2012-11-26

Mosaicos do Chiado e outros blogues



No outro dia apareceu-me num e-mail uma imagem que me surpreendeu do Largo do Chiado, tirada de um andar alto de um dos prédios de lá. Nunca tinha reparado na unidade do desenho dos mosaicos do chão, que requer algum distanciamento:




Como a imagem era relativamente pequena, apenas 480x319 pixels, e não trazia aparentemente informação sobre a sua origem, fiz o “drag and drop” no Google-Imagens e fui dar a este post do blogue carex: garden design by carolyn mullet.

Deste blogue que tem umas imagens lindíssimas sobre plantas, jardins e urbanismo, incluindo outras imagens de Portugal,  fui encaminhado para o sítio da autora da foto, este post do blogue da autora da foto, a Katarzyna Jaśkiewicz cujo nome, afinal, já era visível no canto inferior esquerdo da fotografia e que tem mais imagens interessantes.

Fui ao Google Earth, onde é possível ver o desenho dos mosaicos, embora com menos nitidez, mas dando para ver que o padrão dos mosaicos se prolonga pela Rua Garret.



Entretanto achei que a minha lista de blogues estava inalterada há muito tempo pelo que , além destes dois blogues vou incluir ainda:

- The Becker-Posner blog, de dois professores da Universidade de Chicago, Gary Becker é um economista, distinguido com o prémio nobel em 1992, Posner é um jurista famoso;

- Dani Rodrik's weblog, feito por um economista de origem turca que ensina na Universidade de Harvard, tendo-se interessado por temas de desenvolvimento económico.

2012-11-23

Mosaicos Bizantinos



Ao continuar a falar de Mosaicos Bizantinos sinto-me na obrigação de avisar o leitor que, à semelhança do Gotlib da Rubrique-à-Brac, estou a partilhar com ele a minha ignorância, pois sobre este tema que acho tão interessante não tenho qualquer formação académica.

Enquanto os mosaicos contemporâneos de Kotsonis, quer com motivos clássicos quer com motivos modernos, me parecem ter evoluído no sentido de uma maior simplicidade, quer na maior regularidade da colocação das pedras quer na renúncia a uma representação muito detalhada do motivo da obra, talvez porque se sabe que para uma cópia mais exacta já temos a fotografia, numa direcção semelhante à seguida, por exemplo, pela Maluda, como refiro neste post, houve entre o século VI em que foram construídos os arcanjos que mostrei aqui e este São Nicolau que encontrei no terraço sobre a porta da entrada da Basílica de São Marcos em Veneza e fotografei com uma máquina digital



um enriquecimento dos detalhes, no sentido de tornar a representação mais parecida com a realidade. A importância das variações de cor estão bem patentes no detalhe deste mesmo mosaico, resultante duma digitalização dum slide que tinha tirado anteriormente há muitos anos no mesmo local:




Para verificar o que acabo de dizer fiz uma operação num programa processador de imagens que consiste em reduzir o número de cores de uma imagem a apenas 16. Mostro a imagem da Virgem Maria de Kotsonis antes e depois da redução a 16 cores


onde se constata ter pouco impacto a redução do numero de cores, enquanto que esse impacto é muito maior na imagem da cabeça de S.Nicolau que mostro a seguir:



Os contactos frequentes e intensos entre Veneza e o império Bizantino mantiveram e desenvolveram esta arte do mosaico em Veneza, com a vantagem de não terem sofrido os dois períodos de destruição iconoclasta. É também por isso que o interior da Basílica de São Marcos é um autêntico deslumbramento mas isso será objecto de um próximo post.

2012-11-19

Cores de Outono


Nos Olivais Sul os Choupos guardam ciosamente as suas folhas, às vezes até meados do Inverno. Já as Tílias na rua Cidade do Lobito, em que há uma zona com uma dúzia delas, estão quase a perder as folhas todas, pelo menos já há poucas verdes, como se constata aqui




e também aqui




formando um lindo tapete no chão, embora podendo ser escorregadio...




