2009-03-08

O Cubo de Rubik e a Identidade

Erno Rubik, um arquitecto húngaro, inventou em 1974 o famoso cubo que ficou com o seu nome, tendo sido posto à venda com grande sucesso em 1980. Em Mar/1981 Douglas Hofstadter escreveu sobre ele na sua coluna do Scientific American, num ensaio também disponível no livro Metamagical Themas e eu comprei o objecto em Mai/1982.

D.Hofstadter referia no seu ensaio o livro de David Singmaster, como a referência sobre as várias técnicas de resolução do cubo mas eu estava mais interessado em descobrir eu próprio um método do que em aprender métodos já descobertos.

Provavelmente resolvi o cubo no Verão de 1983, no período de férias, dado que algumas das folhas que usei para rascunho, durante a procura duma metodologia, são datadas de Jul/1983. Dado que já eram conhecidas e publicadas técnicas de solução do passatempo, este meu trabalho apenas se justifica como uma actividade lúdica.

No entanto esta actividade lúdica exigiu algum esforço e, passados alguns anos, comecei a recear que, caso alguém tirasse o cubo da sua configuração inicial, não fosse capaz de regressar a ela.

Tudo isto é bastante irracional pois poderia sempre desmanchar o cubo e voltar a montá-lo visto tratar-se de uma tarefa bem documentada e bastante simples, ou ler os métodos de resolução publicados. Por outro lado gostaria de me convencer da generalidade dos métodos que usei para resolver o Cubo e também para no futuro ter uma referência mais completa a que pudesse recorrer para restaurar o estado original.

Acabei por documentar a metodologia no ficheiro RUBIK_v2.doc disponível no meu site, tendo as maiores dúvidas sobre a existência de leitores nele interessados.

Quando era mais jovem reconhecia o aspecto gráfico da quase totalidade dos meus manuscritos. Há muito tempo que isso deixou de acontecer e muitas vezes não me lembro sequer do tratamento que dei a um dado assunto. Em documentos mais esquecidos, de que este é um exemplo pois foi feito em Mai/1995, o que acabo por reconhecer melhor parece ser o estilo da escrita, mas fico sempre algo perplexo a pensar no que será a minha identidade.

Nesta revisitação do tema, causada por uma notícia de um renascimento do interesse no cubo de Rubik e pela possibilidade recente de disponibilizar ficheiros MSWord no meu site, fotografei o meu cubo na sua posição original e em duas outras configurações bastante fáceis de obter a partir da original e juntei tudo numa única imagem que apresento a seguir. Para cada posição tirei duas fotos para mostrar a totalidade das faces.


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