No Algarve em Março, em anos com pluviosidade na média, a paisagem tem um verde exuberante, como neste pequeno talude
no caminho para a Prainha em Alvor
No novo telemóvel a câmara fotográfica apresenta os melhoramentos dum intervalo de 8 anos, idade do telemóvel substituído em Janeiro/2021 e quando se tira uma foto
hesita-se cada vez mais em mostrar além do enquadramento original uma "ampliação" dum detalhe
e finalizo mostrando arribas da Prainha, a praia de Alvor e a da Meia-praia, seguida de Lagos e da Ponta da Piedade lá ao fundo
Registei-me no sítio da revista The Architectural Review e vou recebendo emails com informação sobre o que vão publicando.
Recentemente fui agradavelmente surpreendido por esta foto duma obra projectada por Sameep Padora + Associates
(15°40'34.38"N 78°26'17.33"E)
que vinha acompanhada por este texto: “ O templo Balaji está quase noutro mundo em relação aos tipos históricos de templos indianos na forma como instala os seus elementos, como os fixa no sítio, como dissolve as fronteiras entre os espaços sociais e os sagrados e como generosamente acolhe os visitantes”.
Talvez numa manhã fresca
e quando já vai
alto o sol
À procura do significado de “Balaji” fui dar à entrada “Venkateswara” da Wikipédia onde consta: « Lord Venkateshwara (Sanskrit: वेङ्कटेश्वर, IAST: Vēṅkatachala, Telugu: వేంకటేశ్వర స్వామి, Tamil: வெங்கடேஷ்வரா), also known as Śrīnivāsa, Bālājī, Vēṅkateswara, Venkata Ramana, Yedukondalavasa, Aapadamokkulavadu, Thirupathy Timmappa, Ezhumalaiyaan, Malaiyappa swamy and Govindha,[1] is a form of the Hindu god Maha Vishnu. »
Trata-se portanto de um templo dedicado a Vixnu, um dos 3 deuses principais do hinduísmo, sendo Brama o criador, Vixnu o que conserva e Siva o que destrói, se bem que este último também seja considerado um criador pois por vezes a criação pressupõe alguma destruição.
A primeira impressão que tive foi de grande tranquilidade, provavelmente favorecida pela planície verdejante, pela superfície da água em espelho e pela revisita da silhueta de uma torre (sikhara) desta vez com uma forma geométrica simples sem qualquer decoração, ao contrário do que é habitual nos templos hindus, uma espécie de abstracção da essência de um templo.
Recordo aqui uma animação sobre templos hindus do arquitecto Adam Hardy que fez este filme objecto dum post antigo deste blogue que volto a mostrar aqui para facilitar consulta
Na procura que fiz deste templo cheguei a e este sítio da ARCHEYES com esta ficha técnica
com fotografias de que mostro algumas mais à frente neste post, e um texto dos arquitectos muito interessante.
Dele retirei este troço: «... This building, too, repeats or emulates certain tropes of the Hindu temple so that it is recognizable as a temple. Yet, it doesn’t replicate those tropes but instead breaks them down to constituent parts to then again reconstruct it.
One looks at the relationship of the temple and the Kund (stepped water tank), as a contradictory yet complementary one of binary opposites. It is a relationship between a solid and a void between reaching out to the sky and going deep into the ground about accretion and excavation.
This relationship, which is so apparent, often is unnoticed. Here, by employing the same architectural device (steps or corbels), one makes this explicit and yet delightfully abstract. Suddenly, it becomes evident that the Kund (stepped water tank) is the inverted negative of the shikhara (spire), and it leads one to reread this whole debate between the two, even in the temples of the past. ... »
que me fez reparar que num templo indiano o elemento “torre/montanha” que tenta chegar ao céu e os “degraus (ghat)” que levam ao habitual lago do templo são o “negativo” um do outro.
Na “Architecture Digest” tem outro artigo interessante sobre este templo e é possível que a simplicidade do templo se deva também a servir pequenas povoações vizinhas cujos habitantes se dedicam à agricultura e provavelmente também a trabalhos na fábrica de cimento JSW Cement que financiou esta obra promovida por Anushree Jindal.
Finalizo com uma imagem tirada de um ângulo parecido mas noutra luz, talvez também de manhã, disponível no Google
O equinócio da Primavera em 2021 é já no próximo sábado dia 20/Março/2021 às 09:37 (TMG).
Entretanto na App do meu telemóvel está que hoje, dia 16, em Lisboa o nascer do Sol foi às 06:44 e o pôr-do-sol será às 18:44 o que significa, entre outras coisas, que a duração do dia é igual à duração da noite, 12 horas para cada um.
Claro que as definições de início e fim do dia têm as suas subtilezas mas na minha App as durações do dia e da noite foram hoje iguais.
