A REN, Rede Eléctrica Nacional, disponibiliza um volume grande de informação estatística sobre o Sistema Eléctrico Nacional.
Os profissionais do sector sabem onde encontrar esta informação. Para não profissionais com curiosidade poderão aceder no sítio da REN googlando (ren centro de informação)
seguindo depois a ligação para Estatística Diária (na imagem acima com cor roxa, no resultado do google estará inicialmente a azul) obtém-se este quadro:
e seleccionando a palavra "Diagrama" na última linha da imagem que mostro acima obter-se-ão os diagramas que obtive na visita que acabo de fazer hoje, dia 31/Out/2018, respeitantes portanto a 30/Out, o dia da véspera. Podem-se obter valores de outros dias seleccionando data e depois "Executar"
Em Maio/2018 a Ordem dos Engenheiros organizou uma visita de estudo às instalações da IKEA em Alfragide, para ver as células fotovoltaicas instaladas na cobertura da loja desse local.
A central fotovoltaica na
loja IKEA Alfragide iniciou o seu funcionamento em Junho de 2016. Esta
central tem uma potência total instalada de 967 kWp (o "p" como sufixo de kW forma uma sigla significando que é a potência máxima expressa em kW que a instalação pode produzir, o valor instantâneo varia com a altura do sol, a nebulosidade, etc), com 13 inversores,
3.120 módulos cobrindo uma área de 6.029 m2 e 99% da sua produção será
para autoconsumo.
Esta é uma primeira vista de um subconjunto dos painéis instalados
e disseram-nos que as coberturas deste tipo de instalações poderão precisar de ser reforçadas para suportar o peso adicional dos painéis fotovoltaicos, uma vez que as coberturas são projectadas para suportar não mais do que os pesos expectáveis. Não foi necessário furar a cobertura, evitando assim possíveis infiltrações.
Estas células geram electricidade em corrente contínua com tensões inferiores a 10V. Torna-se assim necessário instalar inversores para converter a corrente contínua em alterna usando depois transformadores para elevar a tensão até aos 230V padronizados para os equipamentos usados no interior de habitações e lojas, tais como candeeiros, etc. Associados a estes painéis existem portanto uns armários metálicos onde essas transformações são realizadas.
Dada a forma dispersa como a energia solar chega até nós, faz todo o
sentido aproveitar as coberturas das instalações consumidoras de energia eléctrica para aí instalar painéis fotovoltaicos
geradores de pelo menos parte da energia eléctrica consumida nessas
instalações. Continuam a existir economias de escala nas grandes instalações mas essas economias não são tão importantes como nas centrais convencionais.
Neste caso será certamente melhor instalar os painéis na cobertura da instalação consumidora do que instalá-los num campo distante e transportar a energia eléctrica pelas redes de transporte e distribuição.
Com os preços actuais estas instalações são economicamente interessantes sem necessidade de qualquer subsídio.
Até há algum tempo não gostava de zonas antigas da cidade de Lisboa porque, de uma forma geral, os prédios com alguma idade estavam muito mal conservados.
Por outro lado, a organização dos quarteirões em ruas estreitas, sem horizontes, dão-me uma sensação de claustrofobia.
São certamente estas as razões para apreciar os Olivais e agora também o Parque das Nações onde tirei esta foto em Julho/2018 a este passeio amplo reservado a peões no Campus da Justiça de Lisboa
Fez-me lembrar esta outra foto que mostro a seguir, que tirei em 1978 à "promenade" central da "Défense" em Paris, numa data em que ainda não existia a "Grande Arche" mas em que este novo bairro se constituía como uma urbanização futurista da cidade.
É sabido há muito tempo pelas pessoas que se interessam pela cultura clássica que a maioria das estátuas gregas era pintada e que a sua brancura quando foram "reencontradas" se devia ao efeito da passagem do tempo nas tintas que as tinham decorado quando inicialmente expostas. A imagem seguinte que retirei do artigo mostra a diferença do aspecto da cabeça duma mulher com e sem pintura.
