2026-04-25

Novas Habitações


Há alguns anos que tenho levado netos de forma relativamente regular à Piscina Municipal do Vale Fundão em Lisboa. Há algum tempo reparei que estavam a construir edifícios novos ao pé dessa piscina em que no topo estavam a instalar painéis que conjecturei serem fotovoltaicos.

O aspecto inovador desses prédios levou-me a que noutro dia, vi agora que foi em 27/Fev/2026 por volta das 5 da tarde, visitá-los de mais perto. Na altura, uma moradora que saía de um dos dois blocos, a que talvez eu tenha perguntado se eram apartamentos para venda, informou-me que eram casas da Câmara de renda acessível com várias tipologias em número de  quartos. 

Vi depois numa placa que os dois blocos foram inaugurado pelo presidente da CML em 31/Jul/2025.


Os blocos A e B têm as varandas viradas para dentro do conjunto, como se vê na imagem seguinte, com outro bloco maior mas semelhante ao fundo, inaugurado em 12/Dez/2025, como “Edifício do Vale Formoso de Cima nºs 292 e 294”.

 

Gostei da fachada com varandas grandes, fizeram-me lembrar varandas antigas de dimensão generosa que costumavam existir nas traseiras dos prédios de alguns quarteirões, suportadas por pilares de ferro fundido.

Existe uma urbanização recente à Beira Tejo, atravessada pela Rua Maria José Nogueira Pinto, em Braço de Prata, concebida pelo Atelier italiano de Renzo Piano - RPBW Arquitetos, em que varandas são também dispostas em frente umas das outras.

Conjecturei que os painéis no topo do edifício seriam fotovoltaicos, achei muito positivo que fossem instalados de raiz, evitando problemas de instalação no futuro num topo não preparado para esse efeito.

Apreciei estas paredes metálicas no rés-do-chão, que fotografei numa revisita em Abril, cinzentas que ao longe ou segundo alguns ângulos parecem opacas 

mas ao perto revelam outra natureza

 e com alguma boa vontade avista-se o que parece ser uma bicicleta colocada ao alto num suporte metálico


Trata-se afinal duma arrecadação ampla para o conjunto do prédio, onde se podem guardar bicicletas, aparelhos que além de sujarem o interior das casas ocupariam nelas um espaço enorme. Poderá servir também para o armazenamento temporário de alguns monos antes do seu transporte para outra casa ou para o lixo. Estas arrecadações costumam ser sítios lúgubres, mal ventilados e mal iluminados que neste caso têm iluminação diurna abundante e vemtilação quase como ao ar livre. Numa parede existia um armário com vários cacifos.
Talvez nesta se veja melhor


 Numa empena aplicaram o mesmo perfil metálico com buraquinhos que nesta imagem estão invisíveis

 

mas que noutra imagem se deixam ver

 

Googlando (Vale Formoso de Cima) cheguei rapidamente a este sítio da SRU, Sociedade de Reabilitação Urbana criada pela CML em 2004, que encomendou este projecto a “Inês Lobo Arquitectos, Lda. - Arq.ª Inês Lobo”.

Googlando (SRU Vale formoso de cima fotovoltaicas?) cheguei a um pequeno artigo no Linkedin da LisboaSRU em que se confirma que os painéis são fotovoltaicos, existindo bombas de calor para aquecer água que servirá para aquecimento dos apartamentos e para água quente, podendo a geração de electricidade diminuir a quantidade de electricidade importada da rede da E-Redes. Não vi informação sobre a repartição dos custos da produção de água quente pelos seus consumidores

Retirei deste artigo no Linkedin esta fotografia aérea dos três edifícios deste projecto


com “Edifício do Vale Formoso de Cima nºs 292 e 294” em primeiro plano e os Blocos A e B lá ao fundo, mais ou menos no enfiamento do edifício no primeiro plano.

Lembrei-me agora da canção do Sérgio Godinho em que cantava após o 25/Abril que aconteceu há 52 anos "...a Paz, o Pão, Habitação, Saúde, Educação..." . Todas estas cinco coisas requerem um esforço contínuo, as revoluções removem obstáculos mas não garantem a continuidade do esforço.

Provavelmente este post terá continuação.


2026-04-14

Paciência quase chinesa

 

A propósito do post anterior sugeriram-me que o "arbusto com muitas florinhas brancas" 

seria:

- uma Spirea nipponica (com 22% de probabilidade)

- um Crataegus  monogyna (chamado Pilriteiro, Espinheiro-branco, etc.)

No Google imagens a foto acima dá como resposta principal a Spirea nipponica.

Como tinha curiosidade em saber a ordem de grandeza do número de flores desta planta acabei por cortar um ramo que levei para casa para contar as suas flores e que mostro a seguir

Depois comecei a colocar as pequenas flores e também os botões em filas de 10 unidades. Fiz a primeira matriz de 10x10 e mesmo uma segunda matriz mas, tendo chegado às 200 unidades, achei que podia fazer uma extrapolação para o resto do ramo com o raciocínio que exponho após mostrrar a figura:

Como se vê na fita métrica o ramo tem um pouco mais de 50cm e retirei flores em cerca de 13cm do ramo, aproximadamente 1/5 do comprimento total, o ramo terá portanto à volta de 1000 flores, um valor que não é exacto mas que caracteriza a ordem de grandeza envolvida, não se trata de uma dúzia de flores, nem de várias dezenas ou centenas mas de à volta de um milhar.