Seguindo as sugestões do João Miguel vi um documentário no canal ARTE, sobre a obra do pintor francês Eugène Delacroix, referido como um precursor dos impressionistas e um iniciador do movimento dos "Orientalistas", um conjunto de pintores europeus que se dedicaram a apresentar versões mais ou menos fantasiosas do Oriente exótico, sobretudo do mundo árabe incluindo o Norte de África.
Gostei de ver a descrição da viagem que Delacroix fez com um diplomata francês até Meknès, então residência do sultão marroquino, e do seu encantamento com o ambiente tão diferente da Europa desses tempos.
Estes documentários recorrem a reconstituições com actores e figurantes, de diversas cenas passadas, para tornar a apresentação mais interessante.
Gostei particularmente da reconstituição dos eventos associados a um casamento no seio da comunidade judia marroquina desse documentário intitulado "Eugène Delacroix, d'Orient et d'Occident" de que mostro uma breve sequência
de onde retirei este instantâneo
tratando-se duma reconstituição plausível do que poderá ter originado o quadro de Delacroix intitulado "Noces Juives au Maroc" fazendo parte da colecção do museu do Louvre que mostro a seguir
Tendo a suspeita de que havia muita fantasia no Ocidente àcerca da vida nos haréns li há muitos anos um livro da Fátima Mernissi de que gostei, numa edição em português intitulada "O Harém e o Ocidente". Entretanto emprestei o livro que se extraviou, no Wook dizem que edição está esgotada, talvez compre versão em francês.
Também gostei deste quadro "Femmes d'Alger" do mesmo pintor
Recebi há uns dias um filme mostrando um combóio chinês de mercadorias compridíssimo, puxado por 4 locomotivas e com mais de 100 vagões transportando contentores. Andei à procura do filme na internet mas sem sucesso. Por outro lado encontrei este
de 25/Nov/1014 sobre o “caminho de ferro mais longo”, um combóio que liga Yixinou ou Yiwu (uma cidade localizada 300km a sul de Xangai na província de Zhejiang) a Madrid em Espanha, alegadamente com 82 vagões e puxado por apenas uma locomotiva, numa viagem de cerca de 13.000 km que faz em 21 dias, enquanto o trajecto Moscovo-Vladivostok tem apenas 9.200km.
Dado que o combóio das 4 locomotivas era mostrado num troço em espiral, é possível que precisasse de mais locomotivas para vencer o desnível desse troço específico.
Transportar mercadorias de barco, de avião ou de combóio depende do que os clientes estão dispostos a pagar e do prazo de entrega desejado. De uma forma geral o avião é o mais rápido e com o preço mais alto por kg, o barco é o mais lento e com o preço mais baixo por kg e o combóio está entre os dois limites, quer de prazo de entrega quer de preço por kg.
Constatei entretanto que os meus conhecimentos geográficos eram bastante vagos na área da antiga URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) que eu confundia com o império russo, sendo incapaz de localizar com exactidão a maior parte dos países que ficaram independentes após o colapso da URSS. Fiz um post sobre este assunto.
Acompanhando o filme com as 4 locomotivas vinha um pequeno texto referindo que a viagem de Xangai a Londres passava por esta sequência de países: Cazaquistão, Rússia, Bielorrússia, Polónia, Alemanha, Bélgica e França. A minha ignorância ia ao ponto de pensar que seria necessário ir apanhar o transiberiano ao porto russo de Vladivostok. O mapa seguinte da entrada “Trans-Eurasia Logistics” da Wikipédia
mostra as 3 vias férreas mais comuns para o trânsito de mercadorias entre a China e a Europa.
A mais directa passa pelo Cazaquistão, único país que é necessário atravessar até chegar a Petropavlovsk, ainda no Casaquistão mas “apenas” a uns 2.400 km (por estrada) para chegar a Moscovo. Petropavlovsk está a cerca de 60km da fronteira com a Rússia e a 630km da cidade de Yekaterinburg, cidade importante com cerca de 1,4 milhões de habitantes cujo nome é a forma russa de Catarina I, mulher do Czar Pedro o Grande. Obtive estas distâncias por estrada pedindo direcções na aplicação Google Maps que contém abundantes vistas de rua (Street View) na Rússia, sendo muito raras em Almaty e Astana (respectivamente antiga e actual capital do Cazaquistão) e inexistente em Petropavlovsk, uma povoação pequena.