No texto refere-se, entre outras coisas, a dificuldade psicológica que os ocidentais têm de aceitar que as
estátuas gregas e romanas eram polícromas e não daquele branco-mármore
que agora lhes parece essencial. Ou então que, mesmo sabendo que foram
polícromas, preferem uma versão da côr do mármore, normalmente com
alguma "patine" para acentuar as formas.
Refere também uma exposição "Gods in Color" referida na Wikipedia onde se diz que o conceito da exposiçaõ foi desenvolvido pelo arqueólogo alemão Vinzenz Brinkmann, trabalhando com o apoio da gliptoteca de Munique. A imagem seguinte mostra uma comparação feita nessa exposição, inserida também no artigo da New Yorker.
Embora eu não seja um fanático das esculturas sem tinta reconheço que me sinto também mais à vontade nas esculturas monocromáticas, as polícromas fazem-me lembrar bonecos artesanais de presépio, índios e caubóis em plástico pintado ou eventualmente exemplares dos museus de cera da Madame Tussaud, sobretudo quando cobertos por artigos texteis.
Existe uma qualidade abstracta na reprodução monocromática lembrando-nos que não se trata de um ser vivo mas tão só de uma das formas que pode assumir, como nesta Flora de Jean-Baptiste Carpeaux da colecção Gulbenkian exibida na exposição "Pose e Variações. Escultura Francesa no Tempo de Rodin"
Não nos devemos contudo esquecer dos hiper-realistas americanos, como por exemplo Carole Feuerman cujas esculturas eu já mostrara neste post, e em que repito aqui (por curiosidade para verificar se as reprovações são sistemáticas) uma imagem dele que se tornou não visível porque alguém ou algum algoritmo a considerou "não mostrável", talvez por se tratar de um nu frontal, porque a mesma escultura vista de trás não foi objecto de reprovação
e de que volto a mostrar o detalhe das gotas de água sobre a pele
sendo visível que se atingiu uma qualidade de reprodução quase perfeita.
Mas regressando à brancura recomendo a visita do 3º episódio desta série da BBC, que já referira aqui a propósito do azul, em que o Dr. James Fox fala sobre a História da Arte a propósito de 3 cores: o Dourado, o Azul e o Branco. Embora cada um dos programas dure 1 hora valem bem o tempo que se gasta.
No caso específico do branco James Fox refere os contributos do historiador de arte Winkelman e do industrial Wedgwood como dois dos principais impulsionadores da cor branca no Ocidente.
BBC A History of Art in Three Colours 1 of 3 - GOLD
BBC A History of Art in Three Colours 2 of 3 - BLUE
BBC A History of Art in Three Colours 3 of 3 - WHITE
Neste vídeo emitido no HBO Brasil em 7/Jul/2018 e publicado no Youtube , Gregório Duvivier da "Porta dos Fundos", que não conseguiu convencer um número suficiente de pessoas a não votar em Bolsonaro, apresenta sólidas razões para não votar nele apresentando mesmo vários outros candidatos como alternativas preferíveis
No filme seguinte, que vi aqui, adiantam-se conjecturas explicativas para tanta gente ter votado em Bolsonaro
Achei curiosa a envolvente desta estátua de mulher nua numa rua de Lisboa.
A criação de um nicho arbustivo para envolver a estátua, que já estava colocada num canto impedindo acesso à vista de muitos ângulos, quase parece pretender resguardar a estátua de olhares indiscretos. Será que o jardineiro tem ciúmes? Será a Susana da Bíblia depois do banho, aqui cuidadosamente protegida dos olhares libidinosos dos velhos?
Foi ontem (23-Out-2018) inaugurada pelo presidente da República Popular da China, Xi Jin Ping, a ponte marítima mais longa do planeta com 55km, que passou a unir Hong-Kong, Zhuhai e Macau na foz do delta do rio das pérolas.
