2013-10-29

Outono


A Helena Araújo do 2 Dedos de Conversa, um blogue muito variado e sempre muito interessante, brindou-nos com umas imagens lindíssimas do Outono em Potsdam.

O blogue tem imagens de grande qualidade cuja apresentação padecia até há algum tempo de falta de dimensão, eram apresentadas com poucos pixels.

Já há algum tempo que essa dificuldade pode ser facilmente ultrapassada clicando numa das imagens dum post. Nessa altura o blogger passa a fundo preto, mais apropriado para ver imagens, e mostra todas as imagens desse post num formato tão grande quanto o número de pixels do ficheiro original permita.

Recomendo vivamente a ver as imagens do "Outono em Potsdam - variações sobre um tema" clicando sobre uma das imagens, preferencialmente a primeira e vendo todas as imagens no tamanho grande, pois é muito mais fácil ver assim a sua grande qualidade.

Seleccionei um bocadinho da penúltima imagem deste post para a mostrar aqui, um bocado ampliada,


fez-me lembrar esta imagem do Escher.


Do post anterior ao que acabo de referir, "Outono em Potsdam" seleccionei um pedacinho da sexta imagem que mostro a seguir


lembrando aqueles empedrados compostos por círculos que se intersectam.


Vale a pena ver todas essas  imagens de que destaco esta, de um pato sobre um lago com reflexos dourados da luz da tarde e das folhas de Outono, que me recorda o lago de Giverny onde o Claude Monet pintou tantos quadros deslumbrantes.


2013-10-24

Onde a terra acaba e o mar começa - 2


Por coincidência passei ontem em frente dum texto do Engº Ferreira Dias, que já citei aqui, contendo o título deste post, esta expressão quase idiomática de Portugal. Gosto de muitos dos textos deste engenheiro, pelas críticas que faz, pelos objectivos que propõe e também pela forma da escrita.

O texto que refiro está na entrada do edifício anteriormente chamado "Laboratório Central", instalação da Companhia Nacional de Electricidade, actualmente integrada na empresa Labelec do grupo EDP





Transcrevo o texto para facilitar eventuais referências:

"Este laboratório tem sido objecto de críticas malsãs, como sonho de grandeza de quem desconhece o valor do dinheiro; mas a isto anotarei que tal opinião me parece uma forma discreta de incultura. Em todos os grandes países , as indústrias de vanguarda, (estão) longe de o esconderem, fazendo gala do que despendem em Laboratórios, estudos e pesquisas, em escala que nós desconhecemos; mas essas têm à volta um auditório diferente, que as ouve com respeito e faz do progresso das suas grandes empresas uma das razões de orgulho nacional.
Aqui, nesta ponta da Europa, onde a terra acaba e o mar começa, quase tem que se pedir desculpa de se dar um passo nesse caminho; são tão poucos os que se seguem, que estes se sentem isolados como quem vai por um mau trilho. No entanto, é por esse trilho que os países crescem, prosperam, ganham força e prestígio, mas a busca da prosperidade para os portugueses, é tema de lamúria e não de heroísmo, como se ela fora uma espécie de entidade metafísica, irredutível a termos materiais, atingíveis com alguma canseira."

Extracto de um discurso proferido em Maio de 1964 aquando da inauguração dos laboratórios

2013-10-23

Onde a terra acaba e o mar começa


A ponta sudoeste da Cornualha chama-se "Land's End", o Fim da Terra, no norte da Galiza existe o cabo Finisterra, os Portugueses têm uma descrição mais completa, a terra acaba mas não é o fim de  tudo, é o sítio onde o mar começa.

Existem muitos sítios onde a terra acaba e o mar começa, gosto muito deste, na esplanada do restaurante Furnas do Guincho, onde o mar parece querer entrar pela terra adentro. Tirei estas fotos em 30 de Outubro de 2011, por volta das 3 da tarde, quando o Sol cria no mar uma esteira prateada até ao horizonte. Nesse dia o mar estava agitado, criando muita espuma ao bater nas rochas




e de vez em quando apareciam ondas enormes como esta



ou esta, em que a luz do Sol também entrava pela onda adentro revelando aquele verde-mar tão típico



de que mostro um detalhe a seguir:



Nunca apanhei ondas tão grandes nas carreiras que fazia na Praia da Rocha no meu colchão pneumático de marca Repimpa, mas ver esta imagem fez-me relembrar perspectivas semelhantes de grandes ondas que poderíamos ainda conseguir "apanhar" para mais outra carreira, embora ver a onda já tão acabada assim fosse sinal de que as probabilidades de ela cair em cima de nós eram esmagadoras, aliás como a própria onda!

2013-10-17

Hannah Arendt


Eu nasci em 1949 e as memórias que me ficaram de Eichmann na minha infância foi de um nazi que tinha fugido para a Argentina onde foi raptado pelos serviços secretos israelitas e levado para Israel onde foi julgado, condenado à morte e executado.