Tive curiosidade em ver as estradas indicadas na Rússia para ir para Yekaterinburg e mostro a vista de rua no Google Maps da estrada P354 tomada em 56º32’17.82”N 61º24’00.06”E, quando passa por baixo de algumas linhas de MAT (Muito Alta Tensão)
Depois tirei vistas de rua da mesma estrada nestas coordenadas 56º18’39.75”N 62º33’01.17”E, precisamente numa passagem elevada sobre uma linha de caminho de ferro
mostrando a seguir a linha férrea
que presumo ser a usada pelos combóios chineses, que se constata ser uma via dupla electrificada neste troço.
Entretive-me a marcar com uma linha verde no Google Earth o caminho que um combóio chinês percorre entre Urumqi e Hamburgo, além do troço de círculo máximo entre Yiwu (referida no início deste post) e Madrid
Constata-se que o círculo máximo entre Yiwu e Madrid (10353km) passa pela Mongólia mas só por acaso seria economicamente interessante construir uma linha seguindo esse traçado. Constata-se que o trajecto nos territórios russo e bielorusso seguem de forma aproximada o círculo máximo. A via pelo Xinjiang maximiza a parte do trajecto percorrida em território chinês.
A cidade de Urumqi com 3,5 milhões de habitantes é a capital da região autónoma Xinjiang (que em português era antigamente designada por Sinquião, conforme consta no meu globo terrestre de 1976) , região com 25 milhões de habitantes dos quais 45% pertenciam à etnia Uigur e 40% à etnia Han no censo de 2010. Além do mandarim a língua Uigur também é um idioma oficial.
Passei por um artigo de investigação sobre como optimizar a logística do transporte de vários locais da China para vários locais da Europa e visitei “Rail Transport” da Wikipedia de onde tirei este mapa
que resume a densidade de linhas de caminho de ferro em todo mundo
constatando-se que o império britânico não conseguiu realizar a ligação por linha férrea do Cabo ao Cairo.
Tenho visto ultimamente alguns documentários sobre combóios e constatei entretanto que os meus conhecimentos geográficos eram bastante vagos na área da antiga URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) que eu confundia com o império russo, sendo incapaz de localizar com exactidão a maior parte dos países que ficaram independentes após o colapso da URSS em 1991.
Retirei dum artigo da Wikipédia sobre os Estados pós-soviéticos o mapa que mostro a seguir
Conhecendo bem a localização dos 3 Estados bálticos Estónia. Letónia e Lituânia, dos 3 países mais a oeste, a Bielorrússia, a Ucrânia e a Moldávia e das 3 repúblicas do Cáucaso, a Geórgia, a Arménia e o Azerbeijão, não fazia ideia da posição relativa das repúblicas da União Soviética na região da Ásia Central, o Casaquistão, o Turcomenistão, o Uzbequistão, o Tajiquistão e o Quirguistão.
Tinha facilidade em designar o Casaquistão por ser o que tem muito maior área e sabia que o Uzbequistão tinha fronteira com o Afganistão, mas pouco mais.
Ainda sobre a Ásia Central tirei este mapa da Wikipédia que mostra a região com mais detalhe e ainda as 3 repúblicas do Cáucaso.
A seda chinesa já chegava à Europa em pequenas quantidades no tempo do Império Romano pelo que é natural que ao longo dos séculos a Rota da Seda tenha passado por diferentes traçados e tenham sido usadas vias inteiramente terrestres ou misturas de troços terrestres e marítimos, como refere por exemplo a Khan Academy.
As vias exclusivamente terrestres tendiam a passar pelo Sul do mar Cáspio designadamente por Samarcanda, nome de cidade que fixei como sítio exótico embora não me lembre porquê, no Uzbequistão.
De vez em quando ouço falar de várias regiões da Rússia que julgo ter actualmente a estrutura de uma Federação. Essas regiões são mostradas neste mapa a seguir, intitulado “Federal Subjects of Russia”
e alguns dos nomes são-me familiares. Desconheço o grau de burocracia que ocorre quando o combóio Transiberiano muda de uma região para outra. De S.Petersburgo para Moscovo vai-se directo num TGV, passando por vários Oblasts sem se dar por isso mas talvez na Sibéria seja mais complicado.
O número total de óbitos por milhão de habitantes em Portugal, aumentou bastante nos meses de Novembro e Dezembro de 2020 mas sobretudo de forma catastrófica durante o mês de Janeiro/2021.
Sabe-se que o abrandamento do confinamento no Natal e as muitas reuniões familiares da época, a disseminação da variante inglesa do vírus, o recomeço de todas as aulas de forma presencial e a onda de frio terão concorrido para esta terceira vaga de dimensão assustadora. O governo terá provavelmente falhado nalgum ou em vários aspectos do controlo da pandemia mas não está completamente determinado o que falhou para termos uma agravamento destas proporções.
