Acabo de ler o livro com o título em epígrafe de Nuno Palma, economista e professor catedrático na Universidade de Manchester tendo coordenado investigação na “Comparação do Desenvolvimento” de diversos países.
A 1ª edição foi em Nov/2023 e esta 4ª edição (revista e actualizada) foi impressa em Jan/2024.
O título é sugestivo e o autor escreve de uma forma fluida, com uma argumentação convincente durante 296 páginas, com abundantes Notas, que seriam de rodapé, ocupando 57 páginas e ainda uma rica Bibliografia ocupando 36 páginas (357-392), mostrando tratar-se da obra de um académico.
Quando se quer fazer comparações do desenvolvimento duma sociedade é natural comparar sociedades numa mesma época mas acaba por ser inevitável comparar uma dada sociedade na época actual, com a mesma sociedade numa época passada, para ver a velocidade com que essa sociedade evoluiu. Uma pessoa interessada nestas comparações acaba por ter uma matriz com as situações de várias sociedades em várias épocas.
Calcular indicadores económicos relevantes é uma tarefa difícil. É melhor que não ter indicadores do que se passou e se passa mas há certamente bastante imprecisão nos valores a que se chega,
Segundo o autor Portugal não esteve atrasado em relação a outros países da Europa desde a sua criação até ao século 18 e a mítica riqueza do Oriente foi mais apropriada pela Coroa do que pelo resto da sociedade, considera que a religião católica não foi factor de pobreza e que a Inquisição não foi tão diferente de outras instituições repressivas de países protestantes como nos quiseram fazer crer.
Existe actualmente uma tendência para identificar o Marquês de Pombal como estando na origem do nosso atraso devido à expulsão dos Jesuítas em 1759 que privou 20000 alunos do ensino secundário de qualquer escolaridade. Referi essa tendência no post “Matemática em Portugal” em que refiro livro de Jorge Buescu com esse título. Nesse livro é citado o historiador Henrique Leitão (“As correntes historiográficas dominantes durante o século XIX e quase todo o século XX olharam para estes acontecimentos de forma pouco crítica, tomando como base das suas análises os textos da própria propaganda pombalina...”) historiador também citado neste livro de Nuno Palma. Contudo Jorge Buescu refere que o nosso atraso no uso da numeração árabe em Portugal, em comparação com outros países europeus, vinha de mais longe.
Antes do Marquês de Pombal, na entrada do século 17 para o 18 foram descobertas grandes quantidades de ouro no Brasil, a chamada maldição dos recursos, que dificulta a produção local que passa a ser substituída por importações de outros países, enfraquecendo também a pressão dos governados sobre o monarca.
Do século 19 confirmei a ideia que tinha das dificuldades das invasões napoleónicas, das guerras entre liberais e absolutistas, das sucessivas crises políticas e das finanças públicas que culminaram da instauração da República em 1910.
O livro é também muito crítico da governação da Primeira República de 1910 a 1926 em que a estabilidade apenas se verificava na constância da instabilidade governativa e na aprovação de leis, nomeadamente do ensino público, que depois não eram aplicadas.
O livro dedica 39 páginas (211-249) ao período do Estado Novo e 38 páginas (250-287) à Época Contemporânea. Manifestando discordância em relação à ausência de eleições livres, à censura, à falta de liberdade, chama a atenção que o regime foi incomparávelmente mais brando do que quer o nazismo alemão quer o fascismo italiano. Destaca também anos de grande crescimento económico e uma diminuição apreciável do analfabetismo.
Eu diria que as finanças públicas no regime de 1910-1926 foram afectadas pela participação na guerra de 1914-18 para a defesa do império português, política que julgo ser aprovada pela classe dirigente de então. Quanto ao analfabetismo, que foi mais eliminado no Estado Novo do que na 1ª República eu diria que estamos a comparar os resultados de 16 anos (1910-1926) com 48 (1926-1974). Contudo no final do Estado Novo o país ainda tinha 25% de analfabetos, um número único no panorama europeu. Lembro-me de ouvir pessoas ricas preocupadas com a alfabetização que iria criar falta de homens para trabalhar no campo e falta de criadas de servir.
Tendo eu nascido em 1949 vivi na 2ª metade do Estado Novo, lembro-me da criação da ADSE (Assitência na Doença aos Servidores do Estado), da existência da Caixa Geral de Aposentações para os funcionários públicos e da criação das Caixas de Previdência para os trabalhadores do sector privado e lembro-me também que a adesão à EFTA (European Free Trade Association) potenciou grande crescimento económico. Dado o baixo ponto de partida do PIB nacional era mais fácil ter taxas de crescimento maiores.
O livro fala pouco dos 13 anos de guerras coloniais serôdias e do serviço militar da época que descrevi no post que publiquei em Abril /2024 intitulado “O Serviço Militar Obrigatório há 50 anos”. Entre finais de 1963 e 1971 o país passou de 9022 milhares de residentes para 8624, uma perda de 418 mil habitantes, menos 4,62%, como se constata nesta tabela sobre a População de Portugal na Pordata.
E além dos problemas graves existiam os ridículos, como a licença anual sobre o uso de isqueiros na via pública, para proteger os fabricantes nacionais de fósforos. As autoridades policiais podiam exigir a exibição dessa licença sob o risco de multa e eventual apreensão do isqueiro.