Confirmei recentemente que estas minhas memórias estavam correctas embora não me lembrasse das datas.

Só muito mais tarde ouvi falar da filósofa Hannah Arendt e do seu conceito tão bem sintetizado na expressão "Banalidade do Mal".

A tese central de Hannah Arendt, no seu esforço de compreensão de como foi possível o horror do holocausto, é de que não é preciso ser um monstro para executar tarefas com consequências de uma malignidade extrema . Basta não pensar nas consequências do que se faz.

Fui ver o filme actualmente em exibição que recomendo vivamente e do qual deixo aqui um trailer.



Sem pretender fazer comparações descabidas com o horror nazi, existe contudo um aspecto na condução dos programas de "ajustamento" dos países europeus sob resgate que me perturba, e que consiste na afirmação que "é preciso manter o rumo". Quer isto dizer "quaisquer que sejam as consequências"? Custe o que custar? E que "não existem alternativas"?

Procurando no google cheguei a este site que achei interessante. Vi mais referências aqui, aqui e aqui.

2013-10-08

Afinal o tempo continua a ser o que era


No jornal Público referiram no fim de Maio/2013 que um canal francês de previsão meteorológica, "La Chaîne Météo" previra que o próximo Verão na Europa seria o mais frio dos últimos 200 anos.

A Chaîne Météo disponibiliza muitas Apps para os mais variados suportes. Infelizmente dedica tanto esforço à parte informática que lhe resta pouco tempo para fazer previsões meteorológicas de longo prazo credíveis e suspeito, pelo enorme fiasco do soundbyte, que as previsões de curto prazo terão pouca qualidade.

Não consigo deixar de referir que as agências públicas de previsão meteorológicas, pagas com o dinheiro dos contribuintes, instituições que por serem públicas alguns economistas se obstinam em considerar que não criam valor, mantiveram a opinião dominante que não é possível fazer previsões além de poucos dias, e continuaram a fazer previsões valiosas e de qualidade dos dias mais próximos.

A realidade chegou e em Junho, Julho, Agosto e Setembro tivemos tempo quente com 3 ondas de calor repartidas mais ou menos equitativamente pelo período do Verão.

Depois, pontualmente em vinte e picos de Setembro, pouco depois ou mesmo em cima do equinócio tivemos umas chuvas anunciando o Outono. Entretanto o calor regressou, num vai e vem típico da época.

Sinto-me à vontade para dizer agora que a primeira parte do Outono vai ser normal porque se ficar fresco é Outonal, se aquecer um bocado será o Verão de S.Martinho.

Entretanto voltaram a aparecer as plumas de que tanto gosto nos canaviais à beira-rio e por esses campos fora.

Como ainda tinha umas fotos por mostrar, que tirei em Outubro de 2012, aproveito agora esta oportunidade, o céu tinha na altura mais nuvens mas diz que elas vão voltar.












Esta última imagem é uma selecção ampliada de parte da que a precede.

2013-10-05

Ainda o álcool no trabalho


No mês de Agosto, influenciado pelos órgãos de comunicação social, escrevi um post referindo no ponto número 3) o caso do juiz que teceu considerações irónicas sobre o álcool no trabalho.

Explicaram-me entretanto que o essencial do caso não eram essas considerações irónicas mas que a taxa de alcoolémia foi obtida pela empresa de forma ilegal, pelo que não pode ser usada como prova e não existe nenhuma norma na empresa interditando o consumo de álcool, designadamente definindo um nível que não possa ser ultrapassado, pelo que seria completamente abusivo que a empresa despedisse o trabalhador, conforme se alega no acórdão.

Continuo a achar que o poder judicial deveria construir um portal do cidadão para fazer um resumo dos acórdãos que estão a ser contestados na comunicação social, explicando a racionalidade da decisão, com um link para o acórdão, para quem se interessasse pelos detalhes.

Em casos em que a argumentação não pudesse ser resumida de forma tão simples poderiam limitar-se a disponibilizar o link.

2013-10-04

Fuga à política de Portugal, para o Deserto?



Enquanto aguardo a ver se o Estado português entra ou não em incumprimento da dívida, aprovando (ou não) uma lei em que se recusa a cumprir os compromissos legalmente assumidos perante os pensionistas da função pública, veio-me a ideia de ir para o deserto, meditar e eventualmente pregar.

Numa das viagens que fiz à Grécia reparei que em muitas das igrejas ortodoxas que visitei aparecia uma imagem de uma mulher que era quase só pele e osso, agora dir-se-ia anoréctica. A auréola à volta da cabeça indicava ser uma santa e julgo que tomei nota de inscrições dizendo Hagia Maria ou Saint Mary, em conjunto talvez com uma referência ao Egipto. Já não me recordo como a localizei, provavelmente foi com o Google e a Wikipédia, que identifiquei a Santa Maria Egípcia.