Ouvi demasiadas vezes que o SNS (Serviço Nacional de Saúde) estava próximo do limite quando para mim era evidente que o limite de funcionamento já tinha sido ultrapassado e que o sistema esteve durante muito tempo a funcionar em sobrecarga.
Parece-me razoável que se definam parâmetros para confinar quando um conjunto de valores pré-determinados atinjam um determinado limiar, para evitar que o SNS volte a entrar em sobrecarga. O facto de um eventual critério não ter sido publicado não quer dizer que ainda não exista. Seria bom que existisse.
Ordenei a tabela de países e territórios por ordem decrescente do número
de mortes por milhão de habitantes, retirei países e territórios com
população inferior a 1 milhão e obtive a lista que mostro
na tabela abaixo. Dos quase 200 países Portugal ocupa o 7º lugar em maior número de mortes por milhão de habitantes e ao ritmo actual de mais de 100 mortes diárias é provável que a nossa posição ainda piore.
#
Country,
Deaths/
Other
1M pop
1
Belgium
1,851
2
Slovenia
1,769
3
UK
1,696
4
Czechia
1,658
5
Italy
1,535
6
Bosnia and Herzegovina
1,489
7
Portugal
1,462
10
USA
1,458
11
North Macedonia
1,424
12
Hungary
1,394
13
Montenegro
1,384
14
Bulgaria
1,378
15
Spain
1,373
Ordenei a mesma tabela por ordem decrescente do número de testes por milhão de habitantes, retirando também países e territórios com população inferior a 1 milhão e obtive a lista que mostro na tabela abaixo. Dos quase 200 países Portugal está em décimo primeiro lugar. Não pondo em causa que será melhor testar mais do que menos, não compreendo como estando o país numa boa posição neste parâmetro porque é que aumentar o número de testes poderá ser de tão grande importância como agora é voz corrente.
#
Country,
Tests/
Other
1M pop
1
UAE
2,765,857
2
Denmark
2,549,117
3
Bahrain
1,638,625
4
Israel
1,226,674
5
UK
1,178,587
6
Singapore
1,156,723
7
Cyprus
1,142,658
8
USA
991,094
9
Hong
Kong
940,992
10
Spain
765,140
11
Portugal
756,227
12
Belgium
751,168
13
Lithuania
740,305
14
France
726,206
15
Russia
723,422
16
Latvia
685,446
17
Ireland
657,561
18
Norway
654,017
19
Czechia
626,747
Talvez a nossa velocidade de comunicação do teste deixe a desejar e existe a sensação que o rastreio é muito insuficiente.
Numa volta um pouco mais extensa do que o percurso diário habitual pelo bairro dos Olivais passei por esta vivenda na Rua Cidade de Nova Lisboa, tendo desta vez reparado melhor no anúncio do bicentenário do BÁB e sobretudo no lindo medalhão geométrico, de simetria central assimilável a uma estrela de 9 pontas.
Desta vez li uns tantos avisos numa vitrine e entre eles estava uma citação de um texto de Eça de Queiroz em “A Correspondência de Fradique Mendes” em que se referia o desenvolvimento duma nova religião chamada Babismo.
Fui reler o livro do Eça de Queiroz que tem quatro páginas dedicada a esta nova religião tendo assim sido o meu primeiro contacto sobre a respectiva existência mas que entretanto esquecera. Apresento o texto no post anterior a este.
Já sabia que esta vivenda era um centro da Fé Bahá, uma religião de cuja existência eu julgara ter tomado conhecimento pela primeira vez quando vi esta imagem de um templo em forma de flor de Lótus, cujas formas me lembraram a lindíssima Ópera de Sydney que vira também em fotografias, o que me levou a visitá-lo em 2/Maio/1993 em New Delhi na Índia e donde trouxe este postal ilustrado, na altura as máquinas fotográficas usavam rolos e tinha esgotado o meu stock.
Na altura tomei nota que se tratava de uma nova religião que surgira na Pérsia, na segunda metade do século XIX, sendo uma espécie de “sequela” das “religiões do livro”, primeiro o Judaísmo, depois o Cristianismo, a seguir o Islamismo e agora a Fé Bahá.
À entrada do recinto era necessário deixar os sapatos, como nas mesquitas e nos templos indus, dentro do recinto além da expectável multidão de indianos estavam também uns australianos vestidos de branco que iam encaminhando os visitantes. Dentro do templo amplo e luminoso não existiam estátuas, nem imagens, nem altar e existiam bancos (com espaldar) corridos de madeira para os visitantes se sentarem.
Vi agora que o arquitecto foi Fariborz Shahba, um iraniano que se licenciou em Teerão, viveu no Canadá e que agora reside na Califórnia. Desenhou também os terraços Bahá em Haifa, Israel,
onde se encontra o túmulo do Bab(1819-1850), um profeta precursor desta religião, com um papel análogo ao de S.João Baptista no Cristianismo anunciando em 1844 a vinda futura de um Prometido e que acabou os seus dias condenado à morte e fuzilado em Tabriz.