Quanto à época contemporânea, começa citando a frase popular “O pior cego é o que não quer ver” não sei se referindo o que se fez ou se referindo o que não se fez. O texto desta parte é bastante crítico. Tirando umas referências positivas ao Engº Mira Amaral, o autor é um crítico forte da governação nesta época, comparando as verbas da União Europeia entregues a Portugal para minorar o seu atraso às remessas de ouro do Brasil, uma variante da maldição dos recursos.
Uma boa parte dessas verbas facilitaram dotar o país duma rede de auto-estradas e de vias rápidas que muito facilitou ganhos de escala das empresas, facilitando também a importação e exportação de mercadorias por via terrestre. Uma parte dessas verbas serviu também para outros países da União Europeia colocarem os seus produtos em Portugal e eventualmente fazerem investimentos na criação em Portugal de algumas fábricas, custa acreditar que a União Europeia nos envie um maná pelos nossos lindos olhos.
Resumindo, gostei de ler o livro mas mantenho muitas reservas ao seu conteúdo.
2026-10-06
As Causas do Atraso Português
2026-09-24
Os Escravos na ONU
Já há algum tempo que me irrita esta conversa da necessidade das reparações do transporte transatlântico de escravos da África para a América (do Norte, Centro e Sul), designadamente quando Rebelo de Sousa, o então presidente de Portugal, referiu o tema numa visita a Cabo Verde, dando a oportunidade ao presidente de então de Cabo Verde mostrar mais bom senso dizendo que não era assunto urgente nem adequado para ser tratado na praça pública.
Esse tráfego de seres humanos não é motivo de orgulho de Portugueses nem de outros países Europeus, mas não teria sido possível sem a participação activa de africanos que capturavam escravos e os vendiam nas feitorias europeias instaladas em diversas partes da costa de África.
As doenças existentes no interior de África eram fatais para os Europeus até à descoberta do quinino no século XIX, como componente activo existente na casca de uma árvore do Peru, que desde o século XVII era conhecida dos espanhóis como remédio para a cura de algumas febres,.
Assim, se os europeus e os americanos indemnizassem países africanos fornecedores de escravos, corria-se o rico de compensar descendentes dos africanos que participaram na captura de africanos para venda aos transportadores europeus.
Não obstante, o disparate prosseguiu o seu caminho como constatei neste post “Escravos nas Nações Unidas” publicado do blogue “O Pimentel” em 26/Mai/2026 , quando em Março/2026 a ONU aprovou na Assembleia Geral a Resolução A/80/L.48 com o texto em inglês num ficheiro .pdf acessível aqui.
Na altura pensei em referir o absurdo da aprovação desta resolução mas entretanto meteu-se o Verão e o assunto ficou adiado.
Agora tomei conhecimento neste post de 23/Set/2026 da publicação do livro “Os Escravos na ONU”, edição da Guerra e Paz, que será apresentado já no próximo Sábado, 26 de Setembro às 17.30 h., no Museu Bordalo Pinheiro – no Campo Grande lisboeta, nas imediações do Estádio José de Alvalade.
O livro de 100 páginas explicita de forma mais completa a argumentação já apresentada no post de Maio/2026 “Escravos nas Nações Unidas” acima referido.
2026-09-19
Eva Gonzalèz, pintora impressionista
Passei por este artigo da revista Beaux Arts, sobre a pintora Eva Gonzalèz (1847-1883), de quem o pintor Édouard Manet foi amigo e mentor.
Gostei deste quadro apresentado nesse artigo, intitulado "Le Réveil", pintado em 1877
Tive umas peripécias mecânicas com o meu carro, já algo vetusto, que me deixaram pouco tempo para escrever neste blogue. Um dia destes retomo.
2026-09-07
Fotografias do eclipse lunar de 28 deAgosto de 2026
O meu cunhado João Brisson, cujas fotos referi num post anterior deste blogue, fez uma ganda noitada para ver e fotografar o eclipse lunar acima referido.
Na minha juventude, quando já era um adolescente sénior, as noites estivais duravam até às duas da manhã na ausência de ida a discoteca, enquanto neste último caso as noites se prolongavam até às quatro da matina. Com os meus filhos os dois valores acima referidos sofreram uma translação de duas horas, passando assim para as quatro e seis respectivamente. Não sei como será que os meus netos vão resolver a presença do nascer-do-sol caso repitam a translação de duas horas da geração que os precedeu.
Neste caso o meu cunhado provou que ainda tem capacidade para os horários dos seus filhos, esteve acordado a fotografar a Lua desde as quatro e tal até quase às sete da matina, momentos antes do nascer do Sol com a foto das 06:52 que mostro no fim.
Passo a mostrar a primeira sequência de fotos da Lua durante este eclipse
Link para Facebook do J.Brisson desta primeira sequência de imagens
em que a abertura da câmara foi ajustada para a parte mais iluminada desse planeta, nota-se que a sombra da Terra sobre a Lua é claramente maior do que a própria Lua, constatando-se ser possível nalguns casos que a Lua fique integralmente contida no cone de sombra da Terra. Uma consequência imediata desta situação é a duração muito maior dos eclipses lunares em comparação com os solares.