A imagem acima seria provavelmente uma das que vi nas igrejas, na maior parte dos casos a representação dos motivos na arte bizantina é muito estilizada, curiosas as costelas da santa bem como os abdominais, mostrando a ausência de qualquer adiposidade. O ombro tem uma forma quase esférica, as pernas são finíssimas e os pés desproporcionadamente pequenos. No meio do deserto corre um curso de água, aparecendo também uns arbustos raquíticos e uns montes, deviam fazer parte do cenário da história em que o santo Zosimus encontrou a Maria toda nua a vaguear e lhe cedeu uma capa para se cobrir.


Nesta outra imagem, do encontro de Zosimus e Maria aparecem os mesmos motivos que referi anteriormente mas a representação é muito mais realista, embora continue a ser estilizada. Parece-me que será uma imagem mais recente do que a primeira.


Tenho uma grande dificuldade em ordenar por data de execução as diversas imagens da Maria Egípcia que me trouxe o Google Images. Esta a seguir parece-me situar-se entre a primeira e a segunda imagem que apresentei, com o ombro esférico, as mãos mais estilizadas do que na 2ª imagem bem como as sombras da cara.


A seguir a esta imagem coloco esta, sobretudo pelo penteado que me parece mais contemporâneo e um maior recato na apresentação do corpo nu que agora está quase todo coberto

 

Para finalizar mostro esta versão com um cabelo à hippie, uma cruz que cruza o braço numa simetria perfeita, em que as costelas já estão ocultas pela roupa que passou duma capa simples para um vetido com um drapeado que parece alta costura moderna, com um decote de grande modéstia e um braço desnudo mas com uma cava que cobre parcialmente o ombro. Diria que se trata também de uma imagem contemporânea.
 

Segundo a wikipédia esta santa viveu de 344 a 421. Como a queda de Roma ocorreu em 476, a santa viveu num tempo de declínio do império, o que poderá contribuir para explicar este recolhimento no deserto desta santa e de mais vários eremitas.

Talvez  estivessem fartos dos disparates dos políticos de então e da incapacidade do império se reformar.


2013-09-30

Jeremy Irons sobre reestruturação da dívida


Não estou de acordo com tudo o que o Jeremy Irons diz neste video mas considero doentia uma sociedade que quer aumentar os horários de trabalho quando existe tanta gente desempregada.

E não penso que tenha havido um plano da Alemanha para conquistar economicamente a Europa mas os empréstimos muito volumosos que fizeram aos nossos bancos e que serviram para muitos comprarem carros de luxo alemães e casas em Portugal, cujo preço não teria sido tão caro se não tivessem emprestado esse dinheiro aos nossos bancos, estão agora a ser pagos por contribuintes, pensionistas e funcionários públicos que pouco ou nada ganharam com esse dinheiro emprestado e cujos juros estão agora a ser forçados a pagar.


2013-09-27

Cisne Negro



Neste Verão li o livro “O Cisne Negro” escrito por Nassim Nicholas Taleb.

Antes da descoberta da existência de cisnes negros na Austrália usava-se provavelmente a expressão “branco como um cisne”. Esta associação “inevitável” entre cisne e cor branca, confirmada por milhares de observações empíricas, veio assim a revelar-se falsa.

O autor usa o termo “cisne negro” para designar eventos que não foram previstos, que têm um grande impacto e que, apesar de não terem sido previstos, fazem aparecer numerosas explicações sobre a sua previsibilidade.

O autor de origem libanesa foi afectado pela guerra ciivil que eclodiu no Líbano e que se prolongou por dezassete anos quando no seu início as pessoas julgavam que ia durar dias ou umas poucas semanas.

Esta experiência, em conjunto com a que acumulou como corretor de Bolsa, ensinou-lhe que o futuro é verdadeiramente imprevisível, existindo uma multidão de “especialistas” a fazer previsões inadequadas.

Entre outras observações achei graça a um argumento que o autor usa a certa altura ao referir que muitos fenómenos da actividade humana não observam a curva de Gauss mas que, mesmo sendo esse facto conhecido, se continuam a usar alguns modelos económicos para esses fenómenos incorporando a distribuição de Gauss, à falta do conhecimento duma distribuição que reflicta melhor a realidade. Diz o autor com ironia que este comportamento é análogo a chegar-se a uma cidade nova e, dada a indisponibilidade de mapas dessa cidade no nosso hotel, optarmos por usar o mapa da cidade de onde tínhamos vindo. No entanto, a mera existência de uma grande quantidade de distribuições de probabilidade além da distribuição de Gauss mostra que a generalidade das pessoas sabe que a distribuição de Gauss não se pode aplicar a todos os fenómenos.

O livro distingue entre propriedades físicas, como o peso ou a altura das pessoas, que obedecem a distribuições normais, das propriedades financeiras em que uma enorme quantidade de dinheiro se encontra na posse de um número muito restrito de pessoas, fazendo com que algumas características de uma dada propriedade percam significado, como por exemplo o valor da riqueza per capita dessa população.

