja melhor
Numa empena aplicaram o mesmo perfil metálico com buraquinhos que nesta imagem estão invisíveis
mas que noutra imagem se deixam ver
Googlando (Vale Formoso de Cima) cheguei rapidamente a este sítio da SRU, Sociedade de Reabilitação Urbana criada pela CML em 2004, que encomendou este projecto a “Inês Lobo Arquitectos, Lda. - Arq.ª Inês Lobo”.
Googlando (SRU Vale formoso de cima fotovoltaicas?) cheguei a um pequeno artigo no Linkedin da LisboaSRU em que se confirma que os painéis são fotovoltaicos, existindo bombas de calor para aquecer água que servirá para aquecimento dos apartamentos e para água quente, podendo a geração de electricidade diminuir a quantidade de electricidade importada da rede da E-Redes. Não vi informação sobre a repartição dos custos da produção de água quente pelos seus consumidores
Retirei deste artigo no Linkedin esta fotografia aérea dos três edifícios deste projecto
com “Edifício do Vale Formoso de Cima nºs 292 e 294” em primeiro plano e os Blocos A e B lá ao fundo, mais ou menos no enfiamento do edifício no primeiro plano.
Lembrei-me agora da canção do Sérgio Godinho em que cantava após o 25/Abril que aconteceu há 52 anos "...a Paz, o Pão, Saúde, Educação..." . Todas estas quatro coisas requerem um esforço contínuo, as revoluções removem obstáculos mas não garantem a continuidade do esforço.
Provavelmente este post terá continuação.

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