Tenho dificuldade em contar quantos ramos existem nesta planta mas acho que pelo menos terá uns 100 ramos. Estou convencido que a planta tem mais de uma centena de milhar de flores, estará mais próxima de umas poucas centenas de milhar do que de um milhão.

Claro que neste exercício me lembrei do Ursus Wehrli que costuma organizar todos os elementos de diversos conjuntos.

 

Para não esgotar o uso do ramo numa contagem das suas flores coloquei-o num frasco de vidro, talvez usado há muito tempo para servir o vinho à mesa, sendo agora usado como uma espécie de jarra de flores, que mostro aqui à direita.

Para completar a identificação da planta será prudente esperar que dê frutos, não me lembro de como são.


Entretanto deixo uma imagem com uma parte deste ramo onde se vêm melhor as flores e também a forma das folhas.

 


  

2026-04-13

Primavera 2026

 

Quando chega a Primavera gosto de fotografar flores e folhas jovens de tons verdes claros,

Neste caso foi uma árvore florida nos Olivais Sul em 5/Abr/2026 que  ficou inclinada. Rodei a foto para que a aresta do prédio ao fundo ficasse vertical, reenquadrei e preenchi os triângulos em três vértices com preto. Como o fundo do blogue é preto fica como se tivesse cortado os triângulos da foto rectangular

 

 

No mesmo dia, 5 minutos depois, fotografei uns jovens castanheiros que avistei na Av.Cidade de Luanda, no lado direito quem desce, no cruzamento com a Rua Cidade de Benguela.

 


uns com flores brancas, outros com flores rosa velho. Quando andei à procura de castanheiros em Lisboa vi uns castanheiros na Av.Júlio Dinis. Quando perguntei no Google se havia castanheiros nessa avenida o google informou que sim, tratando-se de castanheiros-da-índia, Aesculus hippocastanum
Vi agora que o castanheiro que dá castanhas em Portugal é o Castanea sativa. 

Não sei qual a espécie desta árvore, deixo um detalhe desta mesma foto, apenas com a copa da árvore em primeiro plano

 

 

Disse acima que estes castanheiros são jovens porque vi o seguinte em Bruxelas, em 4/6/2013, não coube na fotografia e não sei se será um castanea sativa


Depois fotografei este arbusto em 11/Abr/2026 com muitas florinhas brancas

Acho que  tem mais de 1000 florinhas mas fico na dúvida se serão mais de 10000 ou mais de 100000. 

Alguém adianta um palpite fundamentado? Os ingleses diriam "an educated guess".

 


Para finalizar mostro o que me parecem umas folhas bébés duma gleditsia triacanthos derramando-se sobre um arbusto de verde mais escuro


 

2026-04-07

Seguidor de Voos (Flight Tracker)

 

No tempo em que não havia internet já tinha sido inventado o telefone, isso foi no século XIX. Nos anos 70 do século XX já existiam também voos comerciais entre muitas cidades da Europa e até voos com grandes descontos para estudantes universitários. 

Estes voos eram a desoras, o meu primeiro voo para Paris talvez tenha sido às 4 da manhã, chegámos a Paris às 7 horas, depois duma noite em que quase não dormira com a excitação da viagem. Agora é necessário estar no aeroporto às 4:00 para sair apenas às 07:00, neste aspecto houve poucas melhorias.

 À semelhança das despedidas nas partidas dos combóios, em que até havia cobrança de bilhetes para acesso aos cais, também se iam fazer despedidas ao aeroporto sendo assim simples saber se o avião já descolara porque decorria pouco tempo entre a saída para embarque e a descolagem. Saber se o avião chegara bem ao destino seria possível mas dispendioso pois seria necessário telefonar para o aeroporto doutro país e as chamadas internacionais eram muito caras.

Às vezes telefonava-se para o aeroporto de Lisboa nos voos de regresso e aí tinha que se esperar pelo atendimento dum funcionário do aeroporto o que poderia ser demorado.

Com a internet e o desenvolvimento da WWW (World Wide Web) introduzida em Portugal em 1994, terá aparecido nos finais dos ano 90 / primeiros anos 2000 um sítio na internet do aeroporto de Lisboa e a partir daí tornou-se mais fácil saber o que se passava com cada viagem de avião.

Mesmo assim era um bocado trabalhoso porque cada aeroporto tinha a sua forma de apresentar a informação sobre os voos. Um dia, cansado destas buscas, tentei o Google usando apenas o código do voo e, com alguma surpresa, apareceu-me imediatamente toda a informação que pretendia, com datahoras programadas inicialmente, para a partida num aeroporto e chegada no outro sem necessidade de consultar os sítios de dois aeroportos!

Exemplo de um voo de Samarcanda para Istambul:

 

 

e depois da sua conclusão:

 


 Fui ver a "Source: Citrium": https://www.flightstats.com/v2, trata-se dum Flight tracker que simplifica muito a busca.