É feita também a distinção entre profissões “escaláveis” e “não escaláveis”, nas primeiras, como por exemplo no caso dos dentistas, embora o preço de cada acto praticado por profissionais de diferente estatuto possa variar, o salário mensal está dependente do número de intervenções feitas em cada mês e esse número não pode aumentar de forma arbitrária porque exige tempo e esforço do profissional. Já um escritor não precisa de despender mais esforço para vender mais uma cópia dum seu livro. Dada a tendência para as pessoas seguirem modas, a partir dum certo volume de vendas estas autoalimentam-se, criando grandes disparidades nos rendimentos de escritores com méritos não tão diferentes como isso. Este fenómeno pôde ser comprovado quando uma escritora com grande sucesso, como recentemente a J.K.Rowling, escreve uma obra sob pseudónimo, obtendo boas críticas mas um volume de vendas modesto até ser revelado de quem se trata, altura em que as vendas disparam.

Também na indústria cada vez mais a estrutura dos preços se compõe dum investimento inicial de grande dimensão a que se segue, caso haja sucesso, a venda de produtos a um preço muito maior do que o custo da produção de mais uma peça. Isto passa-se com computadores, com aviões, com software de uso generalizado, etc. Quem consegue ganhar, mesmo que por uma pequena margem tem então tendência para ficar com a esmagadora maioria do mercado (the winner takes it all). Mas essa dominãncia quase absoluta no espaço pode não perdurar no tempo, sendo destruída rapidamente por novidades tecnológicas que vão surgindo. Foi o que o PC e as workstations fizeram ao negócio de mainframes da IBM, o que os smartphones fizeram ao segmento alto de telemóveis da Nokia, etc.

São dados alguns conselhos para as pessoas se protegerem dos cisnes negros negativos, aqueles que causam enormes perdas, e para tirar partido dos positivos, aqueles que propiciam enormes ganhos.

As críticas à atribuição de prémios Nobel da economia e às avaliações de desempenho de alguns gestores de topo fundadas nalguns casos (sem citar o livro penso por exemplo em Kenneth Lay no caso da Enron, ou Jorge Jardim Gonçalves no caso do BCP), mas depois generalizadas pelo autor, suscitaram críticas muito violentas à sua obra.

Falando de cisnes lembrei-me dum voo agitado de um cisne no Parque da Cidade no Porto, em Fev-2012. Tentando manter a ave enquadrada acabei por com esse movimento deixar tudo o resto desfocado, ficando focado (relativamente) apenas o cisne. A foto foi tirada com um telemóvel donde a falta de qualidade. A ave é enorme e quando voa atrás de algum ganso ou pato, já para não falar em pessoas, mete respeito.



Quando o cisne ficou mais calmo tirei-lhe outra foto, com as asas enfunadas pelo vento e reflectindo a luz do sol.

2013-09-23

23 de Setembro de 2013

Teria sido hoje, mais outra que o ex-ministro Vítor Gaspar não acertou:


'Alívio fiscal' para empresas e famílias


O PSD pediu alívio fiscal para empresas e famílias para o orçamento de 2014, à saída da reunião com a troika em 18 de Setembro de 2013, segundo o jornal Sol.


Ultimamente tenho ouvido muito esta associação de termos "empresas e famílias", normalmente num contexto em que se diz que as "empresas e famílias" têm já feito muitos sacrifícios e não se pode pedir-lhes mais sacrifícios.

Se não tenho muitas dúvidas em relação ao que são as empresas, já o mesmo não se passa em relação ao que se entende por "famílias".

O IRS é pago pelas pessoas singulares e não pelas famílias embora no seu cálculo se entre  em consideração (até quando?) com características do agregado familiar em que a pessoa singular por vezes se integra. E se um cidadão vive sózinho não se deve considerar "uma família".

Por outro lado o governo de Portugal pretende cortar as pensões legalmente atríbuídas a um conjunto importante de trabalhadores aposentados da função pública. O Presidente da República referiu-se a esse corte como um "imposto". E uma pessoa fica a pensar: então um casal de aposentados, com ou sem filhos não será uma família? O que leva o governo a pensar que a generalidade das famílias já não suporta mais sacrifícios mas que existe um subconjunto de famílias, os aposentados, que podem aguentar muito mais?

A expressão simples e correcta seria "as empresas e as pessoas" ou "as empresas e os cidadãos", as famílias não são para aqui chamadas.

Andei à procura no Google de imagens de "Família" e entre outras apareceu-me este ícone de que gostei. Se na altura existissem pensões de aposentação, o José e a Maria, quando as começassem a receber, teriam deixado nesse momento de serem considerados "uma família".



Tenho constatado que é frequentemente difícil identificar o autor de cada um dos ícones disponíveis na internet, neste também não consegui.



2013-09-17

Outsourcing

Às vezes o outsourcing é como varrer para debaixo do tapete. O comportamento era inaceitável para servir a Marinha mas já não haveria problema se prestasse o serviço através de uma subcontratada.