A referência à simplicidade das casas japonesas decoradas de forma tradicional com esteiras de tatami no chão onde as pessoas se sentam sem recurso a cadeiras ou bancos como no post anterior
e como também em vários templos como este que visitei em Kyoto
fez-me lembrar uma ligação que me pareceu existir entre esta característica da cultura japonesa e a posição dos pontas dos pés das mulheres que estão em muitos casos a apontar para dentro, originando uma forma de andar estranha, que aos meus olhos de ocidental parece desajeitada, embora tenha lido aqui que é considerada no Japão como muito elegante e discreta.
Em japonês esta posição dos pés com as pontas viradas para dentro chama-se "uchimata". Infelizmente este é também o nome de um golpe de judo pelo que aconselho a googlar (uchimata girls) sem aspas para aceder a alguns sítios onde falam dos "pés metidos para dentro" como neste filme e neste post.
Nestoutro sítio encontrei apoio para a conjectura que então me ocorreu de que esta posição dos pés estaria ligada à posição mais frequente nas mulheres de se ajoelharem no chão sentando-se sobre os calcanhares. Como é patente nesta última foto esta posição força os pés a ficarem com as pontas viradas para dentro. Os homens não são forçados a sentar-se desta maneira pois têm a alternativa da posição de lótus que não é viável para as mulheres quando vestem algo que as impede de terem as pernas abertas como é o caso com kimonos de formato equivalente a uma saia "travada".
Os ingleses chama a esta posição dos pés "Pigeon toe".Cheguei a tirar uma foto aos pés dumas japonesas, sem sucesso para mostrar os pés metidos para dentro. Na minha foto seguinte, mostrando calçados estranhos para a moda ocidental, documento que me dei ao trabalho de enquadrar pés numa foto, coisa que julgo só ter feito no Japão
Entre a opulência deste interior do Palácio de Buckingham, nesta foto tirada por Annie Leibovitz em 2016 pelo 90º aniversário da rainha Isabel II, rodeada por 2 netos e 5 bisnetos, numa encenação certamente supercuidadosa
e o minimalismo desta casa japonesa situada no jardim de Sankien em Yokohama, numa foto tirada por mim em 2014
vai um mundo de possibilidades.
Mas mesmo o minimalismo, com o chão em tatami e aparentemente sem móveis deriva de uma tradição longa. Uma parte importante da casa é o jardim em que se insere, percebendo-se melhor ao ver um bocadinho do jardim
porque era a casa de uma família muito rica de Yokohama.
As casas japonesas com estrutura em madeira e painéis com papel translúcido deixando passar a luz parecem muito adequadas a uma terra com grande frequência de sismos. Se calhar fartaram-se de ver os móveis aos saltos durante os terramotos e optaram por guardar poucas coisas dentro de algumas caixas.
Nesta casa ainda tinham uns móveis com formas ocidentais, talvez fosse para receberem estrangeiros com dificuldade em se sentar no chão.
O Parque das Nações é inesgotável para tirar fotografias, desta vez uma poalha prateada no rio Tejo, observado ao lado do jardim Garcia da Orta, protegido do sol pela alameda de pinheiros
Entretanto tive dúvidas sobre o enquadramento desta foto e fiz duas variantes, em que o poste do teleférico deixou de aparecer, além de que o horizonte ficou de nível em vez de ligeiramente inclinado, a primeira com um ratio de 4:3
Desta vez não sei quais os nomes das plantas que passo a mostrar, primeiro esta que me surpreendeu porque de cada nó saem 10 folhas:
e ao pé dela estavam estas florinhas de um magenta praticamente puro, apenas com vermelho e azul, praticamente sem verde, como pude constatar medindo os componentes RGB (Red, Green, Blue) num programa de processamento de imagens
Depois concentrei-me apenas em 4 flores, onde também se constata que as folhas da planta são carnudas, para sobreviverem às secas algarvias
Apreciei o texto do Daniel Oliveira sobre os desenvolvimentos recentes, com a constituição de arguidos incluindo o director da Polícia Judiciária Militar, no âmbito da investigação do roubo de material militar em Tancos, que apareceu no jornal Expresso e de que destaco:
Mar visto de falésia em 27/Jul/2018 junto da praia dos Três Irmãos na freguesia de Alvor do concelho de Portimão, avistando-se a Ponta da Piedade ao fundo.
