Noutro dia, ao passar por um email do ex-colega e amigo João Miguel, que continua o seu labor no Blog Sugestões sobre eventos culturais na próxima semana, vi nesse email uma referência ao magazine Beaux Arts sobre a reabertura do Museu dos Agostinhos em Toulouse, que após fecho de 6 anos reabriu em Dezembro/2025 com grande afluência de visitantes desde então.
Gostei muito da primeira imagem do vídeo que passo a mostrar
uma sala em que se apresentam diversos capitéis românicos existentes nos edifícios da ordem dos Agostinhos datados na maior parte do século XI ao século XIII.
Os capitéis, que se colocam no topo das colunas, servem de transição entre a coluna e os elementos estruturais dos tectos, que nesta época costumavam ser os arcos. Os capitéis desta época eram decorados com diversas figuras esculpidas na pedra.
Fui à procura do artista contemporâneo que teria concebido esta sala usando o Google Imagens e cheguei ao artista Jorge Prado, um cubano que viveu muitos anos nos EUA, sendo esta obra referida neste curto artigo que encontrei na Internet.
Dizem nesse artigo que se trata duma "Gesamtkunstwerk" uma palavra alemã comprida, literalmente traduzível para "Obra de Arte Total" que me lembro de ter visto muito usada nos comentários sobre arte feita na Áustria no início do século XX.
Entretanto fui ver as fotos que tirei nesse museu em 2005 em 5/Jun, um domingo adjacente a uma reunião da IESOE (Interligação Eléctrica do Sudoeste da Europa) uma organização de que eram membros os operadores das redes de Muito Alta Tensão da França, Espanha, Portugal, Marrocos, Argélia e Tunísia.
Constatei que a sala dos capitéis româmicos já existia com uma configuração parecida à actual, mais austera:
No mesmo museu havia uma pintura de Delacroix, pintada em 1845, cerca de 10 anos depois duma estada do pintor em Marrocos, intitulada "Maulay abd-er-Rahman, sultan du Maroc, sortant de son palais de Meknes"
Uma versão de boa qualidade deste quadro pode ser vista neste artigo da Wikipédia.
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