 A propósito do atirador de Washingtnon, notícia aqui:

...
O atirador, afastado da Marinha em 2011 por mau comportamento, levava consigo diversas armas, uma metralhadora AR-15, uma caçadeira (shotgun) e uma pistola, tendo deixado feridas oito pessoas, segundo a Reuters, e 14 segundo o "The Washington Post".

Alexis, que trabalhava agora para uma empresa privada que prestava serviços à Marinha...


2013-09-15

Fuga à política de Portugal, talvez Auroville?


Continuo descrente na capacidade do actual governo de Portugal conduzir o país por um caminho que nos leve a uma situação melhor do que a presente. Mas tenho ouvido e lido tantas críticas à acção governativa que me parece difícil dizer algo de original sobre o assunto.

Para ver se não me repetia coloquei a palavra “governo” na caixa de pesquisa deste blogue no canto superior esquerdo e constatei que não tinha grande coisa a acrescentar excepto que pessoas que fazem parte de um governo que usa os termos “requalificação” e “mobilidade” para designar um processo arbitrário de despedimento sem justa causa na função pública, não me merecem confiança.

Dado que não tenho tempo disponível para verificar exaustivamente os argumentos apresentados pelas pessoas que ouço, a confiança desempenha um papel fundamental na aceitação da argumentação. Por exemplo os Estados Unidos da América do Norte demorarão muitos anos para voltarem a recuperar a confiança que perderam com as mentiras sobre a existência de armas de destruição maciça no Iraque.

Existem governantes em Portugal que dizem que as pensões dos funcionários públicos, atribuídas segundo leis aprovadas pela Assembleia da República, são completamente insustentáveis e que têm que alterar unilateralmente os contratos existentes entre o Estado e os pensionistas porque não há dinheiro. A situação é para eles tão evidente e inescapável que não percebo como não se aperceberam dela antes das eleições de 2011. Então poderiam ter dito aos eleitores que a situação das pensões públicas era insustentável e que fazia parte do seu programa reduzi-las, alterando unilateralmente o compromisso que o Estado tinha tomado com os pensionistas, uma forma de incumprimento em relação a estes credores do Estado. Teriam assim agora um argumento para justificar a medida, pois então ela teria sido aprovada pela maioria dos eleitores, embora mesmo assim tivesse que passar pelo crivo do Tribunal Constitucional.

Mas dada a falta de credibilidade que me merecam os actuais governantes não acredito que as dificuldades de pagamento das pensões sejam tão graves como eles as descrevem.

Gostaria que o governo mudasse para poder voltar a atribuir à nova equipa o benefício da dúvida.

Enquanto isso não acontece pensei que me poderia dedicar à meditação.

Na viagem que fiz no ano passado entre Chennai (antiga Madras, ou Madrasta em Português) e Cochim passei por Pondichéry, pequeno território colonial francês, sensatamente descolonizado e entregue à União Indiana pelos franceses em 1956, ao contrário da política irrealista de Salazar que forçou a União Indiana a invadir militarmente Goa, Damão e Diu em 1961, deixando uma má vontade em relação a Portugal, potência colonizadora obstinada, que ainda hoje prejudica a relação entre os dois países.

A cerca de 10 km de Pondichéry fomos visitar Auroville, uma comunidade criada por Sri Aurobindo e pela sua colaboradora espiritual Mirra Richard. Depois de vermos um filme num pavilhão de acolhimento, em que faziam uma breve introdução aos propósitos da comunidade de Auroville andámos um pouco a pé até esta construção estranha chamada Matrimandir.



Dada a minha formação electrotécnica as formas lembraram-me os laboratórios de muito alta tensão, com discos prateados em vez de dourados. Disseram-nos que o acesso ao interior era muito restrito visto ser um local de meditação que seria certamente perturbada pelo vaivém de turistas visitantes. Li que tinham uma bola de vidro muito grande, talvez a maior existente na Terra, que recebia a luz do exterior.

Fui ao Google Earth donde tirei esta imagem do local,



dando uma ideia do arranjo geométrico cuidado do terreno em que a esfera metálica está colocada. A wikipédia tem alguma informação sobre o que tenho estado a falar, dispensei-me de colocar links para Aurobindo, Auroville, Matrimandir, Mirra Richard, etc.

Frequentemente estas comunidades utópicas revelam graves problemas de governação, todos os governos podem apresentar justificadamente a desculpa de que governar é uma arte difícil. Auroville tem um site aqui. Noutro site obtive umas impressões um bocado críticas.

Neste último site satisfiz a minha curiosidade sobre o interior do Matrimandir com esta imagem que apresento a seguir:


Noutro site tinha outra imagem do mesmo interior:



Acho que me falta paciência para a meditação.

2013-09-11

Energia, Ambiente e Finanças


No Forum Abel Varzim, que aparentemente foi vítima de um ataque informático, o Engº António Leite Garcia publicou um Manifesto intitulado "REFLEXÕES SOBRE ENERGIA, AMBIENTE E EQUILÍBRIOS FINANCEIROS".