Fotografando a Lua com uma teleobjectiva, como foi o caso, é possível ajustar a abertura da máquina fotográfica para a zona escura da Lua, sendo então possível confirmar o tom vermelho da luz reflectida por ela, se bem que neste caso a parte iluminada fique sobreexposta, como se constata na segunda sequência tirada. As fotos da segunda sequência mostrada a seguir foram sendo tiradas em alternância com as da primeira em que a abertura era umas vezes apontada para a zona iluminada, noutras para a sombria:
Link para Facebook do J.Brisson desta segunda sequência de imagens
Para finalizar mostro a Lua após o seu eclipse e minutos antes do nascer do Sol nesse 28/Ago/2026
2026-08-30
Obra de Arte Total no Museu dos Agostinhos em Toulouse
Noutro dia, ao passar por um email do ex-colega e amigo João Miguel, que continua o seu labor no Blog Sugestões sobre eventos culturais na próxima semana, vi nesse email uma referência ao magazine Beaux Arts sobre a reabertura do Museu dos Agostinhos em Toulouse, que após fecho de 6 anos reabriu em Dezembro/2025 com grande afluência de visitantes desde então.
Gostei muito da primeira imagem do vídeo que passo a mostrar
uma sala em que se apresentam diversos capitéis românicos existentes nos edifícios da ordem dos Agostinhos datados na maior parte do século XI ao século XIII.
Os capitéis, que se colocam no topo das colunas, servem de transição entre a coluna e os elementos estruturais dos tectos, que nesta época costumavam ser os arcos. Os capitéis desta época eram decorados com diversas figuras esculpidas na pedra.
Fui à procura do artista contemporâneo que teria concebido esta sala usando o Google Imagens e cheguei ao artista Jorge Prado, um cubano que viveu muitos anos nos EUA, sendo esta obra referida neste curto artigo que encontrei na Internet.
Dizem nesse artigo que se trata duma "Gesamtkunstwerk" uma palavra alemã comprida, literalmente traduzível para "Obra de Arte Total" que me lembro de ter visto muito usada nos comentários sobre arte feita na Áustria no início do século XX.
Entretanto fui ver as fotos que tirei nesse museu em 2005 em 5/Jun, um domingo adjacente a uma reunião da IESOE (Interligação Eléctrica do Sudoeste da Europa) uma organização de que eram membros os operadores das redes de Muito Alta Tensão da França, Espanha, Portugal, Marrocos, Argélia e Tunísia.
Constatei que a sala dos capitéis româmicos já existia com uma configuração parecida à actual, mais austera:
No mesmo museu havia uma pintura de Delacroix, pintada em 1845, cerca de 10 anos depois duma estada do pintor em Marrocos, intitulada "Maulay abd-er-Rahman, sultan du Maroc, sortant de son palais de Meknes"
Uma versão de boa qualidade deste quadro pode ser vista neste artigo da Wikipédia.
2026-08-16
Eclipse Solar de 12/Ago/2026 no Alvor
Estando eu no Algarve, receando as brumas das Astúrias e os engarrafamentos, acabei por ver o eclipse com 93% de ocultação máxima no Alvor, concelho de Portimão.
No aldeamento da Prainha existe um grande relvado onde, segundo a lenda, se disputaram grandes partidas de futebol entre o Norte e o Sul de Portugal.
Desta vez não houve futebol mas um ajuntamento pacífico de famílias e amigos, como aconteceu em milhares de sítios de Portugal:
A minha sombra de fotógrafo está no canto inferior direito.
2026-08-08
Ar Condicionado
Há muito tempo que pretendia fazer um artigo sobre ar condicionado sem saber como começar. e pensei agora que podia fazê-lo falando duma pergunta no jornal New York Times
Pergunta do New York Times, where are these apartments?
Shoreditch, London, U.K.
Brooklyn, New York, U.S.
Poblenou, Barcelona, Spain
M50 Art District, Shanghai, China
O meu raciocínio inicial foi:
- Em Londres “nunca” se vêem Ares Condicionados nas janelas;
- Em Nova Iorque é comum ver Ares Condicionados nas janelas;
- Em Barcelona a conversão de edifícios industriais foi mais recente, quando já havia modelos split;
- En M50 Art District em Xangai, aplica-se o mesmo raciocínio que para Poblenou
Depois do sucesso da minha “educated guess” de Brooklyn e antes de escrever este artigo investiguei alguns tópicos na internet.
Existem evidências que a humanidade tem usado diversas técnicas para manter conforto há milénios, desde os portáteis leques, aqui e aqui, passando pelo tamanho das janelas e alpendres, até às torres de captação de vento na Pérsia e condicionadores de ar menos elaborados, também no Irão.
Mais recentemente, segundo a Wikipédia, “a primeira unidade moderna de ar condicionado foi inventada em 1902 por Willis Carrier, em Buffalo, nos EUA”. A máquina destinava-se a arrefecer e desumidificar o ar numa empresa gráfica que tinha problemas no Verão quer com o papel quer com as tintas que usavam.
O ar era condicionado, não ficando apenas mais fresco embora essa fosse a função predominante quando em 1947 começou a instalação maciça de Ares Condicionados nos lares americanos, que fiquei a saber quando googlei (quando começaram a instalar aparelhos de ar condicionado nos lares americanos?) obtendo:
«...
- 1947–1951: Com modelos mais compactos aperfeiçoados por engenheiros como Henry Galson e a comercialização em larga escala pela Carrier, o preço tornou-se módico.
- Década de 1960: O ar condicionado tornou-se padrão na maioria das novas construções residenciais nos EUA.
…»
Colocar um aparelho de ar condicionado numa janela tinha a vantagem óbvia de não ser necessário fazer um buraco enorme na parede externa do edifício já construído mas reduzia a dimensão da janela e era mais fácil colocar o pesado aparelho sobre o parapeito, quando a posição ideal do aparelho para encher a casa de ar fresco seria o mais alto possível pois o ar fresco desce enquanto o ar quente sobe.
