2026-02-01

Armazenamento de Água no Algarve

 

No meio da calamidade que atingiu o centro de Portugal nos últimos dias, com ventos ciclónicos com rajadas próximas dos 200km/h, acompanhados de precipitações muito elevadas e prolongadas no tempo causando inundações e estragos que demorarão meses a recuperar, desta vez o Algarve não registou fenómenos meteorológicos tão extremos mas tão só uma precipitação elevada e ventos fortes.

Lembro-me de no princípio do ano de 2025 se ter falado na possibilidade de se ter que racionar a água no Algarve dada a situação das albufeiras algarvias e de haver contestação pelos agricultores sobre a prioridade ao abastecimento do consumo nas habitações. Entretanto a discussão dissipou-se na presença de alguma precipitação no 2º trimestre e duma situação menos gravosa nas albudeiras algarvias.

Há pouco vi no linkedin, num post de  José Pimenta Machado, Presidente da APA (Agência Portuguesa do Ambiente) este gráfico:

  


acompanhado por este texto: 

Embora as alterações climáticas sejam inegáveis, como se constata no interesse dos EUA em anexar a Groenlândia devido precisamente à redução da actual cobertura de gelo que facilitará minerações no futuro e ao aumento do trânsito marítimo no Ártico, ao mesmo tempo que nega essas alterações, o Sul de Portugal ainda não se transformou num deserto como se constata maiis uma vez.                    

Em Setembro de 2019 escrevi um artigo sobre o abastecimento de água no Algarve ao longo das décadas em que passei lá as férias de Verão, descrevendo as enormes melhorias que tive oportunidade de observar.

Em Dezembro do mesmo ano fiz umas contas mostrando que na Europa Portugal é dos países que recebe mais àgua da chuva por habitante, embora de forma irregular, como se constata mais uma vez.

A albufeira da Bravura conseguiu finalmente aumentar significativamente o seu armazenamento.

Será de esperar que com tanta precipitação os níveis freáticos da região também aumentem bastante.