O documento reflecte a sabedoria de quem o escreve e embora eu discorde de uma ou outra opinião acho o conjunto muito sensato e tenho pena que a política energética de Portugal se tenha afastado excessivamente do que o documento preconiza. Como não se limita a soundbytes o documento tem a extensão apreciável de 32 páginas densas.

Dada a indisponibilidade do texto completo no site do Forum acima referido coloquei o ficheiro .pdf no meu site, podendo-se fazer o download usando esta ligação.

Para ilustrar o tema escolhi esta foto que tirei no autocarro que me levou do aeroporto de Xangai até ao centro da cidade em Agosto de 2009.

Pessoas mais familiarizadas com linhas de Muito Alta Tensão notarão que cada fase é composta por 6 condutores! Nos nossos 400kV temos dois condutores por fase e em Inglaterra é comum ver 4 condutores por fase  mas ver 6 condutores por fase foi para mim uma estreia.

A China está-se a desenvolver a uma velocidade estonteante e ainda há pouco tempo os apagões eléctricos eram frequentes. Agora devem começar a rarear.

2013-09-01

“Rating” de pintores de alguns países do “Ocidente”



No último post deste blogue, em que mostrava uma obra dum pintor alemão, coloquei a frase “Os pintores alemães estão na sua maioria no clube dos pouco famosos”. O contexto falava da tendência que os seres humanos têm para seguir a opinião dominante o que dá origem a um apreço excessivo pelos autores mais famosos bem como uma valorização insuficiente dos que ficaram aquém do limiar em que a fama se auto-alimenta.

A Helena alegou que isto seria uma questão de perspectiva, que em Berlim não seriam da mesma opinião e, dado que a minha frase acima referida provinha de uma impressão pessoal e tendo eu vivido sempre em Portugal seja natural que esteja mais exposto às influências culturais estrangeiras dominantes por cá, fiz uma pequena investigação adicional.

Fui ao Google e coloquei entre aspas “french painter”, “german painter”, etc, tomando nota dos milhares de resultados que cada um dos termos de busca obtinha

Depois pensei que haveria aqui um “bias” favorável aos anglo-saxónicos pelo que fui ao Google tradutor que me disse que “italian painter” se dizia em alemão “italienischer maler”. A minha ignorãncia do alemão não me permite perceber a razão porque o número de resultados de “italienische maler” ou mesmo de “italienisch maler” pode diferir por uma ordem de grandeza mas procurei para cada uma das nacionalidades escolher destas 3 variantes de terminação (isch, ische e ischer) a que obtinha mais resultados.

Na tabela a seguir apresento os resultados que obtive.



A tabela está ordenada por ordem decrescente dos resultados em inglês. Fiquei um pouco surpreendido com o número elevado de resultados do “german painter” embora possa continuar a argumentar que italianos, franceses e sobretudo os flamengos têm menos gente que os alemães pelo que a sua classificação deveria ser “normalizada” em função da população. Nesse caso os flamengos passariam certamente para o primeiro lugar.

Não tenho pretensão de que esta tabela seja mais do que um “exercício de café” apropriado para um blogue.

Existe contudo outro sítio, com a lista dos quadros mais caros onde nos primeiros 50 me parece constar apenas uma obra de um alemão, a Madona de Darmstadt de Hans Holbein the Younger.
Esta lista parece-me uma melhor confirmação da minha impressão de que a fama não tem bafejado muitos pintores alemães.

Para finalizar mostro este Mar de Gelo de Caspar David Friedrich que fotografei num museu de Hamburgo mas em que o ficheiro da Wikipédia era mais uma vez melhor do que a minha foto.



Nesse museu apreciei muito a forma descontraída como esta turma de estudantes alemães se interessava pela arte da pintura. Será que os comentadores portugueses diriam que se tratava de um facilitismo intolerável?

2013-08-24

August Macke (1887-1914) - Badende


Com tanta água nos posts anteriores e este calor, embaraçoso para quem previu o Verão mais frio dos últimos muitos anos, é mais que tempo de mostrar umas banhistas.

Fotografei este quadro num museu de Munique e, já não me lembrava do nome do pintor, mas o Google Images identificou-o logo como sendo de August Macke, e a obra como "Badende Madchen mit Stadt im Hintergrund" traduzível por "Raparigas banhando-se com cidade ao fundo". O título é muito explicativo, eu não tinha reparado que havia uma cidade representada no quadro, o meu olhar era mais atraído pelas banhistas.



Vê-se que o pintor morreu no ano dos seus 27 anos, foi uma vítima da primeira guerra mundial, em que os velhos da classe dominante mandaram os seus filhos e netos servir de carne para canhão e ao contrário da história do Abraão e seu filho Isaac, desta vez Deus não enviou o seu anjo para suster a mão do carrasco.

Em muitas áreas da actividade humana a nossa tendência para a carneirada leva a que se valorize excessivamente alguns autores em relação a outros, por vezes com um talento equivalente.