Este edifício que fotografei em 20/Out/2011
que o Google Images me informou ser referido neste sítio, onde dizem que se localiza em 2670-2672 Broadway/New York, NY 10025, foi construído em 1920, muito antes da data de 1947 acima referida, sendo visíveis vários aparelhos de ar condicionado nas janelas, instalados muito depois da construção, à semelhança do que acontece também no edifício à direita.
No mesmo dia fotografei estoutro
no 2350 Broadway, desta vez referido na Wikipédia como Bretton Hall (Manhattan), um edifício imponente, tendo nascido como um Aparthotel em 1903, actualmente constituído por 461 apartamentos para arrendar. Também aqui se vêem ares condicionados compactos instalados nalgumas janelas. Presumo que a natureza de apartamentos para arrendar torne difícil a instalação de aparelhos split, que vi muito pouco em Nova Iorque.
Ao preço a que estão os apartamentos em Manhattan, as novas construções terão certamente Ar condicionado pré-instalado, com a parte silenciosa instalada em todas as divisões e os compressores e permutadores de calor externos instalados de x em x pisos num piso de equipamentos industriais para não ficarem muito longe uns dos outros.
Passo a mostrar argumentos expandidos para as 4 hipóteses, dando uma pouco mais de destaque às duas últimas sobre Barcelona e Xangai
-Shoreditch em Londres é uma zona de antigos armazéns da época Victoriana mas em Londres é muito raro que casas/apartamentos tenham ares condicionados nas janelas;
- Brooklyn em Nova Iorque será uma possibilidade, com os antigos modelos de AC (ar condicionado), produzidos em grandes séries para casas particulares, formatados para precisamente serem colocados nas janelas dos apartamentos das cidades, que passaram a estar preparados desde a sua construção para serem dotados destes aparelhos de dimensões normalizadas, aparelhos para
- Poblenou é uma antigo bairro industrial de Barcelona que terá sido convertido recentemente para zona de habitação. Na altura em que os edificios antigos foram construidos os aparelhos de AC para edifícios industriais não eram comuns na Europa e quando foram adaptados para habitação, se instalassem AC seria certamente com aparelhos “Split” de que falarei a seguir.
Neste caso, ao googlar Poblenou apareceu-me este edifício antigo com uma
chaminé ao pé. Procurei-o no Google Images e depois no Google Maps e
cheguei a este sítio com a chaminé e o edifício industrial que mostrei
antes.
No Google Mapas verifiquei que o edifício industrial foi dotado de aparelho de Ar Cnndicionado no seu topo. Os edifícios adjacentes antigos que foram mantidos têm a parte do compressor e permutador externo nas varandas, não se vendo aparelhos de AC compactos em nenhuma janela.
- M50 Art District em Xangai: aplica-se o mesmo raciocínio que para Poblenou, com mais força ainda pois Xangai foi invadida pelos japoneses em Novembro/1937, seguindo-se a Guerra sino-japonesa até 1945, a continuação da Guerra civil chinesa que terminou em 1949 com a vitória do Parido Comunista Chinês, as peripécias dos primeiros anos de comunismo na China que apenas se começou a desenvolver rapidamente após a morte de Mao Zedong em 1976 e o regresso de Deng Xiao Ping ao poder em 1977. Quando começaram a desviar antigos edifícios industriais para habitação ou arte já existiam aparelhos split.
Googlando (M50 Art District em Xangai) passei por várias imagens e de vez em quando apareciam uns ACs split como por exemplo nesta imagem
Fotografei estes enormes prédios de habitação, que existem por toda a China e em especial em Xangai, ao passar dentro dum autocarro em 20/Agosto/2009
Na mesma foto ampliei o lado esquerdo mostrando que nesses prédios mais antigos os AC não existem em todos os apartamentos
enquanto nos que parecem mais recentes do lado direito todos os andares têm ACs splits nos mesmos locais, os exteriores colocados sistematicamente nas paredes por baixo das janelas
No mesmo dia em Xangai fotografei um predio que parecia mais moderno com os splits duplos e simples colocados de forma sistemática. Espera-se que os fabricantes de AC mantenham as dimensões exteriores para conseguir manter esta uniformidade
e o detalhe de uns 3 pisos
Talvez por eu ser engenheiro não me choca que não se esconda a presença dos ACs que tão úteis são.
Este artigo já vai muito longo, talvez faça depois uma sequela.
2026-07-26
Poster Decorativo
No meio das buscas no Google apareceu-me um anúncio duma firma "AmoreDesign" comercializando o que antes se chamava "posters", neste caso impressões sobre tela, que têm maior estabilidade nas cores do que as anteriores impressões em papel.
Chamavam à obra Floresta de Desejos,
Pareceu-me uma obra inspirada pelo Klimt, achei agradável e bastante alegre.
2026-07-13
Wild Fires
Não foi de propósito que este post apareceu depois do último em que falei das Alterações Climáticas mas deu-se o caso de na Newsletter que a Architectural Review me envia graciosamente existir esta fotografia de 2017, em Reading list 089: power struggles in US architecture
Pesquisei no Google Maps (eagle creek wildfire in Washington) fui dar ao sul do estado de Washington e pesquisando a seguir (golf course near Beacon Rock, Washington) localizei o Beacon Rock Golf Course. Na Street View em 45.64015564572575, -121.9847927159869, obtive esta imagem que não sendo o ponto de vista de onde foi tirada a foto anterior é verosímil caso a encosta arborizada ao fundo estivesse a arder.