Vi esta imagem na New Yorker, foi feita por Ben Wiseman, um jovem "illustrator" (ilustrador, desenhador, artista gráfico, não sei qual o termo português mais frequente) e gostei imenso da caracterização quer do ambiente técnico quer dos variados tipos de pessoas que utilizam o metro de Nova Iorque.
Constato mais uma vez que as cores sólidas dos guaches chegam para caracterizar uma situação com muita complexidade.
Houve uma altura em que comprava postais nos quiosques, nas livrarias e nos museus, sobretudo quando estava em viagem, quando via imagens de que gostava.
Julgo que agora compro postais mais raramente, provavelmente por pensar que poderei rever a imagem na internet.
Comprei o postal "La Venexiana", que mostro a seguir, na Inglaterra há mais de 20 anos
de longe em longe vejo-o ao passar num meu álbum de postais, talvez aprecie que poderia ter sido pintado a guache pois tem cores sólidas, aparentemente sem sombras, se bem que as madeiras tenham várias tonalidades conforme estejam ao sol ou à sombra.
Os tons pastel e a composição minimalista parecem adequados a Setembro, um mês tranquilo no Algarve.
Ontem tirei esta foto do postal e fui à procura de quem era o autor. Trata-se de um artista italiano de Veneza, tem biografia e foto aqui.
Agora que se intensifica a pressão da direita para a recondução da Joana Marques Vidal, fui formando uma opinião que coincide praticamente com a do Daniel Oliveira, designadamente quando refere a fragilização de futuros procuradores que terão a tentação de agradar ao poder político para obterem um segundo mandato.
Acho curiosa a alegação de que finalmente se dá luta contra os poderosos, lembro-me que antes desta procuradora atacaram a Leonor Beleza, num processo aliás vergonhoso, a propósito da aquisição de sangue contaminado, o Oliveira e Costa a propósito do BPN, Jardim Gonçalves e administradores do Banco Comercial Português sem grandes resultados, prenderam Costa Freire, um secretário de Estado da Saúde, Isaltino Morais como autarca de Oeiras, acusaram Carlos Melancia e outros no caso dos faxes de Macau, Pinto da Costa e Valentim Loureiro na operação Apito Dourado, lançaram suspeitas sobre dirigentes do PS no caso Casa Pia e outros que sei que existiram mas que não me ocorrem imediatamente.
Parece-me que a referência à luta contra os poderosos não passa de um eufemismo para a prisão preventiva do Sócrates, sobre cuja actuação tenho agora grandes suspeitas, continuando contudo a considerar iníqua a sua prisão preventiva e pouco recomendável a condução do processo até à produção final da acusação.
Dá-se o caso de constituirem como arguidos agora Ricardo Salgado e outros do BES e administradores da Portugal Telecom. O descalabro do BES e da PT, pela sua dimensão, requeririam sempre um inquérito, procuradores anteriores também constituiram arguidos administradores de bancos. Processos contra Benfica e Sporting sucederam-se a processos contra Porto e Boavista.
Quanto à pena de prisão efectiva para Duarte Lima não consigo deixar de pensar que os processos que corriam contra ele ficaram mais céleres quando apareceram fortes indícios de ser responsável pelo assassínio duma mulher no Brasil.
E a actual procuradora não conseguiu por termo às violações sistemáticas do segredo de justiça alegando mesmo que as penalidades existentes na lei para esse tipo de crime não impunham prioridade ao seu tratamento.