É conhecido o teste que fizeram com um músico muito famoso, que foi tocar para o metropolitano de Washington, tendo recebido algumas moedas mas não conseguindo juntar as multidões que esgotam os concertos em que toca.

Ou recentemente com a J.K.Rowling que escreveu um livro sob pseudónimo, que recebeu uma muito boa crítica mas conseguindo apenas vender 1500 exemplares até ao momento em que revelaram quem era o autor, altura em que as vendas dispararam. Neste caso o autor não só tinha um talento comparável ao de J.K.Rawling como tinha exactamente o mesmo telento de J.K.Rawling pois era a J.K.Rawling!

Houve qualquer coisa de muito positivo que se passou na pintura em Paris, este pintor também passou por lá, mas a diferença de talento entre pintores tão pouco é bem quantificada pelos valores monetários pelos quais as obras se transaccionam ou pela fama relativa que têm. Os pintores alemães estão na sua maioria no clube dos pouco famosos.

Fiquei agradavelmente surpreendido ao saber através da Wikipédia que este pintor tinha sido muito influenciado por Robert Delaunay, os círculos do quadro tinham-me levado a pensar nele. E divagando pela Wikipédia constatei que Delaunay e a sua mulher Sonia viveram entre 1915 e 1917 em Vila do Conde, afinal bastante perto das margens do rio Lima, de que falei nos 3 posts anteriores!

Como é possível dizer que a Europa não existe?

2013-08-21

Nas margens do rio Lima - 3


Os leitores desculparão a insistência nestas margens do rio Lima mas são realmente muito bonitas.

Começo desta vez por mostrar um ribeiro ou riacho afluente do rio, com uma pequena praia fluvial com um bocadinho de areia. Tudo muito bucólico, quase só faltam uns pastores a tocar flauta para encantar a princesa que fosse passando.




Vê-se um bocadinho de água no topo da foto seguinte mas a minha vista é atraída pela vegetação exuberante.

Curiosa a forma como as plantas se agrupam naturalmente umas com as outras, creio que esta parte não foi ajardinada. Parece assim que os canteiros acabam por imitar de certa forma a natureza. Isto deve-se certamente à maior facilidade das plantas se reproduzirem na vizinhança imediata, embora existam muitos mecanismos de dispersão das sementes.




A seguir mostro um caminho à beira-rio que agora tem o simpático nome de ecopista. Parece que se vai penetrar numa selva, mas tudo isto tem muita urbanidade, proporcionando um agradável passeio pedestre com a vantagem de, ao seguir o curso do rio, ser praticamente de nível, sem subidas nem descidas.



Depois mostro esta linda inflorescência que, depois do que me disse o Paulo Araújo, do Dias com Árvoresneste post com uma foto bem focada (ao contrário desta), me parece ser uma Umbelífera cujo nome vem de Umbela


E finalizo este post com este fundo de riacho que me ajudou a ver que alguma da arte que parece abstracta poderá ter uma origem muito concreta




Julgo que os círculos seriam causados por uns insectos que em Portugal se chamam "alfaiates", da família Gerridae, uns insectos leves que se deslocam sobre a água aproveitando a existência da tensão superficial deste líquido. Alguns americanos chamam-lhes "Jesus bug". O texto em inglês sobre estes animaizinhos tem uma dimensão esmagadora em relação à versão em português, como é infelizmente frequente. A imagem seguinte é uma ampliação duma zona da imagem que a precede.



E a seguir fiz mais uma ampliação. Acho estas texturas fascinantes, hipnóticas, como comentaram neste blogue uma vez



2013-08-17

Nas margens do rio Lima - 2


Em Ponte de Lima vi esta ávore que me faz pensar em fogos-de-artifício. Antigamente chamaria a isto um chorão, agora já tenho dúvidas, a árvore parece diferente.

Achei que nesta altura de férias não ficariam mal umas imagens tipo bilhete postal e acho que esta ficaria bem nessa categoria.





Também gostei desta muralha verde com tons de por-do-sol, desta vez era mesmo fim de tarde. Notar os bancos vermelhos que votarão a aparecer na próxima imagem




Esta é a parede vegetal da imagem anterior mas vista por dentro, trata-se de um passeio magnífico à beira-rio, do lado do centro histórico de Ponte de Lima em que os raios de sol entravam com mais moderação do que a foto dá a entender, é o problema do ajuste automático da exposição que não consigo controlar porque, como normalmente essa exposição é adequada, não tenho incentivo para estudar a máquina fotográfica com detalhe.

Aqui eram plátanos muito grandes, a frescura era intensa, mesmo num dia bastante quente. A folhagem formava um túnel muito agradável, não só se via a luz ao fundo do túel como mesmo dos lados também havia iluminação.



Parecia um sítio bom para conversas em  passeios intermináveis ora para um lado ora para o outro.

2013-08-14

Nas margens do rio Lima


Estas flores amarelas são comuns em Portugal, talvez mais bravias do que de jardim, compartilho com os leitores mais uma vez a minha ignorância, pois não sei como se chamam, mas o conjunto é muito agradável à vista.