No bairro de Alvalade estavam estas flores amarelas, aparentemente retardatárias mas presumo que neste clima ameno qualquer estação será razoável para florir:




2012-11-14

George Kotsonis ( 1940- )

Ainda no DVD sobre Chipre tomei conhecimento da obra de George Kotsonis, artista contemporâneo que se dedica ao mosaico e à pintura.

Mostro primeiro detalhe de mosaico com Virgem Maria e Menino Jesus



seguido de detalhe apenas com Maria (parece-me tratar-se da mesma imagem)



Embora os motivos sejam muito antigos, bem como a técnica do mosaico, parece-me notar aqui alguma modernidade no arranjo das pedras. Considero que a tecnologia e o tema não esgotam a criatividade do artista, parecendo haver sempre a hipótese de se fazerem variações,. Não sei porquê mas parece-me haver nestas duas imagens mais modernidade do que nas antigas. Impressiona-me como pequenos pormenores da execução enriquecem tanto a imagem.

Abandonando os motivos religiosos Kotsonis mostra grandes possibilidades dos mosaicos nesta imagem de com tema não convencional de mulher a tocar flauta



e nesta com um mito grego que não consegui identificar




A imagem seguinte é uma concatenação de 3 "snapshots" de um "travelling" sobre um mosaico com figuras estilizadas



e voltamos ao tema da mãe e filho mas agora contemporâneos, que trouxe daqui



Para finalizar deixo mais duas pinturas que trouxe do site referido no início deste post





Curioso como são raras as referências obtidas através do Google aos mosaicos de George Kotsonis, é muito mais frequente encontrar as pinturas.

2012-11-11

Arcanjos


Há pouco tempo tive uma reunião de 2 dias em Chipre. Não existem voos directos de Lisboa pelo que a viagem é demorada e não tive oportunidade de visitar lá nenhuma igreja. Mas nalguns folhetos turísticos e num DVD que me deram sobre Chipre a minha atenção foi chamada por este mosaico bizantino.



vendo-se melhor aqui



Sinto fascínio pela arte bizantina, quer na forma de mosaicos quer nos frescos, atrai-me o ambiente irreal das obras. Curiosamente “arte bizantina” é uma das buscas mais frequentes que traz visitantes a este blogue, por exemplo aqui e aqui. Este mosaico está na igreja de Angeloktisti, (igreja dos anjos) perto da cidade de Larnaca, datando do século VI, o século em que foi construída a igreja de Santa Sofia na então Constantinopla e agora Istambul.

O facto de ter sobrevivido aos dois períodos iconoclastas, em que no Império Romano do Oriente foi decretada a destruição das representações de figuras humanas nos ícones com a intenção de prevenir a idolatria, torna-o uma raridade, como por exemplo os mosaicos das igrejas de Ravena, executados no mesmo século VI.



Estes tectos em forma de quarto de esfera sobre o altar-mor da igreja costumam representar o Cristo Pantocrator (que significa Cristo Todo-poderoso) mas neste caso mostram a Virgem Maria com o menino Jesus. Para não haver dúvidas a figura está legendada como “ΗΑΓΙΑ ΜΑΡΙΑ” ou Agia Maria ou Santa Maria (talvez Maria Santíssima seja melhor tradução). À esquerda está o Arcanjo “ΜΙΧΑΗΛ” ou MICHAEL ou Miguel, enquanto à nossa direita fica o Arcanjo “ΓΑΒΡΙΗΛ” ou GABRIEL, o que teve a missão de fazer a Anunciação à Virgem Maria.