O Prometido foi Bahá'u'lláh (1817-1892) que nasceu em Teerão, em que esteve preso 4 meses tendo sido desterrado para o império Otomano (maioritariamente sunita) em 1853. Aí viveu em Bagdade(1853-1863), Constantinopla(parte de 1863), Adrianópolis(1863-1868) e Acre e Haifa(1868-1892) em que faleceu.
Tendo chegado a Haifa em 1868 constata-se que antecedeu a criação por Theodore Herzl da Organização Sionista Mundial em 1897.
Retirei boa parte destas informações do sítio do Povo de Bahá e outras da Wikipédia.
Quando revisitei Delhi em 2001, desta vez com a minha mulher, fomos visitar o templo onde tirei esta foto
que dá uma ideia melhor das multidões visitantes.
Na procura na internet de imagens do poster que mostrei acima fui dar a este sítio onde vi que o autor foi Joe Paczkowski um artista gráfico que dedica bastante tempo a criar “estrelas com uma simetria com 9 pontas“, um número pouco habitual mas muito apreciado na arquitectura dos templos Bahá.
Vi ainda este projecto de um novo templo Bahá em Bihar Sharif de que mostro uma maquete virtual
Tomei conhecimento do fornecimento em 2011 pela firma portuguesa Porcel, das telhas douradas que substituíram as existentes na cúpula do santuário do BAB em Haifa mostrado em imagem acima. Foram projectadas para durar pelo menos 200 anos, incorporando 26kg de ouro puro, sendo objecto duma reportagem da RTP disponível aqui.
Digitalizei 5 páginas da do livro "A Correspondência de Fradique Mendes", numa edição «Livros do Brasil» da coleçção "Obras de Eça de Queiroz" com fixação do texto e notas de Helena Cidade Moura.
Desfoquei as partes inicial e final para que o texto se restringisse ao que se refere ao Babismo e às fantasias de Eça de Queiroz de ser apóstolo duma religião recém-nascida. Fradique Mendes é uma personagem inventada por Eça, uma espécie de pseudónimo com quem pode contracenar.
Este texto algo longo aparece aqui como apoio do post posterior sobre a fé Bahá, em que o refiro.
Depois da invasão do Capitólio por uma multidão de desordeiros incitados por Donald Trump o mandato foi concluído sem desacatos adicionais, com a excepção das dezenas de indultos do então presidente a um conjunto de colaboradores próximos que ou estavam acusados ou já tinham sido condenados por actos realizados aparentemente para benefício do presidente, se bem que não tenha sido provada a existência de uma ordem presidencial directa.
Parece-me existir aqui um conflito de interesses na concessão destes indultos a colaboradores próximos, é uma espécie de auto-perdão mas, pelo menos, não foi usado um auto-perdão explícito, talvez por a última juíza nomeada para o Supremo Tribunal ter respondido à pergunta se um auto-perdão presidencial seria válido que ninguém nos EUA está acima da lei.
Gostei do discurso de Joe Biden nesta Inauguração (nós diríamos tomada de posse), apelando à unidade do seu país que por ironia outros têm chamado os "Estados Desunidos da América".
Chamou a atenção para o esforço permanente que requer a manutenção da democracia pois na sociedade americana (como noutras, diria eu) existem zonas sombrias que têm que ser contidas. Falou da invasão recente do Capitólio e da importância da verdade. O original pode ser visto e lido aqui.
Destaquei estes 3 parágrafos:
«... Through the Civil War, the Great Depression, World War, 9/11, through struggle, sacrifice, and setbacks, our "better angels" have always prevailed.
And here we stand, just days after a riotous mob thought they could use violence to silence the will of the people, to stop the work of our democracy, and to drive us from this sacred ground. That did not happen. It will never happen.
Recent weeks and months have taught us a painful lesson. There is truth and there are lies. Lies told for power and for profit. And each of us has a duty and responsibility, as citizens, as Americans, and especially as leaders -- leaders who have pledged to honor our Constitution and protect our nation — to defend the truth and to defeat the lies. ...»