É possível que algum efeito de zoom tenha dado a impressão que o incêndio estivesse mais perto.
No topo das montanhas nesta foto de 2024, 7 anos depois, parece que as árvores ainda estão com poucas folhas ou talvez ainda queimadas.
No artigo vi ainda este desenho irónico sobre um terreno queimado, numa crítica indirecta à reduzida eficácia de cartazes alertando para o perigo dos fogos florestais
As letras vêem-se um pouco mal mas são:FIRE DANGER
HIGH
TODAY
PREVENT FOREST FIRES
Tomo nota que também usam o termo "Fogos florestais", julguei que usavam mais o termo "Wild Fires".
Nos EUA e designadamente na Califórnia e outros estados da costa ocidental, a abundância de madeira barata e o receio de tremores de terra têm levado à adopção da madeira como material preferido para construir vivendas que ultimamente, com a dimensão cada vez maior dos incêndios, estes têm incinerado bairros inteiros de casas mais os automóveis que ficaram. Recentemente vi um retorno tímido a casas feitas com terra comprimida com pilares e vigas em betão pré-esforçado para obter casas mais resistentes quer ao fogo quer aos tremores de terra, procurar "rammed earth homes".
Ao ver a primeira imagem, com por um lado jogadores de golfe mais interessados no golfe do que em ver os incêndios gigantescos ali ao fundo, enquanto um casal contemplava os incêndios tendo aparentemente cessado a actividade golfista, lembrei-me desta figura do Escher "Queda de Água" em que existe um observador contemplando a ilusão do desenho em que a água flui naturalmente duma cota inferior para uma cota superior enquanto uma mulher está a estender a roupa para secar, ignorando o que se passa ao lado.
2026-07-10
Alterações Climáticas
Este blog, abreviatura de weblog (diário na rede, ou na teia) é influenciado pelo que acontece no dia a dia.. Com estas ondas de calor que aparecem tão “umas a seguir as outtras” que mais parecem um regime quase-estacionário é natural que uma pessoa se lembre das “polémicas alterações climáticas”.
Quer a IA do Google quer a Wikipédia(https://pt.wikipedia.org/wiki/Clima ) referem que o clima trata da caracterização estatística dos elementos meteorológicos, designadamente temperatura, precipitação, humidade, vento e pressão do ar, num período que a OMM (Organização Meteorológica Mundial) recomenda que seja 30 anos.
A noção de clima é importante para o público em geral e importantíssima quer para as organizações de protecção civil quer para os projectos de engenharia de equipamentos expostos ao ambiente.
Por exemplo, numa região como Lisboa em que a última vez que nevou, deixando um manto branco pelo menos durante algumas horas, ocorreu há cerca de 70 anos, seria um gasto inútil ter um conjunto de carros limpa-neves para manter as ruas transitáveis no caso de nevar outra vez.
No projecto de linhas de MAT (Muito Alta Tensão) não se deve ignorar o clima da região onde são implantadas. A temperatura do condutor duma linha aumenta o seu comprimento aumentando a flecha da catenária das linhas aéreas, aproximando o condutor do chão. É normalmente a distância do condutor ao chão que, para cada nível de tensão, define a capacidade máxima de transporte de energia duma dada linha. Em Portugal, além das características eléctricas da cada linha o factor ambiental mais importante no projecto é a capacidade de resistência ao vento. A IA do Google resume assim:
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As torres metálicas de Linhas de Muito Alta Tensão (MAT) são projetadas para suportar velocidades de vento extremas, geralmente entre 124 km/h e 148 km/h, dependendo da altura da estrutura e da sua localização geográfica. O cálculo exato segue normas rigorosas, como o Eurocódigo 1: Ações do Vento (NP EN 1991-1-4)
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Na preparação de equipamentos submetidos aos elementos meteorológicos, desde sempre a espécie humana tirou partido da existência do clima da região. Uma casa de habitação dura com facilidade mais de 60 anos, neste caso o dobro dos 30 anos acima referidos e uma pessoa constata a influência do conceito de clima na forma das casas e nos seus acessórios.
Por exemplo nesta casa de Londres as“bandeiras” (parte superior fixa da janela) chegam praticamente ao tecto das respectivas divisões que iluminam
Na casa seguinte na rua do Bonjardim no Porto as janelas estão praticamente encostadas umas às outras
Em nehuma das casas se vêem portadas exteriores ou estores para impedir a entrada directa dos raios do Sol, acessórios quase sempre presentas nas casas de Lisboa.
Por curiosidade tentei confirmar maior protecção contra o Sol em Olhão,sem grande sucesso, começando por esta casa numa rua de comércio com acesso apenas pedonal na maior parte do tempo
As janelas estão ligeiramente mais espaçadas do que no Porto mas as portadas de madeira são interiores. Embora as janelas tenham bandeiras nota-se um pé direito muito mais alto do que no Norte, para garantir frescura interior, as janelas não chegam ao tecto. Não sei a razão para se preferir portadas interiores, quando estão completamente fechadas talvez a madeira isole da radiação solar mas mal se entreabre a portada o calor da radiação solar penetra na habitação.
Lembrei-me dum ditado conformista em relação aos códigos de vestuário que impunham regras de roupa pouco fresca dizendo “Deus Nosso Senhor dá calor conforme a roupa”, neste caso também seria impossível regular a temperatura da habitação, Deus Nosso Senhor providenciaria a temperatura interior mais adequada.