A Wikipédia também fala de Arcanjos, diz que são anjos mais importantes, a sua existência é reconhecida pelo Judaísmo, pelo Cristianismo e pelo Islamismo, o que lhes dá uma grande verosimilhança, não fora o pormenor de todas estas religiões serem “religiões do livro” reconhecendo cada uma delas versões específicas da Bíblia, onde existe referência a anjos e a um arcanjo. A Igreja Católica reconhece 3, Miguel, Gabriel e Rafael. Às vezes penso que já deveria ter visto “As asas do desejo” do Wim Wenders, o filme escapou-me na altura e ainda não o vi.

Estas visitas virtuais têm as suas vantagens, é possível que no local não tivesse acesso a uma visão tão detalhada do mosaico como a que se vê a seguir



De uma forma geral o alinhamento das pedrinhas é uma componente importante destes mosaicos que têm uma granularidade apreciável, quero dizer as pedrinhas são relativamente grandes, sendo a sua presença visível e influenciando o aspecto da obra. O número de cores disponíveis está muito longe dos alegados mais de 20000 tons que se usam nos mosaicos da igreja de S. Pedro em Roma que à primeira vista parecem pinturas a óleo. Mas as sombras são representadas através de pedras com tons mais escuros e as pedras são cortadas com formas adequadas, por exemplo em triângulo na parte final dos lábios.

Seguem os arcanjos, primeiro o S. Miguel do lado esquerdo



com asas verdes muito bonitas e caracóis no cabelo, embora o corpo esteja danificado e o S.Gabriel a seguir


este parece-me que com uma barba.

Todas as figuras estão numa pose que parece fotográfica e embora os arcanjos não estejam a olhar para nós de uma forma directa como a Virgem Maria e o Menino Jesus, têm os dois olhos visíveis, as tomadas de vista de perfil são pouco frequentes nestas imagens da arte bizantina.

Lembrei-me agora da oração que me ensinaram para o “meu” Anjo da Guarda:

Anjo da Guarda,
minha doce companhia,
não me desampareis
nem de noite nem de dia.

2012-11-07

Luzes (da aurora e da manhã)


É para mim raro observar a aurora, neste caso tinha que ir apanhar um avião.





 No dia anterior de manhã a luz era intensa, fazendo aquela esteira luminosa  sobre o mar de que gosto tanto


2012-11-03

Duas Araucárias contra nuvens em céu azul


Hesitei no título a dar a este post, a alternativa teria sido "Enquadramentos".

Um destes dias vi uma nuvem branca imensa sobre um céu muito azul, em que se viam também algumas árvores. Obtive então a imagem que segue, em que deixei de fora o casario turístico de fraca qualidade arquitectónica de uma costa do Mediterrâneo



depois pensei que as duas araucárias poderiam ficar bem num enquadramento que se desenvolvesse predominantemente na vertical e obtive esta versão



em que se nota mais a presença das casas que se mantêm todavia discretas, pelo pouco contraste dos brancos das casas e das nuvens

Depois, como a discriminação da máquina ainda permitia outra vista mais ampliada tentei um enquadramento com menor preponderância da dimensão vertical


2012-10-31

O tigre celta: maravilhoso exemplo para os Portugueses

No Finantial Times fala sobre os prédios com fundações podres que afectam vítimas do boom imobiliário Irlandês. Era o paraíso que tanta gente em Portugal nos apontava como o exemplo a seguir.

Cores dos faróis


Constato que a minha experiência com as cores dos faróis das entradas das barras está ligada à barra de entrada da ria do Arade, em que dois molhes protegem o porto de Portimão.

Na esmagadora maioria dos casos passeio no molhe de cerca de 800 metros baseado na Praia da Rocha, cujo farol está pintado com riscas vermelhas e brancas e com uma luz vermelha a piscar à noite, vendo ao longe o farol do molhe de Ferragudo, de cor verde, conforme se vê na imagem que segue.




Para quem está a sair da barra o farol vermelho está do lado direito e o farol verde está do lado esquerdo. É esta a imagem mental que me guia, sempre que quero saber a cor dos faróis ou das bóias de canais que vão dar ao mar.