Também se destacou na cerimónia a recitação deste poema da Amanda Gorman, uma americana de 22 anos de idade que podemos ver neste video
com este texto:
The Hill We Climb
When day comes we ask ourselves, where can we find light in this never-ending shade? The loss we carry, a sea we must wade We've braved the belly of the beast We've learned that quiet isn't always peace And the norms and notions of what just is Isn’t always just-ice And yet the dawn is ours before we knew it Somehow we do it Somehow we've weathered and witnessed a nation that isn’t broken but simply unfinished We the successors of a country and a time Where a skinny Black girl descended from slaves and raised by a single mother can dream of becoming president only to find herself reciting for one And yes we are far from polished far from pristine but that doesn’t mean we are striving to form a union that is perfect We are striving to forge a union with purpose To compose a country committed to all cultures, colors, characters and conditions of man And so we lift our gazes not to what stands between us but what stands before us We close the divide because we know, to put our future first, we must first put our differences aside We lay down our arms so we can reach out our arms to one another We seek harm to none and harmony for all Let the globe, if nothing else, say this is true: That even as we grieved, we grew That even as we hurt, we hoped That even as we tired, we tried That we’ll forever be tied together, victorious Not because we will never again know defeat but because we will never again sow division Scripture tells us to envision that everyone shall sit under their own vine and fig tree And no one shall make them afraid If we’re to live up to our own time Then victory won’t lie in the blade But in all the bridges we’ve made That is the promise to glade The hill we climb If only we dare It's because being American is more than a pride we inherit, it’s the past we step into and how we repair it We’ve seen a force that would shatter our nation rather than share it Would destroy our country if it meant delaying democracy And this effort very nearly succeeded But while democracy can be periodically delayed it can never be permanently defeated In this truth in this faith we trust For while we have our eyes on the future history has its eyes on us This is the era of just redemption We feared at its inception We did not feel prepared to be the heirs of such a terrifying hour but within it we found the power to author a new chapter To offer hope and laughter to ourselves So while once we asked, how could we possibly prevail over catastrophe? Now we assert How could catastrophe possibly prevail over us? We will not march back to what was but move to what shall be A country that is bruised but whole, benevolent but bold, fierce and free We will not be turned around or interrupted by intimidation because we know our inaction and inertia will be the inheritance of the next generation Our blunders become their burdens But one thing is certain: If we merge mercy with might, and might with right, then love becomes our legacy and change our children’s birthright So let us leave behind a country better than the one we were left with Every breath from my bronze-pounded chest, we will raise this wounded world into a wondrous one We will rise from the gold-limbed hills of the west, we will rise from the windswept northeast where our forefathers first realized revolution We will rise from the lake-rimmed cities of the midwestern states, we will rise from the sunbaked south We will rebuild, reconcile and recover and every known nook of our nation and every corner called our country, our people diverse and beautiful will emerge, battered and beautiful When day comes we step out of the shade, aflame and unafraid The new dawn blooms as we free it For there is always light, if only we’re brave enough to see it If only we’re brave enough to be it
Gostei também desta entrevista de Anderson Cooper da CNN à poeta,
em que ela revela o seu mantra de preparação de sessões de recitação de poemas:
« I'm the daughter of black writers We're descended from freedom fighters Who broke through chains and changed the world. They call me. »
Refiro neste blogue com alguma frequência artigos da BBC. Desta vez fui agradavelmente surpreendido por uma técnica sueca de chamar os animais duma quinta para a recolha diária.
É uma técnica reservada a mulheres, por terem mais facilidade em produzir sons mais agudos do que os homens, conseguindo assim alcançar maiores distâncias.
Neste pequeno video com Jonna Jinton fica-se com uma ideia do poder dos sons do Kulning, se bem que seja visível que o realizador do filme tomou a liberdade de abreviar a cena para tornar mais compatível o tempo do campo com o tempo da cidade
O artigo da BBC refere ainda estoutro video
Não garanto a eficácia destes sons mas são agradáveis ao ouvido humano e provavelmente também ao das vacas e de outros animais.
Faleceu no dia 5/Jan o escultor João Cutileiro. Dele recordo de há muitos anos a estátua do D.Sebastião que foi inaugurada na cidade de Lagos em 1972 (ou 73), criando algum escândalo pela sua irreverência em relação aos cânones clássicos, para mais ainda no regime pré-25 de Abril.
Dizia-se na altura que tentava transmitir a ideia dum rei-menino que fez uma expedição imprudente e desastrosa a Marrocos tendo o exército português sido derrotado na batalha de Alcácer~Kibir em 1578 onde o rei desapareceu.
O escultor continuou a fazer esculturas juntando diversos tipos de pedra numa mesma obra, trabalhando directamente as pedras com ferramentas eléctricas, sem recurso a moldes de gessso.
Fez muitas esculturas com formas femininas como exemplifica esta imagem do escultor com algumas das suas obras publicada no jornal Expresso )
Vejo com alguma frequência o Lago das Tágides no Parque das Nações, situado entre o Pavilhão Atlântico e o rio Tejo de que mostro uma parte a seguir.
