2009-12-30

Vendaval

Alguns leitores deste blogue sabem que trabalho na REN - Rede Eléctrica Nacional, situação que me facilitou o acesso às imagens publicadas aqui e aqui.

A REN tem os seus canais próprios de comunicação com o público, que não incluem este blogue, mas achei interessante dar a conhecer através de algumas imagens os efeitos devastadores dos ventos de grande intensidade que ocorreram em Portugal na madrugada do dia 23/Dez/2009.

Dada a redundância de Rede Nacional de Transporte (de energia eléctrica), nenhum dos colapsos de linhas de transporte que mostro a seguir causou qualquer energia não fornecida.




Nesta primeira imagem mostro dois postes derrubados na região do Oeste, um a recortar-se no céu cinzento e outro mais por terra, no canto inferior direito.

Estas grandes estruturas metálicas que suportam os condutores são projectadas para resistirem a ventos com velocidades inferiores a 150 km/h. Os estragos observados na região indiciam que os ventos foram superiores a este valor, tendo sido registado um valor de 195 km/h num anemómetro dum parque de geradores eólicos dessa região.

Outra zona atingida foi o Algarve, do céu muitas vezes azul, donde vieram as restantes imagens:




A carrinha dá uma ideia da escala, neste poste que cedeu pelas fundações




As rajadas mais fortes no Algarve ocorreram no interior, pouco habitado, causando menos danos na rede de distribuição do que na região Oeste. A infraestrutura da rede de transporte foi aí bastante afectada.




Na imagem acima vê-se um poste de 400 kV da linha Portimão – Tavira, que ainda não está em serviço.

Estas imagens recordam-nos que as nossas infraestruturas não são completamente imunes às “Forças da Natureza”. Finalizo com uma imagem onde encontro uma certa beleza, pese embora o trabalho e o custo da operação de reabilitação:

1 comentário:

Helena disse...

Impressionante!
Um primo do meu marido, que trabalha em obras públicas na Holanda, disse que há cada vez mais casos de destruições assim. E não é por maus materiais ou cálculos, mas porque os temporais têm vindo a ganhar força.
É preciso alterar os cálculos, contando com forças da Natureza mais destrutivas que aquelas a que estávamos habituados.