Talvez as portadas sejam mais para segurança contra intrusão e daí serem interiores, poupando-as também à chuva ocasional no inverno.
Na imagem seguinte, ainda na zona das lojas, constata-se alguma evolução no projecto das casas
enquanto a casa central mantém características semelhantes à anterior, a do lado esquerdo tem portadas verdes de Madeira às ripas deixando entrar alguma luz indirecta mesmo quando fechadas e na do lado direito vêem-se estores exteriores. O maior espaçamento das janelas não se deverá a alterações climáticas mas ao aumento da dimensão das divisões das casas.
Na imagem seguinte da Avenida da República, onde passeei nas noites de Verão com a família e amigos, também se constata evolução no projecto das casas mais modernas, notando-se também o predomínio de terraços no topo dos prédios em vez dos telhados nortenhos. Nas casas mais modestas os terraços serviam para secar ao Sol os figos, as passas, etc.
Não resisti a esta reabilitação duma casa típica olhanense com terraços sucessivamente mais recuados, talvez se trate duma “gentrification” da zona.
Para finalizar esta secção das casas mostro ainda uma casa dum senhor de nacionalidade italiana que além de se ter naturalizado português constituiu aqui família tendo-se dedicado à produção de conservas de peixe. A casa que infelizmente ameaça ruína mantém o que suponho ser tradição siciliana, os quartos eram grandes e as janelas muito espaçadas e protegidas por portadas de ripas de madeira pintadas de verde com a possibilidade de deixar entrar alguma da forte luz do Algarve.
Nesta secção das casas, construções cuja forma depende do clima em que estão inseridas, espera-se que o clima seja estável durante um período compatível com a duração da casa que será mais do dobro dos 30 anos referidos pela OMM.
Sobre as alterações climáticas existem dois tipos de questões:
1) Estão em curso Alterações Climáticas?
2) Em caso afirmativo qual a causa e que medidas se devem tomar caso seja possível?
A Meteorologia tem feito progressos impressionantes desde 1970, altura em que os supercomputadores da CDC (Control Data Corporation), modelos 6600 e 7700 usados entre outros no desenho das asas do avião Concorde pela Aerospatiale em Toulouse, outros nos modelos meteorológicos globais. Qualquer telemóvel, daqueles considerados “smart”, terá maior capacidade de cálculo do que esses computadores.
Em relação à Climatologia, estudo do Clima e da sua evolução googlei (Agencies for computing the global climate model) obtendo
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Global Climate Models (GCMs) and Earth System Models (ESMs) require exascale supercomputing. They are primarily developed and operated by international climate research agencies and national meteorological services, coordinated by the World Climate Research Programme.
The world's leading modeling agencies and consortiums include:
- United States: NOAA Geophysical Fluid Dynamics Laboratory (GFDL), NASA Goddard Institute for Space Studies (GISS), and the Department of Energy (E3SM).
- Europe: European Centre for Medium-Range Weather Forecasts (ECMWF / Copernicus), the Max Planck Institute for Meteorology (Germany), and the Met Office Hadley Centre (UK).
- International Collaboration: The EC-Earth Consortium, which comprises a vast network of European meteorological and research institutes.
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A quantidade e qualidade da informação disponível para os cientistas bem como a complexidade dos processos de cálculo torna difícil a um leigo validar as conclusões destes organismos.Contudo, quer a importância económica de uma boa previsão quer a importância militar, além do brio profissional da maioria dos cientistas leva-me a acreditar mais neles do que nos lobbies pró energias fósseis.
Em relação à pergunta nº1, se estão em curso Alterações Climáticas, existe um argumento para mim inaceitável ao dizer que é sabido que ao longo dos milhões de anos do planeta Terra existiram diferentes climas quer em cada local quer no planeta no seu todo. Este argumento aniquila o conceito de clima, negando a sua existência uma vez que está tudo sempre a mudar. Se isto fosse razoável as casas construídas em Portugal ou em qualquer outra região da Terra teriam que estar preparadas para os frios siberianos,para os climas tropicais, para os tufões, para os nevões, para a secura do deserto e a humidade da floresta virgem, além das pragas de insectos de todos esses climas.
Há também a argumentação de que uma dada temperatura máxima também ocorreu no longíquo ano de 1900 e picos, conforme se pode constatar numa edição de um jornal a que, muitas vezes um jornalista teve um acesso fácil, como se um valor específico pudesse competir com a quantidade de valores que têm ocorrido e que foram registados nas gigantescas bases de dados das organizações que estudam o clima.
Existe ainda a necessidade de rever parâmetros de projecto de diversas construções caso se constate que os valores a considerar nos mesmos são insuficientes.
Sobre a presença de alterações climáticas considero que o degelo no Oceano Ártico é inescapável, a China está-se a preparar para explorar esta nova rota, o Ocidente está preocupado com a presença de navios chineses nesse Oceano.
Existe outra ligação às ondas de calor que os franceses chamam “La canicule” e nós “a canícula”. Antes de 2015, numa reunião da ENTSO-E o colega francês relatou as dificuldades que estavam a ter com as centrais nucleares com sistema de arrefecimento usando a água de rio, naturalmente recorrendo às torres de refrigeração, como as existentes na antiga central do Pego e na Termoeléctrica do Ribatejo, vizinha da antiga central do Carregado já desactivada.