Veremos como terminam os processos em curso. É natural que os poderosos se consigam defender melhor do que os que estão longe de qualquer poder mas ainda não se viram os resultados finais de muitos processos importantes iniciados por vários procuradores durande o mandato da actual procuradora.
Parafraseando o jornal "El Pais", sobre a extensão da duração dos julgamentos por medidas dilatórias, "em Portugal cá se fazem cá se pagam, desde que se goze de boa saúde... "
A referência no post anterior ao livro “A cidade subterrânea” de David Macaulay, um livro composto de páginas quase exclusivamente com desenhos, e uma reordenação de algumas prateleiras nas estantes de casa lembrou-me a existência de uma banda desenhada, que comprei já depois do ano 2000, intitulada Djinn, desenhada pela espanhola Ana Miralles com texto de Jean Dufaux.
A série interessou-me pelos desenhos das capas, pelos desenhos no interior e pelos ambientes exóticos. A história ao princípio enigmática, revelou-se muito fraca e comprei vários números por causa apenas da qualidade dos desenhos.
Hoje ao passar na Rua de Entrecampos, ao pé dum edifício da EPAL, adjacente à estação ferroviária de Entrecampos, encontrei uma cova com alguma dimensão onde estavam a instalar, entre outras coisas, o que me pareceu ser uma válvula numa conduta de água
em que no lado direito está uma garrafa de água de 1,5L que dá uma ideia da escala.
Achei curioso pintarem com cores diferentes as diversas peças do conjunto, parece inútil para um equipamento que vai ficar enterrado. Conjecturei que talvez facilitasse as instruções de montagem e que no futuro, quando escavarem para chegar a este equipamento a presença da côr, se ainda persistir, ajudará a identificar qual o componente que está a ser descoberto.
Tirei ainda outra foto do mesmo conjunto
ficando a pensar que a escala de objectos, como neste caso uma válvula, influencia bastante a sua forma, mesmo que tenham função idêntica de controlo do fluxo da água.
Lembrei-me também do livro "A cidade subterrânea" de David Macaulay, livro interessantíssimo com umas perspectivas espectaculares em que a terra aparece transparente, que referi aqui e cuja capa mostro a seguir
Uma pessoa por vezes esquece-se da existência de infraestruturas muito importantes que não estão à vista e concentra-se quase exclusivamente nas novidades da internet
Tenho continuado a ler de vez em quando a revista "The New Yorker", gosto dos textos e também das ilustrações.
Esta imagem apareceu recentemente num dos números da revista
provavelmente sobre a embrulhada em que os ingleses se meteram votando num referendo que queriam sair na União Europeia.
Mas o que me seduziu foi o resultado tão "realista" de um conjunto aparentemente tão arbitrário de manchas de cor espalhadas pela tela. Por exemplo não percebo o que estão a fazer a mancha vermelha ao pé de um dos olhos e as manchas cor-de-laranja ao pé do outro olho, já para não falar do verde-mar ao pé do nariz. Contudo identifico com grande facilidade a Theresa May.
Compreendo que isto será provavelmente o resultado de muitos anos de treino mas gostaria que me tivessem ensinado algumas técnicas que após algum treino me permitissem desenhar uma figura humana que pudesse ser identificada e que revelasse uma de várias emoções possíveis.
Na disciplina chamada "Desenho" que tive no liceu, os professores limitavam-se normalmente a dizer para pintarmos alguma coisa classificando depois o talento de cada aluno.
Tenho andado intrigado com um gel de banho da Nívea cujo cheiro muito aprecio e que dizia ter na sua composição malva.
A malva ou gerânio ou sardinheira que eu conhecia por estes 3 nomes cuja foto encontrei neste sítio
tinha um cheiro que me desagradava e que não tinha nada a ver com o do gel referido.