Fez muitas obras como estas em que há uma espécie de redução das três dimensões para apenas duas, sendo as obras constituídas por peças limitadas por dois planos paralelos constituindo uma laje, cortadas com uma espécie de serra de recortes. Fazem-me lembrar figuras de Banda Desenhada
De uma forma geral gosto de ver as obras deste escultor, com a excepção do monumento alegadamente dedicado ao 25 de Abril, instalado no topo do parque Eduardo VII, e que não tem literalmente nem pés nem cabeça.
Na sequência da convocação que Trump fez dos seus apoiantes para irem até Washington no dia 6/Jan/2021, do discurso que depois fez na Casa Branca para a multidão presente em que os incitou a ir ao Capitólio e da subsequente invasão do mesmo, causando 5 mortes e interrupção do processo legislativo de verificação dos votos do Colégio Eleitoral dos EUA, uma maioria dos observadores considera que o actual Presidente dos EUA foi o causador principal desta invasão, convencendo muitos americanos que houvera fraude no processo eleitoral e incitando-os a perturbar de forma violenta o funcionamento do Congresso.
Neste processo as redes sociais foram um fenómeno essencial quer na propagação de boatos quer na organização da invasão.
Parece-me assim natural e positivo que as contas de Trump no Twitter, Facebook, Instagram, Snapchat e mais recentemente Youtube tenham sido suspensas alegando as empresas que este utilizador desrespeitou os Termos de Utilização que tinha aceite quando abriu conta nas suas plataformas informáticas.
Existe agora um movimento de crítica a estas empresas por terem atentado contra a liberdade de expressão enquanto anteriormente eram criticadas por serem intermediárias acéfalas de mensagens de ódio.
Sabe-se que os sistemas de justiça são tradicionalmente lentos no tratamento dos casos que julgam, o que costuma favorecer uma das partes em confronto. As empresas referiram que na origem da suspensão esteve o desrespeito das normas contratuais de utilização das plataformas e Trump terá certamente a oportunidade de processar essas empresas por alegadamente não ter violado os Termos de Utilização. Felizmente neste caso a lentidão da justiça corre contra o infractor.
Constato que as empresas privadas podem nalguns casos ter normas de conduta que aplicam melhor a justiça, quando a velocidade é importante, do que o sistema judicial do Estado, que precisa naturalmente de mais garantias.
- Neste artigo de Andrew Marantz da revista New Yorker está um texto que analisa com mais profundidade esta questão. O autor considera que as companhias tinham o direito de suspender as contas mas que as responsabilidades dos donos destas plataformas precisam de ser enquadradas em legislação adequada cuja falta se sente há bastante tempo.
Gostei de ver este vídeo de Arnold Schwarzenegger em que ele compara a invasão do Capitólio em 6/Jan/2021 à "noite de cristal" dos tempos do nazismo na Alemanha, na Áustria e nos Sudetas (https://en.wikipedia.org/wiki/Kristallnacht ) que ocorreu em 9-10/Nov/1938.
Ele nasceu em 1947 e fala da sua infância em que teve que suportar um pai alcoólico, devastado pelos acontecimentos da guerra, que se embebedava semanalmente e batia depois na família, à semelhança do que faziam os vizinhos.
Sendo membro do partido Republicano, apela à união dos americanos sob a liderança do presidente eleito Joe Biden.
Com a invasão do Capitólio por uma turba incitada pelo ainda Presidente dos Estados Unidos da América do Norte, que causou 4 mortes, depredação das instalações e sobretudo a interrupção do normal funcionamento do Poder Legislativo dos EUA, Donald Trump cometeu talvez o último grande atentado ao funcionamento do regime democrático dos EUA.
Fazendo uma busca neste blogue para a palavra “Trump” constatei existirem 12 posts contendo esta palavra, uns em que é o tema principal, outros numa referência secundária.
Seleccionei estes:
1) What Happened? (2016-11-09) em que manifesto a minha surpresa pela escolha dos eleitores americanos, dando um “benefício da dúvida” muito reticente;
2) A Grande Muralha da América (2017-01-27) constatando ao fim de 3 meses que os eleitores americanos tinham feito uma má escolha;
“…Não consigo deixar de pensar que quando uma potência obtém uma hegemonia quase indisputada ao nível global, como foi o caso dos EUA, começa a ter menor estímulo para escolher os seus líderes com cuidado, colocando à frente do governo indivíduos impreparados para a função, cuja actuação conduz a nação à perda da hegemonia indisputada. Aconteceu no império romano, aconteceu na China várias vezes ao longo da sua história milenar, ultimamente aos impérios britânico e da URSS. Deve ter chegado a vez dos EUA.”;
4) Magister Dixit (2020-11-22) em que refiro e aprovo o facto, de que não há memória, de algumas redes de TV americanas terem cortado a palavra ao Presidente quando este efabulava sobre alegadas irregularidades do processo eleitoral.