Tenho constatado alguma fixação da minha parte nestas plantas de folhas compridas e finas que abundam nos locais húmidos como as margens dos rios, talvez me façam pensar em pinceladas ou em cabeleiras soltas, nestas há uns tons de azul que possivelmente são reflexos da cor do céu.




A seguir as mesmas plantas mas em contra-luz. Dependendo da intensidade do écran do PC onde são vistas serão mais ou menos contra-luz, era bom que houvesse uma maior normalização das características dos monitores dos computadores mas é certamente um problema muito complexo, a começar pela vantagem de cobrir uma vasta gama de preços dos aparelhos e a acabar nas condições de iluminação ambiente de cada um, que  vão duma sala em penumbra a uma esplanada debaixo da luz do Sol.




E para finalizar, mostro não só as margens como o rio Lima propriamente dito, com o verde exuberante da vegetação e os reflexos prateados do que julguei ser um fim-de-tarde mas que constatei depois ser um fim-de-manhã com o Sol já muito alto



2013-08-09

Comentários breves e flores na Beira-Rio


É difícil resistir a comentar a actualidade de Portugal e farei assim 4 comentários em que serei breve:

1) A ministra das finanças, Maria Luís Albuquerque, mentiu ao tentar convencer a opinião pública que tinha sido surpreendida pela existência de contratos swaps sobre os quais o anterior governo não lhe teria passado nenhuma informação, quando existem evidências esmagadoras do contrário. O grau de detalhe de cada uma das etapas do processo de transferência de informação é neste caso de muito pouco interesse.

2) O Secretário de Estado do Tesouro procedeu mal ao tentar que o Estado fizesse um contrato com o banco que representava que permitiria esconder dívida pública. O PSD e o CDS criticaram violentamente o anterior governo do PS por ter escondido dívida pública, escondendo dos Portugueses a grave situação financeira do país. É intolerável que no seio do governo do PSD e CDS esteja uma pessoa que desenvolveu esforços para que o Estado Português fizesse aquilo que tanto criticam.

3) Andou mal o Tribunal que se permitiu fazer considerações irónicas e despropositadas sobre os trabalhadores que tinham álcool a mais no sangue quando no seu posto de trabalho. Os juízes são irresponsáveis perante as partes que julgam, uma vez que os eventuais danos que causem, quando julgam bem, se devem às leis em vigor e não à aplicação correcta que fazem delas. Em casos como estes, que vão completamente contra o senso comum, os órgãos disciplinares dos juízes deveriam explicar à população em geral porque é que uma decisão que parece tão errada afinal é a mais correcta ou qual foi a pena disciplinar aplicada aos juízes por terem cometido um erro tão grosseiro. Mas nestes casos só se ouve o Silêncio. Deve ser isto o que chamam o Segredo de Justiça.

4) Andou mal o tribunal que não considerou como provado que o cão Zico matou uma criança. O cão devia ter sido abatido sem contemplações.

Com tanta observação desanimadora resta-nos contemplar estas lindas inflorescências bravias que captei à Beira-Rio, em Maio deste ano de 2013, no fim do estrado de madeira que parte de ao pé da estátua da Dª.Catarina de Bragança na direcção da Ponte Vaso da Gama.

Não me consegui decidir por nenhuma das fotos pelo que apresento as duas:







P.S. Num blogue é possível fazer post-scripts ligando posts escritos no futuro, como este em que refiro o item 3 da lista acima

2013-08-05

Escultura de Artur Rosa



Desde que vi esta escultura que a admiro, foi por assim dizer "amor à primeira vista". Trata-se de uma escultura na sede em Lisboa da Fundação Calouste Gulbenkian feita pelo arquitecto Artur Rosa.

Não conheço bem a obra deste arquitecto, exceptuando esta escultura, a de cubos vermelhos na Av. Conde de Valbom  e a estação de metro do Terreiro do Paço.

Se no post anterior apareciam sombras com ritmo, aqui trata-se de uma escultura com ritmo, melodia e harmonia espacial, muito adequada pela proximidade do Grande Auditório onde estas propriedades se manifestam no domínio temporal.




A limitação das imagens neste blog a uma largura de 800 pixels é por vezes inconveniente. A imagem seguinte, embora mostrada com 800 pixels no post baseia-se numa imagem com maior definição, que poderá ser acedida no álbum Picasa clicando nela




Disseram-me há muitos anos que a ideia principal desta escultura era a eliminação das barreiras entre espaço exterior e interior, ela existe realmente em ambos os espaços e o edifício da Fundação, com as suas amplas janelas sobre o jardim, facilita essa eliminação.

A escultura faz-me ainda lembrar a Banda Desenhada em que a exibição de um mesmo motivo em vários pontos do espaço cria uma sensação de movimento. Na imagem seguinte mostro o detalhe onde se dão as transformações que me parece mais importantes.




e finalizo com esta bela foto que fui buscar ao sítio da Fundação Gulbenkian.