O problema consistia no aumento de temperatura da água do rio em mais do que x graus permitidos pela legislação ambiental.
Depois destes problemas passaram a planear as manutenções das centrais nucleares de rio para o período de Verão, deixando operacionais todas as centrais nucleares cuja água de arrefecimento dependia do oceano.
Em princípio esta planificação seria simples de fazer e não se fazia por não haver problemas com o caudal dos rios usados pelas nucleares, indiciando alterações no clima francês.
Fui com alguma surpresa que li num jornal que estavam com problemas devido à “canicule”.
Ainda no ponto 2 existem contestações política/economicamente motivadas em que dizem que quem defende a presença das alterações climáticas devidas à queima em grandes quantidades de combustíveis fósseis ou são wokes, ou são de esquerda ou então idiotas úteis.
Recebi um link dum site em que mentiam dizendo que a NASA teria dito que o aumento da temperatura média se deveri a a aumento da actividade Solar. No site da NASA desmentiam com este texto:
«
No. The Sun can influence Earth’s climate, but it isn’t responsible for the warming trend we’ve seen over recent decades. The Sun is a giver of life; it helps keep the planet warm enough for us to survive. We know subtle changes in Earth’s orbit around the Sun are responsible for the comings and goings of the ice ages. But the warming we’ve seen in recent decades is too rapid to be linked to changes in Earth’s orbit and too large to be caused by solar activity.
One of the “smoking guns” that tells us the Sun is not causing global warming comes from looking at the amount of solar energy that hits the top of the atmosphere. Since 1978, scientists have been tracking this using sensors on satellites, which tell us that there has been no upward trend in the amount of solar energy reaching our planet.
A second smoking gun is that if the Sun were responsible for global warming, we would expect to see warming throughout all layers of the atmosphere, from the surface to the upper atmosphere (stratosphere). But what we actually see is warming at the surface and cooling in the stratosphere. This is consistent with the warming being caused by a buildup of heat-trapping gases near Earth's surface, and not by the Sun getting “hotter.”
»
Concluindo, os combustíneis fósseis são causa de grande poluição, têm estado na origem de numerosas guerras e têm facilitado o aparecimento de políticos gananciosos que se apropriam com alguma facilisdade da enorme riqueza que esses combustíveis representam. Estão também a ser consumidos a um ritmo muito maior do que aquele com que foram formados, não sendo uma solução sustentável enquanto o planeta Terra existir.
A Europa é uma região do globo com pouco petróleo donde seja mais que razoável que se concentre no desenvolvimento de energias renováveis que têm sido integradas no sistema eléctrico nacional com grande sucesso.
2026-07-09
Verdilhão
Vi esta pequena ave no aldeamento da Prainha, na altura com uma melodia algo monótona mas simpática, quase uma estátua, que me permitiu ir buscar a máquina fotográfica e fotografá-la sempre no mesmo ramo de uma amoreira, árvore cujas enormes folhas são usadas para alimentar bichos-de-seda.
Reenquadrei esta foto para ficar apenas com o motivo principal
Depois coloquei a foto no Google Imagens que informou tratar-se de um Verdilhão, o que faz sentido dado que neste quase contraluz o verde é a cor quase única.
Não confundir com vendilhão, um vendedor ambulante. Segundo o Evangelho Jesus Cristo expulsou os vendilhões que operavam próximo do templo de Jerusalém.
2026-06-21
Leituras de Sun Tzu
Citam Sun Tzu, o autor de "A Arte da Guerra" como tendo dito: "quando vês um adversário a fazer asneiras não o interrompas".
Lembrei-me disto ao ler o post do embaixador Seixas de Costa "Espírito de equipa" que transcrevo
"Não estou de acordo com quantos reclamam a saída da ministra do Trabalho. Tal como não defendo a substituição da ministra da Saúde. Nem do líder parlamentar do PSD. Não é prudente tocar nesta equipa."
2026-06-18
Destruir Prédios no Líbano
Parece uma cena do polícia bom e do polícia mau, finalmente BiBi (Benjamin Netanyahu) deu a oportunidade a Donald Trump de fazer de polícia bom a propósito da invasão do Líbano por Israel, afirmando numa conferência de imprensa na reunião do G7 em Evian que não era razoável destruir um prédio inteiro por estar lá um membro do Hezbollah, numa sequência de imagens transmitidas no jornal da RTP2 em 16Jun2026:
2026-06-15
Festa de aniversário de presidente dos EUA
O relvado Sul da Casa Branca em Washington foi usado para montar uma estrutura talvez temporária onde teve lugar um espectáculo de MMA (Mixed Martial Arts), como festa de aniversário do presidente dos EUA que referiu gostar deste espectáculo, passando a mostrar as alterações em fotografias que retirei dum artigo da BBC de 14Jun2026 (Why is Trump hosting a cage fight at the White House?), com o antes e o depois do relvado da Casa Branca
O "desporto" MMA (as aspas devem-se a que o considero mais um espectáculo do que um desporto) nasceu com regras que toleravam enorme violência pelo que há 30 anos foi interdito na maioria dos estados dos EUA. Ao longo do tempo introduziram algumas regras que o tornaram aceitável em estados que antes o proibiam. Continua contudo a ser um espectáculo muito violento, como se constata nesta foto incluída no artigo da BBC
No New York Times existe o artigo "Trump Unveils UFC ‘Claw’ Ahead of Cage Match at the White House" de onde tirei mais esta imagem com outra perspectiva do palco e bancadas sobre o relvado da Casa Branca
Fiquei algo desapontado por o Secretário da Defesa, Pete Hegseth, não ter participado neste torneio, ainda corre o risco de ser substituído no seu cargo por um destes valentes lutadores..
