terça-feira, 6 de Janeiro de 2009

Nomes (de plantas)

Quando se apresenta alguém é hábito dizer o nome, esse é normalmente o primeiro passo no processo de conhecimento

Dizer o nome de alguém é já aproximarmo-nos dessa pessoa e, no caso do judaísmo, aparentemente para manter as distâncias, a regra de não invocar o nome de Deus em vão levou a que se pronunciasse muito pouco o nome de Iavé, de tal forma que não existe consenso sobre a forma correcta de pronunciar o nome do Criador (pelo menos Wikipedia dixit).

Já o Arthur C.Clarke escreveu um pequeno conto, “The nine billion names of God”, em que uns monges tibetanos compram um computador para imprimir a totalidade dos nomes possíveis de Deus, pois estão convencidos que escrever todos esses nomes é o propósito para que foi criado o Universo e este acabará quando essa tarefa for completada...

Em relação às plantas sinto sempre que sei poucos nomes delas, nomeadamente das árvores, em parte devido à minha vida citadina e ao suposto reduzido contacto com elas. Na realidade existem muitas árvores nas cidades, quer nas avenidas quer nos jardins e parques, pelo que acho que as escolas deveriam dar um pouco mais de atenção a este tema dos nomes das árvores.

Numa brochura simpática da CML intitulada “Guia Ilustrado de vinte e cinco árvores de Lisboa”, publicada em Maio de 2005, leio na primeira página que existem na cidade mais de 600.000 árvores pertencentes a 200 espécies diferentes. Embora a maior parte delas devam estar no parque de Monsanto, não fazendo parte dos passeios pedestres normais pela urbe, mesmo assim é muita árvore, para quem pensa que não tem árvores ao pé por viver na cidade.

Na feira do livro da Gulbenkian, que ocorre no período anterior ao Natal comprei um livro editado pela Fundação sobre o Jardim Calouste Gulbenkian, projectado pelos Engenheiros Agrónomos e Arquitectos Paisagistas Gonçalo Ribeiro Telles e António Facco Viana Barreto. Junto com o livro vinha um CD, cuja coordenação geral foi feita por Aurora Carapinha.

Passo a apresentar algumas das imagens de plantas que vinham nesse CD, com uma pequena explicação da razão de as ter escolhido.

Nesta Camellia japonica, que foi das primeiras imagens que vi deste CD, gostei do que revela sobre o olhar do fotógrafo. Para ele o arbusto pode ser descrito por esta pequena parte, lembrando-me da grande importância que tinha na classificação das plantas a forma das suas folhas. Neste espécime as folhas apresentam um envernizado típico e as nervuras são muito visíveis. Parece-me que a planta respira saúde








Seleccionei esta Datura arborea aqui ao lado apenas para dar a conhecer o nome fino desta planta com flores em forma de campainhas. Sabendo o nome, pode-se ir buscar com facilidade mais informação à Wikipedia.



Costumo gostar de coisas recortadas contra o céu e esta imagem duma Freylinia Lanceolata não foi excepção. Gosto do azul do céu e do reflexo da luz do sol em algumas folhas enquanto outras continuam mais escuras













Esta Hebe speciosa foi escolhida pela sua beleza





E esta Lantana camara porque além de bonita é muito comum nos jardins de Lisboa.





Termino com estas flores lindas da Nerium oleander



3 comentários:

io disse...

as coisas que uma pessoa aprende aqui: então aquelas florzinhas mimosas que pululam por tudo quanto é jardim e que eu, em miúda, adorava colher e subsequentemente esfrangalhar tirando florzinha a florzinha compondo lindos pratinhos de opíparas refeições para as minhas bonecas é, nem mais, nem menos, que Lantana Camara? Hum ... Não sei se gosto. Lantana lembra-me Santana e Camara lembra-me o óbvio e já estou a contorcer-me com a associação ... ;-)

jj.amarante disse...

Io, pelo menos com essa mnemónica é fácil lembrar o nome da Lantana camara. Na http://en.wikipedia.org/wiki/Lantana_camara constatam-se mais semelhanças: "Once it reaches an area, ... efforts to eradicate it have completely failed"

io disse...

eh, eh, eh!
Muito bom!