Nos barcos deve existir uma luz vermelha no bombordo e uma luz verde no estibordo. Bombordo é o bordo do lado esquerdo da embarcação quando se olha para a proa e uma boa forma de lembrar a convenção é pensar que era o nome do bordo do lado onde estava a terra, quando os navegantes portugueses rumavam em direcção ao sul explorando a costa aficana. Esta origem da designação "bombordo" tem pouca solidez mas é uma boa mnemónica.

Quando os barcos estão a entrar num canal ou porto as luzes da embarcação estão em concordância com as luzes dos faróis da barra/bóias do canal (vermelho com vermelho, verde do mesmo lado do verde) enquanto quando estão a sair estão em oposição (verde com vermelho e vermelho com verde).

Tirei a foto seguinte ao farol de Ferragudo porque achei engraçado que se tivessem lembrado de assinalar a entrada do recinto do farol com luzes colocadas como se esta entrada do portão fosse uma entrada duma barra.


2012-10-28

Luz de Outono


Quando passeio no molhe da Praia da Rocha costuma ser Verão e estar um céu azul e um sol intenso.

Desta vez já era Outono e o céu estava algo dramático, com nuvens escuras criando uma atmosfera sombria  mas com zonas fortemente iluminadas lá mais ao fundo.

Antigamente não tinha uma máquina fotográfica sempre à mão. Agora o telemóvel faz esse papel e foi-me possível registar este ambiente, para mim pouco comum.


2012-10-26

Art Déco

Segui a sugestão do João Miguel sobre a interessante exposição: "O Modernismo Feliz - Art Déco em Portugal" que estaria no Museu do Chiado até ao dia 28/Out/2012 mas cuja duração foi prorrogada até 25/Nov/2012.

Entre outras coisas gostei deste quadro



de Jorge Barradas (1894-1971), Anunciação, 1936, Óleo sobre tela, Colecção do Museu do Chiado


e deste par de esculturas


de Ernesto Canto da Maya (1890-1981), Adão e Eva, 1929-1939, Terracota policromada, Colecção do Museu do Chiado

2012-10-21

Banyan Tree



Quando andei a ler a wikipédia sobre a figueira apercebi-me da grande variedade de figueiras existentes, árvores do género Ficus.

Além da figueira comum em Portugal e Mediterrâneo e do sicómoro referido em post anterior passei por esta Banyan Tree



ou numa perspectiva ligeiramente diferente,




a árvore nacional da Índia, cuja designação em latim é  Ficus Benghalensis.

De vez em quando tenho ouvido falar em “Banyan Tree” mas já não sei em que contexto, talvez fosse o nome da companhia “Banyan Systems”, das primeiras a fazer software para redes de computadores mas que entretanto cessou a actividade

Sendo tradicionalmente um adepto da sombra e costumando achar os raios de sol de Verão muito agressivos em Portugal, por maioria de razão compreendo e simpatizo com o hábito que os comerciantes do Gujarate tinham de fazer comércio debaixo desta árvore. Diz na versão inglesa da wikipédia que foram os portugueses que deram este nome a esta árvore porque os mercadores, “banias” na língua do Gujarate, se reuniam debaixo dela. É pena que não exista uma entrada em português para esta árvore na wikipédia.

Diz a lenda também que foi debaixo de uma árvore deste género que o Buda atingiu a iluminação, conforme refere neste artigo sobre a Bhodi Tree.

Noutro artigo da wikipédia refere esta figueira como “estranguladora”, porque por vezes cresce em volta de uma árvore pré-existente da mesma espécie (ou de outra) levando à sua morte. Buscando Strangler Fig no Google Imagens aparecem muitas imagens destas árvores, designadamente a crescer por entre os muros de pedra e as estátuas de templos construídos em zonas tropicais como o Angkor Wat do Cambodja.