Por outro lado, este gosto do presidente por estas lutas e pelas guerras que tem iniciado, torna-o um bom candidato para um futuro Prémio Musk da Guerra, a ser financiado por Elon Musk e que será considerado uma espécie de prémio Nobel da Guerra num futuro que parece próximo.
2026-06-09
A vida antes do Google Maps, sem nostalgia
Estou a passar por uma "pequena" inundação" em casa, tive que mover todos os livros e gavetas de uma estante, que estava a ficar inchada com as gotas de água que lhe estavam a cair em cima, para conseguir retirá-la do sítio onde a água estava a cair.
No meio da movimentação passei por este livro antigo, que deixei de usar há décadas, à semelhança dos dois ou três mapas da cidade que o substituíram, que fotografei antes de o deitar para o lixo no contentor para papel.
Além de Lisboa tinha informação também sobre as ruas de freguesias que faziam parte de concelhos adjacentes.
As vias eram referidas por ordem alfabética, se era uma rua ou uma avenida,e para cada via dizia qual a via em que começava e qual a via em que findava. Um "A" seguido por um ou vários números indicava quais os autocarros que por ela passavam e um "E" informava sobre carreiras de eléctricos, um M aparecia nas vias raras servidas pelo Metropolitano.
Abri o livro numa página com ruas dos Olivais e para o manter aberto enquanto o fotografava usei uma pedra pisa-papéis
Para se ir a uma rua desconhecida consultava-se este livro e caso começasse ou acabasse numa rua conhecida o problema estava resolvido. Caso contrário ia-se investigar a rua inicial e a rua final até encontrar uma conhecida. Se se conhecesse uma rua por onde passava o o Autocarro ou o Eléctrico referido como passando nessa rua bastaria ir apanhar essa carreira de eléctrrico ou de autocarro, verificando na paragem qual o sentido em que se devia tomar o meio de transporte. À medida que se iam conhecendo as ruas da cidade a consulta tornava-se mais fácil.
Por curiosidade fui ver também a data da publicação que foi em 1975/76, a 11ªedição conforme consta na imagem seguinte
Eu consultava mapas com maior frequência do que este livrinho, mas quer o livro quer os mapas, com a enorme quantidade de construção no último quertel do século XX ficavam rapidamente desactualizados.
O último mapa que comprei e que consulto muito raramente foi este,
que tem a ponte Vasco da Gama indicando que é posterior a 1998, data da entrada em serviço dessa ponte e da inauguração da Expo98
Depois tirei uma foto com o mapa completamente desdobrado, mostrando a sua dimensão (100x 62cm)
É um mapa mais para consultar em casa , abrir uma mapa deste ao ar livre em Lisboa, cidade frequentemente ventosa, será problemático.
Para ver onde se situa uma rua este mapa tem nas suas "costas" uma lista de todas as vias, com letra minúscula de que mostro uma pequena parte, Em frente do nome da rua tem a quadrícula onde a rua se situa
Nada disto se compara ao Google Maps que está frequentemente actualizado e que é incomparavelmente melhor do que o mapa em papel, para não falar do livrinho que acabo de apresentar.
A capacidade que o Google Maps tem de mostrar mapas em escalas muito diferentes com uma transição suave entre elas é verdadeiramente extraordinária, tornando obsoleta quer a maior parte dos mapas em papel quer os Atlas.
Além das facilidades de localização de uma rua ou de uma entidade e de indicar direcções usando diversos tipos de meios de transporte, impressiona-me como conseguem estabelecer e manter actualizado um conjunto tão vasto de informação geográfica associado aos horários de muitos transportes públicos em tantos países, tão diferentes!
2026-06-04
Árvore púdica
Em 19/Mai/2026 fui surpreendido no meu passeio matinal olivalense por esta Tília que se dotara duma "saia até aos pés" num aparente ataque de pudor, talvez por haver muitos passantes dada a proximidade das saídas da estação de metro dos Olivais.
A árvore está carregadinha das flores cheirosas com que nos brindam as tílias nesta época do ano mas embora as folhas pareçam idênticas às folhas da árvore mais longe do chão não se vêem aqui quaisquer flores, o que me surpreendeu.
A cidade de Lisboa tem muitas tílias e talvez o aparecimento destes ramos ao pé do chão ocorram noutras tílias jovens como esta e que o crescimento destes ramos baixos cesse após algumas podas pois não me lembro de ver ramos baixos em tílias mais idosas.
Ao ver esta árvore recordei-me doutra planta que o Paulo Araújo do Dias com Árvores me informou tratar-se duma Figueira-asiática (ficus microcarpa)
que foi posteriormente podada nos ramos mais baixos que fotografei em 1/Jul/2023
As fotos da Figueira-asiática foram já mostradas no post "Arbusto na areia revisitado, mais um pouco de nostalgia" de Jul/2023.
Continuo a considerar que as árvores em ambiente urbano devem ser podadas com critério mas em jardins botânicos podem/devem ser deixadas tanto quanto possível "ao natural" para os visitantes as conhecerem melhor.
Lembrei-me de duas fotos que tirei há vários anos nos maravilhosos Kew Gardens em Londres que passo a mostrar (clicar nas fotos para ver melhor quando o visor for grande).


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