Hoje finalmente mostraram-me esta planta que fotografei
e que me disseram chamar-se Malva Cheirosa (Pelargonium graveolens). Esfregando uma folha na mão reconheci o cheiro semelhante ao do gel que referi!
Pelo que diz na Wikipédia, onde referem muitas variedades, cada uma com o seu cheiro, sob o mesmo nome de "Pelargonium graveolens" constato mais uma vez que a botânica não é para principiantes.
Li agora no Da Literatura (que também se poderia chamar "Da Actualidade") que Asia Argento, uma importante acusadora do produtor Harvey Weinstein foi por sua vez acusada de ter abusado sexualmente de um menor então com 17 anos.
Fez-me lembrar o PRD-Partido Renovador Democrático, nascido em Portugal em 1985, sob patrocínio não oficial do então presidente de República general Ramalho Eanes, baseado num programa para moralizar a política de então em Portugal.
Tiveram 18% dos votos em 1985, ano da sua criação, mas caíram logo para 5% em 1987 e 0,6% em 1991, ano em que deixaram de ter representação parlamentar.
Os eleitores constataram após o escrutínio à vida pessoal dos novos eleitos, decorrente da sua posição de destaque, que afinal os membros deste novo partido tinham tantas fraquezas humanas como os políticos que eles substituíram. Eu até diria que em muitos dos escrutínios então feitos se podia aplicar a frase popular, "a cada cavadela sua minhoca".
Seria absurdo dizer que em cada acusadora do Harvey Weinstein está uma abusadora sexual mas não podemos esquecer que são seres humanos logo alguns terão cometido erros.
vêem-se tatuagens. Parece-me que quando a pele humana está exposta durante períodos prolongados devido à ausência de roupa, à excepção da cara, das mãos e de zonas com pelos, existe uma maior probabilidade de aumentar o uso de tatuagens. Prefiro a pele lisa.
Consegui ler do princípio ao fim, de forma relativamente rápida, o livro "Jerusalém" de Simon Sebag Montefiore sobre a história desta cidade.
Frequentemente quando leio um livro escrevo (a lápis) referências a algumas páginas com detalhes que me interessaram e/ou surpreenderam. Neste caso não tenho essas notas disponíveis pois a obra ficou em Lisboa e assim tenho uma razoável desculpa para não me pronunciar sobre a situação actual, tão intratável que parece insolúvel, pelo menos até que aconteça algo tão inverosímil que viabilize novos caminhos actualmente inexistentes.
Mesmo assim custa-me a perceber a atracção tão forte por uma região da Terra que parece deter o recorde de atrocidades ao longo da sua longa história. Em Lisboa, além das fomes e pestes da Idade Média tivemos o terrível terramoto de 1755, mas nada que chegue aos horrores da destruição da cidade e massacre dos seus habitantes no ano 70 DC e da segunda destruição do que restava da cidade por Adriano em 132 DC, na sequência de outra revolta judaica, onde construiu outra povoação a que deu o nome de Élia Capitolina, em que era proibido que entrassem judeus.
O mesmo imperador renomeou a região chamada Judeia como Síria Palestina, um nome derivado de Filistina, terra dos Filisteus, habituais inimigos dos Judeus nas narrativas bíblicas. A cidade teve ainda que sofrer as investidas dos árabes na sua guerra santa no seúlo VII, dos cruzados, com algumas invasões sanguinolentas, assim como as diversas guerras entre muçulmanos pelo controlo da cidade, finalizando no mandato britânico, na independência de Israel e nas guerras permanentes entre judeus e árabes desde 1948 até à actualidade.
Descobri ao ler o livro que existia a crença que no fim do mundo a ressureição dos mortos começaria pelos cemitérios de Jerusalém, donde existirem pessoas que viajavam até lá para aí serem enterradas e a consequente abundância de cemitérios, como se vê na imagem.
Fez-me pensar em Varanasi, outro sítio onde parece ser conveniente morrer.