Esta invasão do Capitólio vem na sequência da recusa do actual Presidente em reconhecer a derrota na eleição presidencial que teve lugar em 3/Nov/2019, tendo requerido inúmeras recontagens que confirmaram as vitórias de Biden em Estados cuja margem era pequena, e tendo apresentado dezenas de acções em tribunal decididas sempre contra ele, por vezes rejeitadas liminarmente por absoluta falta de fundamento.
Em desespero o Presidente fomentou acções de rua de desordeiros que lhe são fiéis, incitando na manhã de 6/Jan uma multidão reunida em frente da Casa Branca a invadir o Capitólio, onde nessa tarde os congressistas iriam validar os votos depositados nas urnas de cada Estado pelos membros do Colégio Eleitoral em 14/Dez/2019 e posteriormente enviados para o Congresso dos E.U.A.
Guardas barricaram portas da sala do Capitólio onde em 6/Jan/20121 decorria a sessão do Congresso para validação dos votos do Colégio Eleitoral enviados pelos Estados para esse efeito.
As armas estão a ser apontadas pelos guardas do Capitólio aos invasores que tinham já partido um vidro de uma porta
O Presidente ainda se encontra em funções até ao dia 20/Jan/2021 e seria prudente retirar-lhe imediatamente os poderes presidenciais. O Impeachment (Destituição) “normal” não foi concebido para uma situação tão urgente, tendo prazos incompatíveis com os 12 dias que restam. Existe a possibilidade de alegar incapacidade para o cargo, através da 25ª emenda da Constituição mas isso requer que a maioria do gabinete e o Vice-presidente declarem essa incapacidade, o que parece difícil.
Há pessoas que alegam o risco do Presidente se autoperdoar num dos dias que faltam e que como essa situação nunca foi julgada há quem tenha dúvidas sobre a possibilidade de ser anulada. Para mim essa questão é simples: possibilitar o auto-perdão dum presidente é “colocá-lo acima da lei”. Qualquer sistema judicial que permita o autoperdão a quem quer que seja não faz parte de um regime democrático em que todos os cidadãos são, pelo menos sob esse ponto de vista, iguais perante a lei. O facto de americanos terem dúvidas sobre essa possibilidade, designadamente o actual Presidente e os interrogadores da mais recente juíza nomeada para o Supremo Tribunal Federal, é quanto a mim mais um sinal do desnorte no sistema de justiça americano.
Considero também que o presidente deverá ser acusado e seguidamente julgado por ter incitado os seus seguidores mais fanáticos a invadir o Capitólio.
Tenho simpatia pelo novo Presidente Joe Biden e sua Vice.Presidente Kamala Harris, mas grandes trabalhos os aguardam nos seus mandatos.
Fora dos EUA as pessoas não se esquecerão tão cedo que 70 milhões de eleitores americanos, aproximadamente metade dos votos expressos, votaram Donald Trump para Presidente, mesmo depois de ele ter exercido o seu mandato de 4 anos de forma tão censurável. E que um dos dois partidos mais importantes seleccionou em 2016 e apoiou incondicionalmente durante o mandato de 4 anos este Presidente.
É um país em que durante bastante tempo não se poderá confiar totalmente.
Ao googlar Fábrica de Chaves do Areeiro apareceu-me como primeiro sítio este link: https://piquetes.pt/piquetes-no-areeiro?gclid=Cj0KCQiA0MD_BRCTARIsADXoopbIJ4mt2Pnok-sckEocbT1xoPd6NW2h3Uxujq8pVM4IyS_AIMe1A2YaAiPiEALw_wcB que dizia em letras grandes “Piquetes Chaves 24h no Areeiro e Grande Lisboa” e tinha este telefone: 210 502 681. Não é a empresa “Fábrica de Chaves do Areeiro” que aparece destacada na lista apenas quando se usam as aspas.
Depois de usar as aspas nas buscas seguintes aparecem três anúncios identificados como tal (com Ad.), às vezes um deles é das Chaves do Areeiro e o primeiro link sem ser anúncio passa então a ser da empresa “Chaves do Areeiro” com o link https://chavesareeiro.pt/ com o telefone 707 203 010.
Achei estranho este comportamento do Google. Tão inteligente a encontrar o que pretendemos e não perceber que quando escrevemos Fábrica de Chaves do Areeiro pretendemos a empresa que teve esse nome. Mas depois de usarmos aspas, em futuras buscas, já compreende o que pretendemos embora continue a enviar o sítio dos piquetes.pt para a primeira procura do público em geral como tive a oportunidade de verificar fazendo a busca num telemóvel de outra pessoa.