2026-09-24

Os Escravos na ONU


Já há algum tempo que me irrita esta conversa da necessidade das reparações do transporte transatlântico de escravos da África para a América (do Norte, Centro e Sul), designadamente quando Rebelo de Sousa, o então presidente de Portugal, referiu o tema numa visita a Cabo Verde, dando a oportunidade ao presidente de então de Cabo Verde mostrar mais bom senso dizendo que não era assunto urgente nem adequado para ser tratado na praça pública.

Esse tráfego de seres humanos não é motivo de orgulho de Portugueses nem de outros países Europeus, mas não teria sido possível sem a participação activa de africanos que capturavam escravos e os vendiam nas feitorias europeias instaladas em diversas partes da costa de África.

As doenças existentes no interior de África eram fatais para os Europeus até à descoberta do quinino no século XIX, como componente activo existente na casca de uma árvore do Peru, que desde o século XVII era conhecida dos espanhóis como remédio para a cura de algumas febres,.

Assim, se os europeus e os americanos indemnizassem países africanos fornecedores de escravos, corria-se o rico de compensar descendentes dos africanos que participaram na captura de africanos para venda aos transportadores europeus.

Não obstante, o disparate prosseguiu o seu caminho como constatei neste post “Escravos nas Nações Unidas” publicado do blogue “O Pimentel” em 26/Mai/2026 , quando em Março/2026 a ONU aprovou na Assembleia Geral a Resolução A/80/L.48 com o texto em inglês num ficheiro .pdf  acessível aqui.


Na altura pensei em referir o absurdo da aprovação desta resolução mas entretanto meteu-se o Verão e o assunto ficou adiado.

Agora tomei conhecimento neste post de 23/Set/2026 da publicação do livro “Os Escravos na ONU”, edição da Guerra e Paz, que será apresentado já no próximo Sábado, 26 de Setembro às 17.30 h., no Museu Bordalo Pinheiro – no Campo Grande lisboeta, nas imediações do Estádio José de Alvalade.

O livro de 100 páginas explicita de forma mais completa a argumentação já apresentada no post de Maio/2026 “Escravos nas Nações Unidas” acima referido.
 

 

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