quarta-feira, 7 de Janeiro de 2009

Ainda os nomes (das plantas)

No post anterior usei várias fotos do CD que acompanha o livro editado pela Fundação Calouste Gulbenkian sobre o jardim da sua sede em Lisboa.

Os ficheiros das fotos têm o nome da planta que é mostrada, nomes esses que são muitas vezes pouco conhecidos. Saber o nome de algo, dá-nos acesso a muita informação sobre o que quer que seja esse algo, bastante desde o tempo das enciclopédias, imensa desde que existem motores de busca eficientes na Internet. Contudo, quando se conhece apenas o “aspecto” de uma coisa e não se lhe conhece o nome, mesmo a Internet pode revelar-se de pouca valia. Em contrapartida, quando se sabe o nome, o Google Images dá-nos a sensação que dissemos: Abracadabra!

Embora o Jardim da Gulbenkian tenha plantas exóticas, tem também muitas nativas, e quer no CD quer numa separata do livro existe um mapa com a(s) localização(s) de cada espécime, permitindo assim saber o nome de muitas das plantas comuns nos jardins de Portugal

Interroguei-me se esta ignorância dos nomes das plantas seria generalizada ou apenas uma particularidade minha e dos meus amigos mas, a constatação de que em muitos casos não existe um nome comum nas línguas vernáculas, existindo apenas a designação em latim, é um indício claro de que a generalidade das pessoas não conhece o nome de muitas das plantas que nos rodeiam. E que isso não é um fenómeno só Português mas comum aos outros países da Europa e aos que foram mais ou menos colonizados pelos países europeus.

Para ver proximidades usei o tradutor do Google (Ferramentas de idiomas)
IdiomaTermo usado
Português, Inglês, etc.Lantana camara
ÁrabeLantana كامارا
Chinês (Simplificado)马缨丹
Chinês (Tradicional)馬纓丹
GregoLantana camara
HebraicoLantana camara
HinduLantana camara
Japonêsランタナカマラ
RussoLANTANA Камарой


E constatei, de forma algo apressada pois pode-se tratar de idiossincrasias do Google, que em Grego, Hebraico e Hindu prescindem do uso dos seus alfabetos neste caso específico da designação das plantas. Os árabes e russos estão numa situação indefinida pois traduziram (ou transcreveram) a palavra mais comum “camara” deixando “Lantana” por traduzir, enquanto os chineses e os japoneses não prescindem dos seus sistemas de escrita nas designações de plantas mais ou menos exóticas.

A universalidade do latim não é assim tão universal.

Vamos agora retomar as imagens dos arbustos do Jardim da Gulbenkian, com esta Plumbago auriculata



seguida de uma Punica granatum



e de uma Pyracantha crenulata, nome duma planta com pequenas bagas cor-de-laranja que fazia de sebe do anexo do Areeiro do Liceu Camões e que fornecia pequenos projécteis para atirarmos uns aos outros nos recreios



temos ainda a Spiraea cantoniensis, e percebo cada vez melhor porque não sabemos os nomes em latim destas plantas



uma Spiraea bumalda



e para finalizar esta Symphoricarpus chenaultii para a qual o Google não tem tradução em chinês:

1 comentário:

Anónimo disse...

eu adoro plantas e voçe?