Os meus avós paternos fizeram uma viagem à Terra Santa, na primeira metade do século XX, mas não me descreveram a viagem e é sítio que até agora não me suscitou intenção de visitar.
Vi há poucos dias na praia de Alvor um fato de banho como este, incluindo touca, que eu vira num anúncio em Marraquexe e que referira neste post. O que vi agora era uma versão de cores mais discretas, um azul muito escuro aplicado uniformemente em todas as peças, com as linhas das costuras (naturalmente finas) de vermelho.
Vi na Índia mulheres a tomar banho de sari e é possível que, na ausência de protectores solares a preços compatíveis com o poder de compra local e dadas as elevadas temperaturas, acabe por ser uma solução razoável para alguns climas.
Lembro-me também de há uns 50 ou 60 anos os Montanheiros (das montanhas de Monchique) se deslocarem à Praia da Rocha numa festa anual em que as mulheres tomavam o seu banho de mar no que então se chamava "combinação", uma roupa interior com o formato de um vestido de alças. O banho era tomado à noite, talvez por pudor. Mas essa tradição acabou.
Antipatizo com esta moda em Portugal mas não deve ser proibida uma vez que não oculta a face da mulher. Se chamam a isto um burkini discordo desse nome pois a ocultação da face e de todo o corpo é o que caracteriza a burka.
Considero que andar de cara tapada na via pública deve ser proibido, como se defende por exemplo em "Os Tempos e as Vontades" aqui e aqui.
Anteontem, 5/Ago/2018, ao fim da tarde o céu ao pé da praia dos 3 irmãos continuava com os fumos do enorme incêndio na serra de Monchique.
O sol é aquele pequeno círculo branco no eixo central da imagem, próximo do horizonte, teria uma intensidade luminosa (depois de filtrado pelo fumo) ligeiramente maior que a lua. Abundam as cinzas sobre os terraços, automóveis e outras superfícies horizontais. Tenho memória de cinzas aqui cada 4 ou 5 anos, são recorrentes os incêndios na serra de Monchique.
São frequentes os incêndios nas pequenas propriedades florestais, o ano passado ardeu o grande pinhal de Leiria gerido pelo Estado, parece que só se safam os grandes eucaliptais geridos pelas celuloses.
Entretanto hoje à tarde passaram ao pé da Prainha em Alvor 3 hidroaviões do Reino de España, certamente para intervir em Monchique, é bom podermos contar com nuestros hermanos
a seguir um zoom da imagem anterior
e um perfil do mesmo avião
Adenda: segundo diz aqui os últimos grandes fogos em Monchique ocorreram em 1983, 1991, 2003 e agora em 2018. O tempo voa, afinal os fogos são mais espaçados do que os 4 ou 5 anos que referi "de memória" no meu texto acima
Este início de férias, um conceito válido mas ligeiramente inadequado para um reformado, tem perturbado o ritmo de publicação de posts aqui no blogue.
Venho agora mostrar uns pinheiros magníficos na Prainha em Alvor chamando a atenção para o tamanho descomunal de qualquer um dos espécimes se bem que o primeiro, que se desenvolve na horizontal, seja provavelmente um conjunto de árvores próximas
O segundo tem uma altura impressionante
Com tanto incêndio, eu que apreciava tanto os pinheiros, designadamente o seu cheiro, já me apercebera do inconveniente da queda incessante das suas folhas-agulhas e assim do carácter dinâmico e grupal da designação "árvores de folha perene", o que é perene é a presença de folhas na árvore em todas as estações do ano e não cada folha individual.
Agora, além desse pequeno inconveniente das agulhas caídas começo a olhar as árvores com alguma apreensão, devido a todos os incêndios que têm
ocorrido, nomeadamente estes últimos na Grécia.
Não se pode descurar a prevenção dos incêndios e a operacionalidade dos equipamentos de combate aos mesmos.