Estas árvores começam a vida como epífitas, plantas como as bromeliáceas e as orquídeas que conseguem germinar sobre as cascas de árvores. Mas neste caso, apenas começam como epífitas porque a seguir a planta cresce até atingir o solo, criando aí raízes próprias.

Mas, como se vê na foto, uma das características mais marcantes da Ficus benghalensis  é o desenvolvimento de raízes aéreas, que crescem em direcção ao solo e que quando lá chegam se desenvolvem como troncos que podem tornar difícil a identificação do tronco principal.

Este post não ficaria completo sem uma referência à “The Great Banyan”, um ser vivo em que se confundem os conceitos de “árvore” e de “floresta”, dado que ocupa uma área de 1,5 hectares tendo 3300 raízes aéreas que chegaram ao chão. Deixo aqui uma imagem dessa árvore/floresta que fui buscar aqui.

2012-10-17

Os corvos-marinhos de Guilin


Há mais de 20 anos ouvi falar pela primeira vez de umas aves que os chineses tinham domesticado e a que punham um anel no pescoço para evitar que engolissem os peixes que tinham capturado e que eram apropriados pelo dono das aves. Foram uns amigos que tinham feito uma viagem pelo Oriente e que tinham visto isso em Guilin.

Não me lembro de imagens das aves mas impressionou-me a forma dos montes, que já mostrei aqui, bem como a exuberância da vegetação que já mostrei aqui.

Quando fui numa excursão à China em 2009, à passagem por Guilin reparei logo nestas aves, equilibradas nas extremidades do bambu.



Nessa noite, numa volta de barco pelos lagos no meio da cidade de Guilin, com umas iluminações de néon de gosto duvidoso, estavam uns pescadores demonstrando para turista o que, sendo pouco genuíno, é contudo muito prático para fotografar.

Aqui estão 4 corvos-marinhos mais um pescador, que nunca caiu à água mesmo numa jangada tão estreita, vendo-se também os reflexos do néon




nesta um dos corvos já apanhou um peixe mas não consegue engoli-lo enquanto outro corvo se lançou à água




e aqui o pescador




apropria-se do peixe. Fiquei a pensar porque seria esta relação pássaro-pescador sustentável, no sentido de o pássaro não fugir. Fiz a conjectura que a pesca ao candeio (luzes à noite para atrair peixes) também facilita a vida ao corvo-marinho. A própria jangada deve representar também uma vantagem, para pescar sem ter que voar muito. Talvez a relação homem-corvo-marinho não seja tão desequilibrada como parece à primeira vista

A wikipédia fala dos corvos-marinhos e que esta técnica de pesca foi usada noutros locais, incluindo a Europa.

Ao passar noutro dia no Parque das Nações avistei um pássaro ao longe que me pareceu poder ser um corvo-marinho. Não era uma gaivota nem uma garça real, tão pouco seria um flamingo. Tirei estas fotos com o telemóvel , seleccionando depois o motivo de interesse.




Pode-se constatar aqui que o Parque do Tejo é “um dos melhores sítios para observar aves junto a Lisboa”, referindo também a existência de corvos-marinhos por estas paragens.

Como as fotos de onde extraí o possível corvo-marinho me parecem razoáveis deixo-as também aqui.










Tem-me acontecido com alguma frequência tomar contacto com outros animais, costumes, árvores, etc, para depois constatar no regresso a Portugal que afinal tudo isso também existe por cá.


2012-10-12

Flamingos - 2


Tendo constatado a regularidade da presença dos flamingos na margem norte do rio Tejo, ao pé da da ponte Vasco da Gama, desta vez (tarde de 11/Outubro) levei a minha máquina fotográfica, para ultrapassar as limitações das fotos tiradas com o telemóvel.

Os flamingos têm uma presença discreta




aqui um pouco mais destacados da paisagem, com Palmela no horizonte



e aqui com a ponte Vasco da Gama




na ampliação desta foto que mostro a seguir contei 33 aves




e aqui mostro detalhe da mesma imagem