Uma figura geométrica que sempre me fascinou foi o Hiperbolóide de Revolução de cuja entrada da Wikipédia fui buscar algumas das imagens que seguem
Se o hiperbolóide fosse uma peça de roupa diriam que era um cilindro na versão “Slim Fit”, mas o que sempre me espantou foi a possibilidade da superfície ser gerada pela rotação de uma recta à volta de um eixo como se ilustra na animação seguinte
Esta forma não se encontra com facilidade na “Natureza” no seu sentido frequente e mais tradicional que exclui as obras humanas, embora inclua, por exemplo, os favos de mel das colmeias. Num sentido mais lato de Natureza, incluindo as obras humanas, o hiperbolóide vê-se com frequência nas torres de arrefecimento das centrais térmicas de produção de electricidade, como por exemplo nestas duas da Central do Pego, em imagem que tirei daqui.
Uma forma muito elegante de construir uma estrutura com um pequeno número de rectas sobre uma superfície invisível dum hiperbolóide foi obtida desta forma, com 12 barras de madeira, mantidas na sua posição por um conjunto de elásticos apoiados nas pontas das barras
Uma forma mais simples com apenas 5 barras
mostra que além das 5 barras foram necessários 15 elásticos para manter estável esta última estrutura.
Estas estruturas gozam da propriedade estrutural “Tensegridade” (Tensegrity), um termo inventado por Buckminster Fuller combinando tensão contínua e compressão descontínua.
Se pensa que estas estruturas com tensegridade são exóticas poderá reconsiderar esse pensamento dado que todos os animais vertebrados da Terra têm estruturas combinando ossos, tendões e músculos com tensegridade.
Na Biblioteca da Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa decorre uma exposição sobre a Tensegridade de 10/Setembro a 29/Outubro/2026
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